Segue abaixo uma série de questões elementares da fé cristã. Clique em cada uma delas para ter acesso as respostas. Clicando nas referências bíblicas, que estão em azul, uma nova janela se abrirá com o texto bíblico. Faça uso deste recurso!

Você também pode aproveitar para fazer suas próprias perguntas no final desta página, que serão prontamente respondidas pelo Bispo Ildo Mello.

Recomendamos que pastores e líderes façam uso deste material para classe de batismo. E como curso preparatório para novos membros recomendamos também o seguinte material de estudos que trata da história, doutrinas, propósitos, visão e missão da Igreja Metodista Livre: http://www.metodistalivre.org.br/quem-somos/

     

  • O que é ser cristão?

    É acreditar que o Deus vivo é revelado em e através de Jesus Cristo, reconhecendo Jesus Cristo como Senhor e Salvador, buscando viver obediente em comunhão com Deus, através do poder do Espírito Santo, assumindo também o seu lugar na comunidade da Igreja.

    João 1. 1-5, 14-18; 14. 8-11; Hebreus 1. 1-3; Atos 4.12

     

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  • Como conhecer a Deus?

     

    Por conta dos danosos efeitos do pecado, o homem deturpa o conhecimento de Deus manifesto na criação. Resultado: idolatria, animismo e politeísmo, entre outras distorções:

    “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.” (Rm 1:19-23).

    Deus estimula os homens a busca-lo e os ajuda a encontra-lo. Ele tanto estimula o querer como capacita o homem a executar sua vontade (Fp 2.13), pois sem seu auxílio, os homens nada podem fazer (Jo 15.5).

    “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte…” (Jr 29:13-14). “… alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.” (Sl 105:3).

    Em socorro ao homem, Deus, “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu” (1 Tm 6:16), decidiu se revelar de maneira mais específica através de Abraão e sua descendência, um descendente, em especial, Jesus Cristo!

    “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser…” (Hb 1:1-3). “… a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem…. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai… Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (Jo 1:9, 14 e 18).

    Jesus é a revelação perfeita, plena e definitiva de Deus. Portanto, devemos rejeitar toda e qualquer revelação que pretenda corrigir ou ir além da revelação de Deus em Cristo Jesus.

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  • Quem é Jesus Cristo?

    O próprio Deus estava em Jesus Cristo para reconciliar as pessoas consigo. Concebido pelo Espírito Santo, nascido da Virgem Maria, Ele uniu a deidade de Deus com a humanidade do ser humano. Jesus de Nazaré era Deus em carne, verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano.

    Jesus possui as seguintes propriedades divinas:

    Criador (Jo 1:1-3);
    Onisciência (Cl 2:3);
    Onipotência (Mt 28.18);
    Onipresença (Mt 28:20);
    perdoa os pecados (Mc 2:5-7);
    doador da vida eterna (Jo 10:28);
    Ressuscita os mortos (Jo 5:25-28);
    é um com o Deus-Pai: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:28);
    é adorado como Deus (Mt 28.9; Hb 1:6);
    é o Juiz Soberano (Jo 5:22-24).

    Ele veio para nos salvar. Por nós, o Filho de Deus sofreu, foi crucificado, morto e sepultado. Ele derramou Sua vida como sacrifício sem mácula por nossos pecados e transgressões. Agradecidos, reconhecemos que ele é nosso Salvador, o único Mediador perfeito entre Deus e nós.

    Mateus 1:21; 20:28; 26:27-28; Lucas 1:35; 19:10; João 1:1, 10, 14; 2Coríntios 5:18-19; Filipenses 2:5-8; Hebreus 2:17; 9:14-15.

    Sua Ressurreição e Exaltação

    Jesus Cristo ressuscitou vitoriosamente dos mortos. Seu corpo ressurrecto tornou-se mais glorioso, sem o impedimento das limitações humanas comuns. Assim, Ele subiu ao céu, onde está assentado, como nosso Senhor exaltado, à destra de Deus Pai, intercedendo por nós até que todos os Seus inimigos sejam trazidos completamente subjugados. Ele voltará para julgar todas as pessoas. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

    Mateus 25:31-32; Lucas 24:1-7, 39; João 20:19; Atos 1:9-11; 2:24; Romanos 8:33-34; 2Coríntios 5:10; Filipenses 2:9-11; Hb 1:1-4.

    Atos 3. 13-19; 10. 36-43; 4. 11-12; Colossenses 1. 15-20; João 1. 1-5, 14-18; 14. 6-11 

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  • Quem é O Espírito Santo?

     

    Sua Pessoa

    O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Procedendo do Pai e do Filho, é um com Eles, Divindade eterna, igual em deidade, majestade e poder. Ele é Deus atuante na Criação, na vida e na Igreja. A Encarnação e o ministério de Jesus Cristo foram consumados pelo Espírito Santo. Ele continua a revelar, interpretar e glorificar o Filho.

    O Espírito Santo é um ser pessoal, pois:

    • glorifica a Cristo (Lc 12:12)
    • exerce o ministério de ensino (Lc 12.12)
    • distribui os dons segundo bem lhe parece (1 Co 12.11)
    • fala nas Escrituras do Antigo Testamento (Hb 3:7 e 1 Pe 1:11-12)
    • fala para as sete Igrejas (Ap 2:7,11,17,29; 3:6,13,22)
    • foi enviado pelo Pai (Jo 17:3)
    • foi enviado pelo Filho (Jo 15:26)
    • enviado como representante e testemunha de Cristo (Jo 14:26)
    • exerce a missão de recordar (Jo 14:26)

    A respeito da divindade,  o Espírito Santo é:

    • chamado de Deus (At 5:3-4);
    • onisciente (1 Co 2:10-11);
    • onipotente (1 Co 12:11)
    • onipresente (Jo 14:10)
    • verdade (Jo 16:13)
    • vida (Rm 8:2)

    Mateus 28:19; João 4:24; 14:16-17, 26; 15:26; 16:13-15.

    Sua Obra na Salvação

    O Espírito Santo é o administrador da salvação planejada pelo Pai e providenciada pela morte, ressurreição e ascensão do Filho. Ele é o agente eficaz em nossa convicção [do pecado], regeneração, santificação e glorificação. Ele é o próprio nosso Senhor sempre presente, habitando, garantindo e capacitando o crente.

    João 16:7-8; Atos 15:8-9; Romanos 8:9, 14-16; 1Coríntios 3:16; 2Coríntios 3:17-18; Gálatas 4:6.

    Seu Relacionamento com a Igreja

    O Espírito Santo é derramado sobre a Igreja pelo Pai e pelo Filho. Ele é a vida e o poder da Igreja para testemunhar. Ele dá o amor de Deus e torna real o senhorio de Jesus Cristo no crente, para que tanto Seus dons de palavra como de serviço possam atingir o bem comum, edificar e aumentar a Igreja. Em relação ao mundo, Ele é o Espírito da verdade e o Seu instrumento é a Palavra de Deus.

    Atos 5:3-4; Romanos 8:14; 1Coríntios 12:4-7; 2Pedro 1:21.

    João 3. 1-10; Romanos 8. 1-17; João 4. 1-30; Atos 1. 6-8; 2. 1-13, 32-39; João 14. 14-29 ; 1 Coríntios 3. 16; 12. 13 ; João 15. 26-27; 1 Tessalonicenses 5. 19; João 16. 12-15; João 20. 19-23

    (Nota: Vários nomes são usados para o Espírito Santo. Eis alguns:: Advogado, Consolador, Espírito de Verdade, Espírito de Deus, Espírito de Cristo).

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  • Se Deus é onipotente e bom, por que existe o mal no mundo?

    A questão do mal no mundo é difícil de ser compreendida. Muitos perguntam: “Se Deus é Onipotente, santo e bom, por que existe o mal no mundo?” Bem, sabemos que Deus não é o criador do mal. Tudo o que Deus fez era bom como nos ensina Gênesis 1:31 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”. E Eclesiastes 7:29 diz: “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”

    Deus poderia ter criado todas as coisas programadas para darem certo. Poderia ter criado os anjos e os homens como robôs, programados para obedecerem, incapazes de se rebelarem. Mas as expressões de amor, louvor, devoção e serviço destes seres seriam artificiais e “sem graça”, ou seja, sem significado real. Deus, em sua soberania, resolve criar seres angelicais e humanos com o atributo do livre-arbítrio, mesmo ciente das conseqüências: surgimento do pecado, crimes, doenças, guerras, fome, tristeza, etc… É um preço alto a se pagar, mas vale a pena a fim de que muitos dentre todos os homens livres possam, no decorrer da História humana, ser resgatados por terem acolhido a promessa e amado a Deus sobre todas as coisas. Ninguém pode ser livre só para obedecer. Liberdade implica em opção e escolha.

    Neste mundo, assim como Jó, todos nós estamos sendo provados e experimentados na questão do grande mandamento: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37). Observe que a grande questão do livro de Jó está relacionada a pureza e a lealdade do amor de Jó por Deus, como vemos na dúvida lançada por Satanás: “Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1.9-11). Temos muitas opções, somos livres para escolher, portanto, quando amamos a Deus e respondemos positivamente ao seu chamado, isto é cheio de significado. Este relacionamento entre Deus e o homem é cheio de afeto. É algo tremendo!

    Portanto, Deus criou tudo perfeito, o mal no universo existe como uma perversão dos seres angelicais e humanos, e que só pode ser entendido dentro do propósito último de Deus.

    Bispo José Ildo Mello

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  • O que é o pecado?

    Pecado é a condição de alienação de Deus que afeta a raça humana inteira e resulta em rebelião contra Deus e contra o Reino de Deus. Essa rebelião leva à escravidão. Pecados são atos específicos, palavras ou pensamentos, que se originam de nossa condição pecaminosa e negam a presença e propósito do Reino de Deus.

    Romanos 3. 9-18, 23; Romanos 7. 13-20; Salmo 51. 1-5

    (Nota: Várias palavras são usadas na Bíblia para “pecado”.Eis algumas: ofensa, injustiça, fracasso, infidelidade, erro e palavras semelhantes).

  • Quais são os efeitos do pecado?

    O pecado corrompe nosso relacionamento com Deus, uns com os outros, conosco mesmos e com toda a criação. O resultado principal do pecado é a escravidão. Assim, pecado é mais que transgressão: ele é escravidão. Ele na somente nos desvia de Deus, mas também leva-nos à prisão. É mais do que um ato exterior ou hábito: é uma condição interna e profunda. Não é somente uma “doença contagiosa”, mas é um processo cumulativo relacionado às dimensões sociais e cósmicas do mundo. Ele polui não somente a nós mesmos, mas também todo e qualquer aspecto de nossa existência e contamina as estruturas da vida humana e também da sociedade.

    Marcos 7. 21-23; Tiago 4. 1-3; Romanos 6. 23; 1 João 1. 8; 3. 4; 5. 17

  • O que são as boas novas ou Evangelho?

    As boas novas são que Deus agiu única e decisivamente em Jesus Cristo para tratar de nossa condição pecaminosa. Deus agiu para nos salvar, oferecendo-nos amor, graça, perdão, aceitação e a nova vida em Cristo.

    Deus, em seu amor, tomou a iniciativa salvadora. Foi ele que propiciou a sua própria ira, redimiu-nos de nossa miserável escravidão, declarou-nos justos em sua presença e reconciliou-nos consigo. Importantes textos não deixam dúvida a esse respeito: “Deus. . . nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). “Deus. . . visitou e redimiu o seu povo” (Lc 1.68). “É Deus quem os justifica” (Rm 8.33). “Deus. . . nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (2 Co 5.18).

     

    João 3. 16-17; Atos 10. 36-43; 2 Coríntios 5. 17

     

  • O que é graça?

    Graça é o favor sem mérito nosso e o amor supremo de Deus para todos nós. Vem da parte de Deus e é livremente dada a pessoas não merecedoras e impiedosas.

    “Sem Cristo e sua cruz, o mundo jamais teria conhecido o verdadeiro amor. É claro que todos os seres humanos experimentam certo grau ou qualidade de amor. Mas João está dizendo que apenas um ato de amor puro, não manchado por alguma nuança de segundos motivos, foi praticado na história do mundo, a saber, o amor de Deus que se deu a si mesmo em Cristo na cruz por pecadores que não o mereciam. É por isso que, se estamos procurando uma definição de amor, não devemos ir ao dicionário, mas ao Calvário.

    O valor de um dom de amor é medido tanto pelo que custa a quem dá como pelo grau de merecimento de quem recebe. Um jovem apaixonado, por exemplo, dará à sua amada presentes caros, muitas vezes além de suas posses, como símbolos do seu amor, pois acha que ela os merece, e mais ainda. Jacó serviu sete anos por Raquel pelo amor que lhe tinha. Mas Deus, ao dar o seu Filho, deu-se a si mesmo para morrer por seus inimigos. Ele deu tudo por aqueles que nada dele mereciam. “E essa é a prova de Deus de seu amor para conosco” (Rm 5.8).” (John Stott em A Cruz de Cristo).

     

    Mateus 11. 28-30; Romanos 5. 6-8; Lucas 15; Efésios 2. 4-9; João 3. 16-17

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  • O que é fé cristã?

    Fé cristã é uma resposta a Deus, centrada e pessoal, que envolve confiança e obediência. Fé em Jesus Cristo é a confiança de que, somente através dele, Deus nos dá vida eterna.

    “A justificação através da ‘fé somente’ fala da completa incapacidade e incompetência do homem para qualquer tipo de autojustificação”. “Assim, o homem é justificado somente por meio da graça de Deus; o homem nada realiza; não há nenhuma atividade humana. Antes, o homem simplesmente se submete à justificação de Deus; ele não realiza obras; ele crê”. (John Stott em A Cruz de Cristo).

     

    Atos 16. 29-31; Efésios 2. 4-10; Tiago 2. 14-26

     

     

  • O que é arrependimento?

    Arrependimento é voltar-se do pecado em direção a Deus. É a mudança radical de vida para obedecer a vontade de Deus. É uma resposta à graça salvadora e iniciativa amorosa de Deus.

     

    Salmo 51. 1-14; Lucas 3. 1-14; 15. 17-20

     

     

  • O que é conversão cristã?

    É a mudança que Deus opera em nós quando respondemos à graça de Deus em arrependimento e fé. Arrependimento e fé são as respostas que tem de ser dadas para Jesus e sua mensagem do reino. Através do arrependimento e fé, a iniciativa salvadora de Deus é traduzida em experiência humana.

     

    Atos 26. 18; 9. 1-21; Efésios 4. 22-24

  • O que é salvação?

    Salvação é o perdão dos nossos pecados, libertação da escravidão e o dom da nova vida em Cristo. É um processo que se inicia agora, dá a vitória sobre o pecado e morte e se completa com Deus, no céu.

    A obra salvadora de Deus foi realizada por meio do derramamento de sangue, isto é, o sacrifício substitutivo de Cristo. Com relação ao sangue de Cristo os textos sagrados são, novamente, inequívocos. “Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé” (Rm3.25). “No qual temos a redenção, pelo seu sangue (Ef 1.7)“. “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue” (Rm 5.9). “Vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados (isto é, reconciliados) pelo sangue de Cristo” (Ef 2.13). A morte de Jesus foi o sacrifício expiador por causa do qual Deus desviou de nós a sua ira, o preço de resgate pelo qual fomos redimidos, a condenação do inocente para que o culpado fosse justificado, e o sem pecado fosse feito pecado por nós (2 Co 5.21).

     

    Marcos 2. 1-4; 10. 28-31, 45; Romanos 5. 15-21; 2 Coríntios 5. 18-21

     

     

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  • Por que preciso de salvação?

    Porque…

    1. Fomos criados por Deus e para Deus (Colossenses 1.16).
    2. Com vocação e potencial para o Eterno.
    3. “Tu nos fizeste para Ti mesmo, e nosso coração não tem descanso até que repouse em Ti” (Agostinho).

    Mas o pecado nos afastou de Deus

    1. Adão pecou e foi expulso do Paraíso
    2. O pecado nos afasta de Deus (Isaías 59.2; Romanos 3.23)
    3. Longe da Casa do Pai, o Filho Pródigo encontrou desilusão (Lucas 15.11-31)
    4. O pecado produz morte (Romanos 6.23)

    E não conseguimos nos salvar a nós mesmos

    1. O pecado gerou morte espiritual que incapacita a pessoa de reerguer-se a si mesma (Efésios 2.1).
    2. Boas obras não salvam (Efésios 2.8-9; Tito 3.5)
    3. A Lei não salva (Romanos 3:20 e Gálatas 3.11).
    4. Religiosidade não salva. Nicodemus e Saulo eram muito religiosos, mas estavam perdidos antes  da conversão (João 3.1-18; Atos 26.14).

    A boa notícia é que Deus nos ama e providenciou um remédio para a nossa desgraça

    1. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16)
    2. “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21).
    3. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).

    Só há um caminho de salvação

    1. O caminho da salvação não é de baixo para cima: “não vem de vós” ( Efésios 2.8-9),
    2. Mas, sim, de cima para baixo “é dádiva de Deus”  (Efésios 2.8-9).
    3. Jesus desceu ao mundo para nos livrar da condenação da morte, morrendo em nosso lugar (Romanos 5.6-19; João 3.16; 2 Coríntios 5.21).
    4. Jesus é o Caminho (João 14.6)
    5. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5; Romanos 5:17)
    6. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12)

    O Que fazer para ser salvo?

    1. “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38)
    2. “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Romanos 10:9).

    O Que Jesus nos garante?

    1. O Perdão dos pecados (Lucas 5.20)
    2. A Vida eterna (João 3:16)
    3. A adoção como Filhos de Deus (João 1.12)
    4. O Dom do Espírito (Atos 2.38; 1 Coríntios 12)
    5. Um novo coração para uma nova vida (2 Coríntios 5.17; Ezequiel 11.19; 2 Pedro 1.3)
    6. Possibilidade de crescimento na graça e no conhecimento: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…” (2 Pedro 3:1).
    7. A Plenitude do Espírito para uma vida abundante: ‘Enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18)

    Meios de Graça o desenvolvimento de nossa salvação

    1. A Oração (João 16.24; 1João 5.14-15)
    2. A Bíblia (2 Timóteo 3.15-16; Salmo 1.2-3; 119.105)
    3. A Ceia do Senhor (1 Coríntios 10.16-17; 11.23-34)
    4. A Igreja e os grupos pequenos (Mateus 18.19-20; Hebreus 10.25; 1 Coríntios 12.13-26)
    5. Andando no Espírito (Gálatas 5.16-25; Romanos 8.4-14)
  • Como somos reconciliados com Deus?

    Nós somos reconciliados quando aceitamos o perdão de Deus para nossos pecados em Cristo Jesus e quando nós, através da graça de Deus, nos tornamos filhos de Deus. Deus nos restaura para um novo relacionamento. Deus faz isso por causa do que Jesus fez por nós com sua morte e ressurreição e por causa da nossa fé. “Deus. . . nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (2 Co 5.18).  “Vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados (isto é, reconciliados) pelo sangue de Cristo” (Ef 2.13). A morte de Jesus foi o sacrifício expiador por causa do qual Deus desviou de nós a sua ira, o preço de resgate pelo qual fomos redimidos, a condenação do inocente para que o culpado fosse justificado, e o sem pecado fosse feito pecado por nós (2 Co 5.21).

     

    Romanos 5. 1-2; 8. 1; 1 Coríntios 1. 26-31

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  • O que é o novo nascimento?

    Novo nascimento, regeneração e conversão são termos usados para descrever o processo, tanto no aspecto instantâneo como no gradual, pelo qual somos trazidos por Deus de um estado de pecado para uma nova vida em Jesus Cristo e no qual crescemos através da inspiração e obra do Espírito Santo dentro de nós. Nascer de novo é ver e entrar no reino de Deus.

     

    João 3. 1-8; 14-17; Efésios 2. 1-5

     

     

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  • O que Jesus fez para tornar nossa salvação possível?

    Jesus veio para revelar Deus aos homens e para oferecer a graça de Deus. Para alcançar isso, Jesus compartilhou nossa vida e morte. Ele, sendo sendo justo, agiu em favor dos injustos, assumindo o seu castigo, morrendo numa cruz cruel, mas Deus o trouxe de volta à vida, assim derrotando morte e pecado e abrindo o Reino de Deus a todos que se arrependerem e crerem.

     

    João 3. 16-17; Colossenses 2. 11-15; Romanos 5.19; 8. 31-39; Filipenses 2. 5; Isaías 53; 1 Coríntios 15.22; 2 Coríntios 5. 14-18; 8.9

     

    Cinco atos que Cristo fez por nós na cruz, com textos chaves e definições.

     

    a) Reconciliação: (katallasso e apokatalasso) “fazer as pazes”, “trocar inimizade por amizade”. Rm 5.10,11; 2 Co 5.18-21. Fomos reconciliados com Deus.

    b) Justificação: (dikaióo) “justificar, vindicar, tratar como justo”. Teologicamente, justificado significa “o ato de declarar justo” (Rm 3.19-26; 5.9; 8.30-31; Ef 1.4; Tt 3.7). Fomos perdoados e livres da condenação. A Justiça de Jesus nos foi imputada. Ele nos absolveu da culpa. Fomos justificados.

    c) Adoção – fomos adotados como filhos de Deus, herdeiros maduros, com todos os direitos: Rm 8.14-17; Gl 3.23-26; Jo 1.12.

    d) Redenção: Fomos libertos do poder do pecado, libertos do império das trevas (Rm 3.24; 8.2; Ef 1.7; Cl 1.14).

    e) Regeneração – “Nascer de novo”, “nos capacitou para um novo viver, onde somos novas criaturas em Cristo” (Tt 3.5; 1 Pe 1.3, 23; 2 Co 5.17).

     

     

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  • Como saber se sou salvo?

    Deus dá certeza de salvação e paz no coração a todos que se arrependem e põem sua fé em Cristo (Romanos 5:1). O Espírito Santo testifica aos seus próprios espíritos que seus pecados foram perdoados e foram adotados na família de Deus (Romanos 8:16).

    Os cristãos têm paz com Deus através de Jesus Cristo porque a sua culpa é retirada e o temor do julgamento removido (Hebreus 6:11; 10:22). Deus continua a dar segurança aos crentes por meio das Escrituras, da presença consciente do Espírito Santo, do amor e da comunhão com outros cristãos (1a João 3:14).

    Muitos professam terem tido um encontro com Deus, mas seguem vivendo como antes. Mas um verdadeiro encontro com Deus deixa marcas! Abrão torna-se Abraão, Jacó transforma-se em Israel, Simão em Pedro, Levi em Mateus e Saulo em Paulo. Isaías exclamou: “ai de mim”! Zaqueu deixou de ser um corrupto ganancioso e passou a ser justo e caridoso.  Ou seja, um verdadeiro encontro com Deus é impactante e transformador.

    Alguém pode dizer: “eu creio, então, estou salvo”. O problema desta afirmação é que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.18), pois a verdadeira fé em Cristo é também transformadora. Quem reconhece que Jesus é o Senhor, deve também sujeitar-se ao seu senhorio. É fácil perceber que a grande maioria das pessoas ao nosso redor professa uma fé cristã, mas Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:21-23).

    Jesus ensinou que “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3). Nascer de novo implica em mudança de vida, pois a nova criatura não pode permanecer a mesma, mas deve viver em novidade de vida (Rm 6.4).

    Jesus também ensinou que o caminho da salvação era estreito e apertado, o que não condiz com a ideia de que basta crer. “Até o diabo crê e treme” (Tg 2.19).  Como saber, então, se estamos no Caminho? Jesus mesmo responde a esta pergunta com a seguinte frase: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20).

    Se queremos conhecer que espécie de árvore somos devemos examinar os frutos, pois eles são realmente reveladores. Paulo exorta os cristãos dizendo: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13:5).

    João escreveu um livro para ajudar os cristãos a discernirem a autenticidade de seus relacionamentos com Cristo. “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13). Ele usa expressões descritivas das características dos salvos em Cristo que garantem aos possuidores delas a convicção de sua salvação. Tais expressões costumam conter os seguintes termos: “sabemos que” , “assim sabemos”, “deste modo sabemos”, “desta forma sabemos”, “conhecemos”,  “assim conhecemos”, “nisto conhecemos”, “dessa forma reconhecemos”, “se alguém”, “dessa forma”, “quem não”, “todo aquele”, “todo aquele que é nascido de Deus”, “todo aquele que ama”, “todo aquele que crê”, “aquele que é”…

    Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus apresenta as seguintes características:

    1) Tem comunhão com Deus
    2) Tem comunhão com a Igreja
    3) Tem comunhão com a Verdade
    4) Tem o testemunho do Espírito Santo
    5) Tem respostas para as suas orações
    6) Tem vitória sobre o pecado, o diabo e o mundo

    1) Tem comunhão com Deus

    • Tem comunhão com o Pai e com o Filho:
      • “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (1 Jo 1.3).
    • Conhece a Deus.
      • “Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos” (1 Jo 2:3).
      • “conheceis o pai” e “conheceis aquele que existe desde o princípio” (1 Jo 2.14).
    • Ama a  Deus.
      • “Amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos” (1 Jo 5:2).
      • “Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4:16).
    • Está em Cristo:
      • “Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20).
      • “Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele” (1 Jo 2:5).
      • “Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu” (1 Jo 3:24).
    • Permanece em Cristo
      • “Permanecei nele” e  “dele não nos afastemos” (1 Jo 2.28).
      • “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o principio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.” (1 Jo 2.24).
    • Anda na luz, pois Deus é luz
      • “Deus é luz; nele não há treva alguma” (1 Jo 1:5).
      • “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7).

    2) Tem comunhão com a Igreja

    Os salvos mantem comunhão com a igreja e não somente com Deus (1 Jo 1.3). Deve ter comunhão com Deus (1 Jo 1.6) e também uns com os outros (1 Jo 1.7).  Segundo João, os verdadeiros cristãos são os que:

    • Amam os irmãos
      • “Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos” (1 Jo 5:2).
      • “Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte” (1 Jo 3:14).
      • “Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão” (1 Jo 3:10).
      • “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas” (1 Jo 2:9).
      • “Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço” (1 Jo 2:10).
    • Não abandonam a Igreja
      • “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 Jo 2:19).
      • “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia” (Hb 10:25).
      • “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7).
    • Reconhecem o valor da Igreja:
      • “Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro” (1 João 4:6).
    • Seguem o exemplo de Jesus que deu sua vida em favor da Igreja para apresenta-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável (Ef 5.26-27). Devemos amar como Jesus amou:
      • “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos” (1 Jo 3:16).

    3) Tem comunhão com a Verdade

    • Crê que Jesus é o Verdadeiro Deus encarnado e a vida eterna:
      • “Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20).
      • “Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus” (1 Jo 4:2).
      • “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 2:22).
      • “Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Quem não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca de seu Filho” (1 Jo 5:10).
      • “De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo” (2 Jo 1:7).
    • Dá ouvidos a sã doutrina apostólica:
      • “Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro” (1 Jo 4.6; Ef 2.20; At 2.42).
      • “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o principio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.” (1 Jo 2.24).
    • Obedece a Palavra de Cristo:
      • “Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele” (1 Jo 2:5).
    • Está firmado e seguro na Verdade:
      • “Assim saberemos que somos da verdade; e tranquilizaremos o nosso coração diante dele” (1 Jo 3:19; 2 Jo 1.1-4; 3 Jo 1.3-12).
      • “A Palavra de Deus permanece em vós” (1 Jo 2.14).
      • “Nisto conheceremos que somos da verdade” (1 Jo 3.19).
    • Não dá ouvidos aos falsos profetas
      • 1 Jo 2.18-27
      • “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”(1 Jo 4.4)
      • “Nisto reconheceremos o espírito da verdade e o espírito do erro” (1 Jo 4.4 e 5)
      • “Guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21).
    • “Mentira alguma jamais procede da verdade”
    • Se tem comunhão com Deus tem comunhão com a Verdade, pois:
      • “O Espírito é a Verdade” (1 Jo 5.6)
      • “Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida”(Jo 14.6).
      • “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”(Jo 8.32).
      • “A Palavra de Deus é a Verdade” (Jo 17.17).
      • “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20).

    4) Testemunho do Espírito

    Podemos saber que somos salvos pelo Espírito Santo que testifica com o nosso próprio espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16). O Espírito nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Pelo Espírito somos levados a convicção que Jesus é Senhor (1 Co 12.3) e também é por Ele que clamamos “Aba, Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). O Espirito derrama amor em nossos corações (Rm 5.5). O Espírito nos ensina  (1 Co 2.13; 1 Jo 2.27).  o Espírito Santo nos guia, “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14).

    João, portanto, ensina que todo aquele que verdadeiramente é filho de Deus possui o testemunho do Espírito Santo como podemos ver nos textos abaixo:

    • “E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” ( 1 Jo 3.24).
    • “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito” (1 Jo 4.13).
    • “E o Espírito é o que dá testemunho” (1 Jo 5.6).
    • “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho” (1 Jo 5.10; Rm 8.16; Ef 1.13-14)
    • “A sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas” (1 Jo 2.27; 1 Co 2.13).

    5) Tem respostas para as suas orações

    • Podemos saber que somos salvos por que o Senhor tem respondido as nossas orações:
    • “E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (1 Jo 3.22; Tg 5.16; João 15.7)
    • “E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos” (1 Jo 5:15).

    6) Tem vitória sobre o pecado, o Diabo e o mundo

    João ensina que o cristão pode saber que é salvo porque está vivendo uma vida de vitória sobre o pecado, o diabo e o mundo:

    Vitória sobre o pecado:

    • “Sabeis também que Ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando, todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” (1 Jo 3.4-6).
    • “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3.8,9).

    Vitória sobre o diabo

    • “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno (1 Jo 2.14).

    Vitória sobre o Mundo

    • “Não ameis o Mundo” (1 Jo 2.15)
    • “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o Mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 Jo 5.4, 5).
    • “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1 Jo 5.18).

    O Cristão já foi liberto do domínio do pecado (Rm 6.14), já morreu para o pecado e não deve continuar vivendo nele (Rm 6.2). Isto não significa que esteja imune a possibilidade de pecar (1 Jo 1.8). O crente precisa vigiar, pois ainda está suscetível a cair em tentação (Lc 22.46). O Cristão já é uma nova criatura, cujo velho homem foi crucificado com Cristo (Gl 2.20; 5.24). Mas isto não significa o mesmo que estar automaticamente blindado contra o pecado. Ainda há uma longa batalha a ser travada contra o pecado, o diabo e as paixões mundanas. Há uma grande luta interior. Uma batalha difícil entre o espírito e a carne (Gl 5.17).  Por isto é que encontramos inúmeras exortações para andarmos em espírito a fim de não darmos ocasião a carne (Gl 5.16-25; Cl 3.8; Ef 4.22; Rm 8.13). O cristão não pode mais viver segundo a vontade da carne, mas deve ser guiado pelo Espírito de Deus, “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”(Rm 8.14).

    João afirma que sua carta tem como propósito conduzir os cristãos à uma vida de vitória sobre o pecado: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis” (1 Jo 2.1). Os filhos da Luz, não devem andar nas trevas (1 Jo 1.6), mas se tropeçarem em sua caminhada, não devem permanecer prostrados, pois tem em Cristo um grande advogado para interceder em seu favor a fim de alcançarem perdão e purificação para seguirem firmes em seu propósito de viverem para Deus (1 Jo 1.8; 2.1-2).

    Ainda que o pecado seja uma realidade na vida do cristão, uma grande diferença entre os que são filhos de Deus e os que não são é que o verdadeiro cristão não vive praticando o pecado, pois não é mais escavo do pecado e sabemos que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado” (Jo 8:34). Por isto é que João afirma: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge.” (1 Jo 5:18).

    A diferença é que são de Deus não estão sob o poder do Maligno: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5:19).

    Sabemos que somos novas criaturas porque recebemos um novo coração (Ez 11.19; 36.26) e um novo Espírito (Ez 36.27) que nos capacita a guardar os mandamentos de Cristo (1 Jo 2.3-7; 3.22; 5.2). Como exclamou Jesus: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama” (Jo 14.21). Isto significa uma vida de vitória sobre o pecado! Uma vida de santidade possibilitada pelo Espírito Santo de Deus! “Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (2 Pe 1:3).  Sim, fomos chamados para participar de sua virtude. Pedro arremata dizendo: “para que vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” (2 Pe 1.4). Por isto é que o cristão não pode amoldar-se a forma deste mundo (Rm 12.1-2), pois foi escolhido para ser santo, conforme a imagem de Jesus (Rm 8.29; Ef 1.4).

    De acordo com João, o filho de Deus deve andar na luz, porque Deus é luz (1 Jo 1.7), deve amar, porque Deus é amor (1 Jo 4.8), deve praticar a justiça, porque Deus é justo (1 Jo 2.29; 3.7,10), deve ser verdadeiro porque Deus é a Verdade (1 Jo 2.21, 27), deve ser puro porque Deus é puro (1 Jo 3.3-9). Em suma, deve andar assim como Ele andou (1 Jo 2.6).

    Sabemos que somos salvos porque estamos em Cristo, porque estamos seguindo os seus passos, porque estamos no Caminho! Tropeços acontecem, mas estamos no Caminho da Luz. Encontramos perdão neste caminhar e força para prosseguir. Nossa caminhada não é solitária. O Senhor nos guia e desfrutamos da comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. Também partilhamos da companhia de irmãos e irmãs que seguem a este mesmo Senhor Verdadeiro, Justo, Puro e Amoroso. Nosso Senhor é nossa Luz e Salvação. Nosso Senhor é nosso alvo e motivação. Nosso Senhor é a nossa força para vencer o pecado, o Diabo e o Mundo.

    Bispo José Ildo Swartele de Mello

     

     

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  • Preciso desenvolver minha salvação?

    Assim como a água passa do estado líquido para o sólido quando exposta à baixa temperatura, nós também fomos petrificados pelo pecado e nos tornamos frios e indiferentes às coisas de Deus, mas, por meio de Jesus Cristo, recebemos o calor do Seu Espírito que nos restaura ao estado líquido. No entanto, porque vivemos em um mundo frio e distante do calor divino, corremos o risco de retornarmos ao estado sólido. Para evitar este perigo, devemos permanecer em Cristo, para mantermos sempre aquecidos o nosso coração. Por esta razão é que existem tantas exortações para perseverarmos na fé e para permanecermos em Cristo.

    “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” Fl 2.12, pois “…de Deus somos cooperadores” (I Cor 3:9). “Empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis” (2 Pe 3.14). “Não sabeis que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? correi de tal maneira que o alcanceis” (1Co 9.24,25). “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus” (Hb 12.14- 15). “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mc 13.13; Jo 8.31), “ao vencedor, que guardar até o fim as minhas obras…” (Ap 2.26). E Paulo disse: “. . . mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser reprovado. . . ” (1 Co 9:27). No capítulo seguinte, ele diz que a incredulidade do povo de Israel no deserto, a idolatria e os pecados morais que os israelitas cometeram, acabaram atraindo o juízo de Deus, de modo que a maioria dos israelitas ficaram reprovados e prostrados no deserto (1 Co 10:1-5). Paulo adverte que essas coisas serviram de exemplo para nós que fazemos parte da Igreja (1 Co 10.6). Ele disse em 1 Coríntios 10:14 – “Amados, fugi da idolatria”. Fica claro que Paulo tinha a preocupação de que a Igreja de Corinto agisse tal como os israelitas e, conseqüentemente fosse reprovada. Veja 1 Coríntios 10:11 – “Essas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa. . .” e “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia” (1 Co 10:12). “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará: e o apanham, lançam no fogo e o queimam” (Jo 15.6). Por esta razão é que Pedro também adverte: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao lamaçal” (2 Pe 2:20-22). O autor de Hebreus também adverte para o risco de se perder a salvação e da necessidade da perseverança para se alcançar a promessa (Hb 6.4-8, 12; 10.26-38). O autor de Hebreus apresenta uma boa ilustração sobre o relacionamento da graça de Deus e as boas ações humanas, demonstrando que aqueles que recebem a graça devem produzir os respectivos e esperados frutos: “Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus, mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada” (Hb 6.7-8).

    Deus chama e capacita. “Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade” (2 Pe 1.3). Assim como faz cair a chuva, propiciando por sua graça as condições necessárias para que a terra produza os seus frutos (Hb 6.7). “Deus nos concedeu todas as condições necessárias para uma vida de santidade e piedade “ (2 Pe 1.3), para vivermos como filhos de Deus, e para “escaparmos da corrupção deste mundo” (2 Pe 1.4). O Evangelho é poderoso não apenas para perdoar, mas  também para transformar, pois Deus já nos deu tudo de que precisamos para um novo viver. O trabalho de Deus a nosso favor e em nós deve ser a base e o incentivo para o nosso próprio esforço para o crescimento espiritual. 

  • Quais são os meios de graça para meu desenvolvimento espiritual?

     Meios de Graça o desenvolvimento de nossa salvação

    1. A Oração (João 16.24; 1João 5.14-15)
    2. A Bíblia (2 Timóteo 3.15-16; Salmo 1.2-3; 119.105)
    3. A Ceia do Senhor (1 Coríntios 10.16-17; 11.23-34)
    4. A Igreja e os grupos pequenos (Mateus 18.19-20; Hebreus 10.25; 1 Coríntios 12.13-26)
    5. Andando no Espírito (Gálatas 5.16-25; Romanos 8.4-14)

     

  • O que é santificação?

    Santificação é aquela obra salvífica de Deus que tem início com a nova vida em Cristo e por meio da qual o Espírito Santo renova Seu povo à semelhança de Deus, transformando-os através de crises e processos, de um grau de glória para outro, e conformando-os à imagem de Cristo.

    Quando os cristãos se rendem a Deus, pela fé, e morrem para si mesmos através da inteira consagração, o Espírito Santo os enche com amor que os purifica do pecado. Este relacionamento de santificação com Deus cura a mente dividida, redirecionando o coração a Deus, e capacita poderosamente os crentes a agradar e servir a Deus em seu cotidiano.

    Assim, Deus liberta Seu povo para amá-Lo com todo o seu coração, alma, mente, e força, e para amar seu próximo como a si mesmo.

    Cristo entregou-Se a Si mesmo “até à morte” para purificar Sua Igreja (Efésios 5:25-27; Hebreus 13:12). Os discípulos são chamados para serem santos (2a Coríntios 7:1; 1a Pedro 1:15-16). Na redenção, Cristo providenciou que os crentes fossem inteiramente santificados (Hebreus 9:13-14; 10:8-10). Consequentemente, Paulo ora “Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso” (1a Tessalonicenses 5:23-24). A santificação inicia na regeneração. Ela continua durante toda a vida do crente, enquanto ele coopera com o Espírito. Um relacionamento mais profundo com Cristo é possível quando o crente é completamente purificado no coração (Salmo 51:5-13; 1a João 1:5-2:1).

    Deus, o Espírito Santo, é o Santificador (1a Tessalonicenses 4:7-8; 2a Tessalonicenses 2:13; 1a Pedro 1:2). Entrando na vida do cristão na conversão, Ele o enche com a Sua presença incomparável quando a consagração do cristão é completa, purificando o coração e capacitando para testemunhar e servir (João 3:5; Atos 1:8; Romanos 8:9; Gálatas 3:3). Ele derrama o incomparável amor de Deus no coração e vida do cristão (Romanos 5:5; 1a João 4:12-13).

    Ao aceitarem por fé a promessa de Deus, os crentes entram num relacionamento mais profundo com Cristo (Romanos 8:14-17; 2a Coríntios 7:1; Gálatas 2:20; 4:6-7). Tornam-se capazes de amar a Deus com todo seu coração, alma, força e mente, e ao seu próximo como a si mesmos (Mateus 22:37-40; Gálatas 5:25-6:2). Eles conhecem uma plena entrega interior à vontade de Deus e suas vidas são transformadas de uma vida de conflito interno com o pecado para uma feliz obediência (Romanos 12:1-2; Gálatas 5:16-25).

    A santificação interior purifica os cristãos do pecado e os livra da autoidolatria (1a Coríntios 3:16-17; 6:15-20; 1a Pedro 3:2-3). Quando eles são purificados, não se tornam perfeitos em desempenho, mas em amor (Mateus 5.43-48; Hebreus 6:1; 12:14; 1a João 4:12-13).

     

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  • O que é a Igreja?

    A Igreja de Jesus Cristo é a comunidade mundial daqueles que foram chamados por Deus e que vivem sob o senhorio de Jesus Cristo. É uma comunidade redimida e que redime, na qual o evangelho é proclamado e os sacramentos são oferecidos. Sob a orientação do Espírito Santo, a Igreja procura prover oportunidades para adoração, crescimento na fé e testemunho para o mundo. Os metodistas livres compartilham de uma herança comum com todos os cristãos em todos os lugares que têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Toda igreja é um posto avançado da comunidade mundial de crentes.

     

    Mateus 16. 13-20; Romanos 1. 6; João 17. 18-23; 1 Coríntios 1. 9; 12. 12-31

     

    A Igreja local é uma comunidade de pessoas que aceitaram a Jesus Cristo como Senhor de suas vidas. É um lugar onde o evangelho é pregado e onde os sacramentos são celebrados. A função da igreja local, sob a direção do Espírito Santo e de acordo com as Escrituras, é ajudar as pessoas a conhecer a Jesus pessoalmente como Senhor e Salvador e a viver diariamente à luz de seu relacionamento com Deus. Congregações locais metodistas livres têm a responsabilidade de evangelizar, nutrir, servir e testemunhar para sua comunidade, sua vizinhança e o mundo inteiro.

    A Igreja Metodista Livre surgiu em 1860 como um movimento de Deus para alcançar e transformar o mundo fazendo discípulos e multiplicando líderes. Não pregamos apenas a salvação das almas, mas também a transformação dos indivíduos e da sociedade. A Palavra de Deus é nosso guia e modelo.

    O chamado para se tornar um movimento de Deus nos campos de colheita do mundo, significa:

    • Uma igreja focada na mensagem da cruz, na ressurreição e no Reino de Deus;
    • Uma igreja com doutrina saudável, que integra fé e prática;
    • Uma igreja com uma paixão santa, entregue aos propósitos de Deus;
    • Uma igreja que se expande e se multiplica, cruzando todas as barreiras religiosas, étnicas e nacionais;
    • Uma igreja que reflete Jesus.

    Cremos que a igreja local é o instrumento de Deus para transformar a sociedade.

     

    Mateus 26. 26-30; 28. 16-20; Atos 1. 6-8; Marcos 14. 22-26; 1 Coríntios 11. 17-26; Lucas 22. 14-23; Efésios 4. 7-16

    O Conceito Bíblico de Igreja

    Está claro nas Escrituras que a Igreja é de Deus e para as pessoas. Ela é criação de Deus. Cristo é Sua cabeça. A Igreja é o povo de Deus escolhido para uma firme parceria na realização da Sua vontade na Terra. Mais de oitenta símbolos, figuras relacionadas com a Igreja, aparecem no Novo Testamento. Cada uma dessas figuras retrata uma realidade mais profunda do que a simples figura em si. O conjunto dessas figuras esclarece a natureza e a missão da Igreja. O apóstolo Paulo fala da Igreja como “corpo”, “edifício” e “noiva”. O símbolo mais abrangente, e talvez mais significativo, é o de “Corpo de Cristo”. Os redimidos são chamados de “membros do corpo”.

    Qual é a profunda verdade que as várias figuras de linguagem comunicam? Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – escolhe um povo redimido numa parceria para compartilhar Suas atividades e realizar os Seus propósitos. A Igreja é o instrumento orgânico e a agência escolhida por Deus para restaurar as pessoas e a sociedade. Ela tem uma missão de amor santo e existe para reproduzir a semelhança de Cristo em todas as pessoas e instituições. Assim, nossa missão pode ser descrita como uma participação com Deus em derramar a santidade e o amor sobre os pecados, sofrimentos e necessidades de todas as pessoas. Essa descrição da nossa missão se aplica tanto ao individual como ao social. Ela aponta para um relacionamento de todas as pessoas com Deus e de uma com a outra, descrito nas Escrituras como “o reino de Deus”.

    Os símbolos do Novo Testamento têm o seu auge na maior de todas as figuras: a Encarnação, Deus feito carne. A Igreja, iluminada pela Encarnação, continua o ensino e o ministério do seu Senhor na Terra.

    Quando a Igreja atua sob o comando do seu Senhor e inspiração do Espírito Santo, dá continuidade à história iniciada no Livro de Atos dos Apóstolos. Muitas são as suas maravilhosas realizações desde o primeiro século, e muitas outras poderão ainda ser realizadas no desdobramento dos atos do Espírito Santo através de pessoas redimidas.

    O Novo Testamento nos lembra que a Igreja visível não é a Igreja ideal. A Igreja é uma parceria divino-humana, compartilhando não apenas o santo amor do seu Fundador, mas também as imperfeições da sua humanidade e, por isso mesmo, está sempre necessitada de renovação. Na redenção, Deus assume com a Igreja o mesmo risco assumido por Ele na Criação ao conceder liberdade ao ser humano.

    Como Deus, o Espírito Santo, usou as mãos do apóstolo Paulo em “milagres especiais” e pode usar também a Sua Igreja hoje, os resultados serão os mesmos: a Palavra do Senhor crescerá poderosamente e prevalecerá (At 19:11, 20).

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  • Por que fazer parte da Igreja?

    A Igreja é parte do plano eterno de Deus de fazer para Si um povo que seja “santo e irrepreensível diante dEle”.Ela foi instituída por Cristo durante seu ministério quando Ele a comissionou para ser Sua única representação no mundo. Por isso, as Escrituras falam da Igreja como o Corpo de Cristo. A Igreja tem sido capacitada para o ministério pelo ativo e contínuo trabalho do Espírito Santo desde o Pentecostes. Da mesma forma que as cartas do Novo Testamento foram escritas para Igrejas em lugares específicos, compostas por pessoas específicas, a Igreja também é não apenas universal, mas também visível e local.

    A Igreja é também o povo de Deus no mundo. Este fato é amplamente ilustrado tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Senhor da Igreja dá dons ao Seu povo para servir um ao outro e para ministrar ao mundo. Embora cristãos que vivem à parte da Igreja não necessariamente percam sua fé, eles certamente se privam dos recursos espirituais e das oportunidades que o próprio Deus ordenou. De acordo com as Escrituras, enfatizamos a filiação à Igreja.

    A membresia na Igreja é uma realidade bíblica importante desde os primeiros dias depois de Pentecostes (Atos 2:47). Quando o Espírito Santo concede nova vida em Cristo, ao mesmo tempo Ele efetua nossa entrada espiritual na Igreja (1a Coríntios 12:13). A Igreja Metodista Livre é uma denominação entre muitas outras Igrejas legítimas e visíveis no mundo. A entrada na membresia de uma de nossas Igrejas é um sinal local e visível da entrada na Igreja universal.

    Os cristãos em crescimento encontram na comunhão dos crentes o seu ambiente encorajador. Eles não vivem independentes do Corpo de Cristo. A adoração exige uma atitude correta com Deus e envolve a participação ativa do crente. Os crentes devem preparar suas mentes e espíritos para a adoração. Cristãos sinceros dirigem-se a Deus em louvor, ações de graça, dedicação, confissão, fé e serviço. O Batismo e Ceia do Senhor são partes vitais da vida da Igreja, ordenadas por Cristo. Deus promete satisfazer graciosamente a pessoa que fielmente participa desses sacramentos. Como parte do Corpo de Cristo, os crentes devem participar na adoração coletiva, tanto quanto nos outros ministérios da Igreja. A participação em grupos pequenos é um meio de graça e de crescimento. O sustento material, a visão, a inspiração e a disciplina são frutos da comunhão.


    Em Efésios 4.1-16, o Apóstolo ressalta a importância da igreja. Temos ali uma exortação à unidade, o que requer a eliminação de todas as tendências para as facções, que são apenas manifestações de egoísmo. Em Ef 1.9, 10, onde está escrito: “desvendando-nos o mistério da sua vontade … de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”, vemos que o grande desígnio de Deus é a restauração e a unidade de todas as coisas em torno de Cristo. A igreja deve experimentar a unidade para tornar-se a primeira ilustração de como o Senhor haverá de reunir todas as coisas em torno de Jesus. Os próprios anjos se colocam a observar o que Deus está fazendo no seio da igreja, e desse modo aprendem o que o Senhor fará em todo o universo.

    Em Efésios 4.4-6, Paulo fala sobre as sete grandes unidades que servem de alicerces para a unidade da igreja: 

    1) um corpo;
    2) um Espírito;
    3) uma esperança;
    4) um Senhor;
    5) uma fé;
    6) um batismo e
    7) um Deus e Pai de todos.

    Embora a Bíblia também ensine que cada cristão é individualmente templo do Espírito Santo, toda ênfase do Novo Testamento recai sobre a comunidade, sobre a congregação dos crentes como o templo de Deus. ressaltando a importância da unidade, da solidariedade, da congregação e da reunião dos crentes.

    Em Efésios 2.14-22, Paulo afirma: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade… e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade… Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e sois família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”

    Repare que, enquanto nós somos pedras vivas, Jesus é a pedra angular “no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” (Ef 2.21,22).

    Foi o próprio Jesus quem disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei” (Mt 18.20). Ressaltando a importância da comunhão. Quando os irmãos se reúnem Deus se faz presente de uma maneira toda especial. É na unidade do povo de Deus que o Senhor “ordena a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3).

    Muitas orações são respondidas porque oramos juntos em unidade:  “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhe-á concedida por meu Pai que está nos céus.” (Mt 18.19)

    A vida cristã não é a exaltação de nossa individualidade, ou de nossa independência, mas, sim, é uma vida em congrega-ção, em unidade, em sociedade, em amor. Somos individualmente membros do corpo de Cristo. Onde estamos interligados e interdepen-dentes. Não podemos ser cristãos tipo “ilha”, não podemos viver isolados do corpo. A própria oração que Jesus nos ensinou é uma oração que deve ser feita em conjunto: “Pai nosso… e pão nosso”. Bem como o batismo e a Ceia. Não podemos nos batizar a nós mesmos e nem ministrarmos a Ceia sózinhos, individualmente, para nós mesmos.

    Infelizmente, em nossos dias, principalmente no ocidente, tendemos a negligenciar tal solidariedade em favor da afirmação de nossa identidade individual.

    A questão da solidariedade é muito forte na igreja, por esta razão nos exorta o autor de Hebreus, dizendo: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hb 10.25). Muitos desenvolvem o costume de deixar sua congregação, faltar numa reunião da igreja para buscar benção em outro lugar. Depois fazem comparações e críticas à sua própria igreja, cultos, pastor… achando que com isto estão prestando um grande serviço à igreja.

    “Pois em um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo… para que não haja divisão no corpo: pelo contrário cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1 Co 12.13, 25 e 26)

    Paulo usa a figura ilustrativa do corpo humano para descrever a igreja e melhor demonstrar sua unidade e a solidariedade que deve existir entre os membros (Rm 12.4-5). A igreja é o corpo de Cristo (1 Co 12.27) e “Ele é a cabeça do corpo, da igreja…” (Cl 1.18).

    Paulo enfatiza que os crentes, embora sejam muitos e distintos entre si, foram, em um só Espírito, batizados, “imersos” em um corpo. É através do poder do Espírito Santo que cada membro é moldado para formar uma única entidade, um só corpo. A influência do Espírito é que os transforma e os une. Este batismo cristão torna Cristo Senhor de todos, a cabeça do corpo.

    Paulo, exortando os efésios à unidade, evoca o que todos os cristãos têm em comum, dizendo: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-os uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz: Há somente um corpo e um Espírito; como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.1-6).

    Vemos aí que a unidade de Deus é um forte argumento em defesa da unidade da igreja. Sabemos que o mesmo argumento era usado pelos judeus em relação à nação de Israel. Existe uma frase bem conhecida do famoso historiador Josefo: “Deus é um e a raça hebraica é uma” e uma frase da Amida para as Vesperais dos Sábados: “Tu és um, teu Nome é um, quem és um no mundo como o teu povo Israel”.

    A Unidade e a solidariedade deve ser de tal “maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele, e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.” (1 Co 12.26).

    Nós somos o corpo de Cristo, o templo em que Deus habita, portanto, quando nos reunimos, “seja tudo feito para edificação” (1 Co 14.26). A edificação é algo que se dá principalmente quando nos reunimos. O propósito maior de nossas reuniões é a edificação, pois como diz o apóstolo: “quando vos reunirdes, seja tudo feito para a edificação”.

    Portanto o cristão cresce espiritualmente através da verdade e do amor. Ele não cresce sozinho, independente dos outros, alheio à igreja. Mas cresce como membro do corpo de Cristo, em íntima comunhão com os demais membros e vinculado a Cristo que é o cabeça do corpo. (Um dedo, se for cortado do corpo, deixa de crescer, morre e apodrece, pois não ha vida fora do corpo para ele).

    Sendo assim, não abandonar nem desprezar a atividade de congregar-se, pois Deus habita no meio de nós. A shekiná se manifesta no templo, de uma maneira especial.

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  • O que devo fazer para tornar-me membro da igreja?

    Para se tornar membro você deve confessar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, aceitando o desafio de servi-Lo na vida da igreja e do mundo, aceitando também os Artigos de Religião, a Aliança de Membro, e os alvos para a conduta cristã estabelecidos no Manual da Igreja. Se ainda não tiver sido batizado,  deverá ser batizado antes de ser recebido como membro.

    A Confissão e a Aliança

    Os membros da Igreja Metodista Livre, confiando na capacitação do Espírito Santo e buscando o apoio dos outros membros da Igreja, fazem a seguinte confissão e compromisso, como uma aliança com o Senhor e a Igreja.

    Confessamos Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela fé, andamos com Ele. Nós nos comprometemos a conhecê-lo em Sua plena graça santificadora.

    Quanto a Deus

    Como povo de Deus, nós O reverenciamos e adoramos.

    Nós nos comprometemos a desenvolver os hábitos da devoção cristã, submetendo-nos à mútua prestação de contas, praticando orações particulares e em grupo, estudando as Escrituras e participando do culto público e da Santa Ceia;

    Nós nos comprometemos a observar o Dia do Senhor separando-o para adoração, renovação e serviço;
    Nós nos comprometemos a dar nossa lealdade a Cristo e a Igreja, abstendo-nos de qualquer aliança que comprometa nosso compromisso cristão. Isto faremos, pela graça e poder de Deus.

    Quanto a Nós e aos Outros

    Como um povo, vivemos vidas íntegras e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas quanto à sespirituais. Nós nos comprometemos a ficarmos livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo, ou promovem tais coisas;
    Nós nos comprometemos a respeitar o valor de todas as pessoas como criadas à imagem de Deus.
    Nós nos comprometemos a nos esforçarmos para sermos justos e honestos em todos os nossos relacionamentos e negócios.

    Isto faremos, pela graça e poder de Deus.

    Quanto às Instituições de Deus

    Como um povo, honramos e apoiamos as instituições ordenadas por Deus: família, Estado e Igreja. Nós nos comprometemos a honrar a santidade do casamento e da família.
    Nós nos comprometemos a valorizar e a criar os filhos, guiando os à fé em Cristo.
    Nós nos comprometemos a sermos cidadãos responsáveis e a orarmos por todos que lideram.

    Isto faremos, pela graça e poder de Deus.

    Quanto à Igreja

    Como povo de Deus,expressamos a vida de Cristo no mundo.
    Nós nos comprometemos a contribuir para a unidade na Igreja, cultivando integridade, amor e compreensão em todos os nossos relacionamentos;
    Nós nos comprometemos a praticar o princípio da mordomia cristã para a glória de Deus e o crescimento da Igreja; Nós nos comprometemos a irmos pelo nosso mundo e fazermos discípulos.
    Isto faremos, pela graça e poder de Deus.

    Saiba mais sobre a Igreja Metodista Livre

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  • O que é o Batismo?

    O batismo nas águas é um sacramento da Igreja, ordenado por nosso Senhor, que significa aceitação dos benefícios da expiação de Jesus Cristo para ser ministrado aos crentes como declaração de sua fé em Jesus Cristo como Salvador.
    O batismo é um símbolo da nova aliança da graça como a circuncisão era o símbolo da velha aliança; e, como até crianças pequenas estão reconhecidamente incluídas na redenção, elas podem ser batizadas a pedido dos pais ou responsáveis, os quais deverão garantir por elas o treinamento cristão necessário. Elas devem fazer por si mesmas uma afirmação do voto antes de serem recebidas na membresia plena da Igreja.

    Se a vida cristã fosse uma escola, o batismo corresponderia à matrícula e não ao diploma. Observamos que era costume nos tempos do Novo Testamento batizar as pessoas tão logo elas professassem sua fé em Cristo. (At 2.38-41; 8.13,36-38; 9.18; 10.48; 16.14-15,33; 19.5). Examinando o contexto de tais versículos bíblicos, responda: “Quais condições devem ser preenchidas para que alguém possa ser batizado?”

    Qual a diferença entre o batismo de João Batista e o de Jesus? O Próprio João chamou à atenção para algumas diferenças: “Eu vos batizo com água para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Isto nos faz lembrar de uma das frases que Jesus disse a Nicodemus: “… Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). O elemento distintivo do batismo cristão é a “Promessa do Pai” (At 2.39), é o dom do Espírito Santo que regenera  e salva o homem (Tt 3.5), capacitando-o a viver a vida cristã e a ser testemunha de Cristo (At 1.8). A vida cristã é uma vida gerada pelo Espírito para ser vivida no poder deste mesmo Espírito: “Se vivemos pelo Espírito, andemos também no Espírito”. É pelo Espírito Santo que somos habilitados a reconhecer e confessar que Jesus é Senhor (1 Co 12.1), e é também nele que os cristãos são batizados no corpo de Cristo (1 Co 12.13). “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, este tal não é dEle” (Rm 8.9). É o Espírito Santo que testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16; Gl 4.5-6).  Para o Apóstolo Paulo, as expressões “estar em Cristo” e “estar no Espírito” são sinônimas (Rm 8.1,9,10), e também não vê nenhum problema em denominar o Espírito Santo de “Espírito de Deus” e de “Espírito de Cristo”, isto no mesmo versículo (Rm 8.9). Sua concepção da trindade é bem desenvolvida. Não se pode separar Cristo do Espírito Santo. Quem recebe a Jesus, recebe o Espírito Santo, bem como o Pai.

    O batismo cristão é feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). A Bíblia ensina que os cristãos são templos do Espírito Santo (6.19). Jesus disse que os cristãos não ficariam órfãos (Jo 14.18), Ele disse que estaria sempre conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Jesus afirmou que o Pai e Ele viriam e fariam morada nos cristãos (Jo 14.23). Jesus cumpre a Sua promessa enviando o Consolador: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre conosco” (Jo 14.16). “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. (Gálatas 3:27).

    As últimas palavras de Jesus antes de subir aos céus foram: “fazei discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer o que vos tenho ordenado” (Mt 28.19-20). Vemos aí que o discipulado se dá através de um processo que começa com o batismo e vai se consolidando através da instrução. A instrução jamais cessa. Devemos continuar sempre crescendo no conhecimento de Deus.

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  • O que é a oração e como devemos orar?

    A oração é um meio indispensável de crescimento à semelhança de Cristo. Na oração o cristão fala e escuta, confessa e adora, pede e agradece. A oração deve ser como uma conversa, evitando frases e entoações artificiais. A oração sincera muda o suplicante e, frequentemente, as circunstâncias (Tiago 5:16). A Bíblia ensina que as orações individuais e em grupo são eficazes para aqueles que estão em Cristo. A oração nos leva além de nós mesmos e enfatiza a nossa dependência de Deus. A oração e o estudo da Bíblia devem ser habituais, sem se transformarem em meros rituais (Salmo 10:5, 119:11).

    Oração significa conversar com Deus.

    “Até agora nada pedistes em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” (João 16:24)

    “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mateus 7:7)

    “Clama a mim e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que, não sabes.” –Jeremias 33:3

    “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.” (Efésios 3:20)

    “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5)

    “Esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que já alcançamos os pedidos que lhe fizemos.” (1 João 5: 14-15)

    Aprendendo a orar

    Certa vez, os discípulos de Jesus se aproximaram dele com o seguinte pedido: “ensina-nos a orar” (Lc 11.1). Hum… Até os apóstolos precisaram aprender a orar. Orar não é algo que a gente já nasce sabendo. Jesus considerou tão relevante aquela solicitação que passou imediatamente a ensinar-lhes a orar, apresentando-lhes uma oração que lhes serviria de modelo por conter os princípios fundamentais da boa oração.

    Alguém poderia aqui conjecturar: “Então, quer dizer que existe oração má?” Sim, existe oração má, quer por não glorificar a Deus, quer por estar completamente fora dos propósitos divinos. Vejamos:

    1. Oramos mal por ignorância, pois “não sabemos orar como convém” (Rm 8.26-27); porque nosso conhecimento sobre todos os fatores e implicações futuras é limitado, de modo que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor” (Pv 16.1);
    2. Oramos mal por ambição carnal como bem apontou o Apóstolo Tiago: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal para esbanjardes nos vossos deleiteis e prazeres” (Tg 4.3);
    3. Oramos mal por orgulho, egoísmo e presunção espiritual tal como o fariseu que orava sentido-se superior ao publicano (Lc 18.9-14);
    4. Oramos mal por desconhecermos a verdadeira natureza de Deus: “Vós adorais o que não conheceis” (Jo 4:22).
    5. Oramos mal quando agimos como os pagãos que se valem de vãs repetições acreditando que por muito falarem é que serão ouvidos (Mt 6:7,8);
    6. Oramos mal quando usamos a oração como instrumento de autopromoção como faziam muitos fariseus que gostavam de orar para alcançar prestigio espiritual em suas comunidades (Mt 6.5);
    7. Oramos mal quando estamos, ao mesmo tempo, tratando indignamente as pessoas do nosso convívio: Quanto a isto Pedro adverte: “tratai vossas esposas com dignidade para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pe 3.7);
    8. Oramos mal quando somos impiedosos como aquele credor incompassivo da parábola, que tendo sido imensamente perdoado, na sequência, não usou de misericórdia para com aquele que lhe devia (Mt 18.21-35; Mt 6.35); Pois quem depende da misericórdia divina deve também tornar-se misericordioso e perdoador.
    9. Oramos mal quando conservamos mágoa e não estamos abertos a reconciliação, não atentando para a seguinte exortação do Apósto Paulo: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja em vós alguma raiz de amargura…” (Hb 12.14,15);
    10. Oramos mal quando oramos sem fé, pois devemos pedir “com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa” (Tg 1.6,7; Hb 11.1; Mc 11.24);
    11. Oramos mal quando não estamos dispostos a produzir frutos para a glória de Deus e nem buscamos o seu Reino em primeiro lugar, pois Jesus nos vocacionou para sermos frutíferos e para que o nosso “fruto permaneça; a fim de que tudo o que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, nos seja concedido…” (João 15.16; Mt 6.33);
    12. Oramos mal quando não oramos diretamente ao Pai em nome de Jesus, como ensinava ele dizendo ao seus discípulos, que: “… se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome” (Jo 16.23);
    13. Oramos mal quando dirigimos nossa oração aos santos que já morreram, algo que foi terminantemente proibido por Deus, que disse ao seu povo: “não acharás entre ti quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Dt 17.10,11) e, no mesmo sentido também falou através do profeta Isaías, questionando: “a favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Is 8.19);
    14. Oramos mal quando solicitamos a mediação de qualquer outra pessoa que não seja Jesus, “porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5; Atos 4.12; Hebreus 9.15; 12.24); Jesus é nosso único advogado perante Deus (1 Jo 2.1); Jesus é também o único caminho para Deus (João 14.6); Ele é o nosso supremo sumo sacerdote que, por tudo que sofreu, sabe exatamente como nos sentimos, sendo capaz de compadecer-se de nós, de modo que, em parceria com o Espírito Santo (Rm 8.26), nos socorre em nossas fraquezas, vivendo a interceder a nosso favor  diante do trono de Deus (Heb 4.14-16; 7.25). Vemos aí que o Senhor Jesus não apenas nos ensina a orar, como também intercede por nós. Com um reforço deste, os cristãos sinceros têm esperança de que suas orações imperfeitas, mesmo as do tipo que produzem os gemidos inexprimíveis do Espírito, alcançarão o trono da graça.

    E, como oração não é monólogo, mas, sim, diálogo, neste processo de orar, estamos também ouvindo a Deus, o que propicia o desenvolvimento de nosso relacionamento com ele, nos levando a conhecê-lo melhor, a admirá-lo mais, e ao desejo profundo de nos tornarmos cada vez mais parecidos com nosso grande Pai. Portanto, quando não nos conformamos com este mundo, mas buscamos a transformação pela renovação do nosso entendimento (Rm 12.1), alcançamos a mente de Cristo (1 Co 2.16; João 15.7) de modo a orarmos cada vez  melhor de acordo com aquela que é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2). E já podemos começar orando assim: “Jesus, ensina-nos a orar!”

     
    Princípios da boa oração ensinados por Jesus

    Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. (Mateus 6:9-13)

    “Pai nosso que estás no céu”, aprendemos aqui que nossas orações devem ser dirigidas diretamente a Deus, reconhecendo sua posição suprema em poder, sabedoria e glória, o que nos remete a necessidade de, humildemente, reconhecermos nossa finitude diante do Eterno, nossa fraqueza diante do Todo-poderoso, nossa baixeza diante do Altíssimo, nossas imperfeição diante do Santíssimo, nossa dependência diante do Criador e Provedor de toda natureza. E é maravilhoso que Jesus nos ensine a chamar a Deus de Pai! Pois, naquele tempo, isto era algo fora de série. Um conceito revolucionário. Assim, Jesus nos revela o íntimo grau de relacionamento que podemos e devemos ter com o Ser mais poderoso do Universo, cujo trono está no céu e que faz da terra, o estrado dos seus pés (Is 66.1; João 1.12).

    “Santificado seja o teu nome”,Jesus nos ensina que orar implica no reconhecimento de sua majestade numa atitude de adoração. Jesus está lembrando o mandamento que diz que não devemos usar o nome de Deus em vão, pois é santo e deve ser honrado como tal. A intimidade de chamar a Deus de Pai não deve nos levar a uma atitude irreverente em relação ao seu santo nome. Muitos cristãos, infelizmente, de modo descuidado e desrespeitoso, invocam a Deus a torto e a direito em expressões triviais em jargões e cacuetes.

    “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”; E ainda tem gente que pensa que orar significa tentar mudar a vontade de Deus! Orar não é tentar fazer com que Deus se curve a nossa vontade. Jesus não nos ensina a orar dizendo: “Seja feita a minha vontade”. Não é o nosso reino que devemos buscar, mas o de Deus (Mt 6.33). Orar não é exigir e nem é reivindicar coisas, trantando a Deus como se ele fosse o serviçal gênio da Lâmpada de Aladim. Pois, só exige e reivindica quem entende que está sendo lesado na sua condição de direito e só tem o dever de atender a reivindicação aquele que está em débito. Nem nós temos direito diante de Deus e nem Ele está em débito conosco. Os que ensinam a exigir de Deus também ensinam que “orar segundo a vontade Deus” seria um ato de fraqueza de fé que anularia a oração. No entanto, o próprio Senhor Jesus, no Getsemani, orou assim: “Pai, se possível, passa de mim este cálice; mas não seja feita a minha vontade, mas a Tua” (Lc 22.42).  E o Apóstolo João afirma: “esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segunda a sua vontade, ele nos ouve” (1 Jo 5.12). Portanto, não temos garantia de respostas às orações que não estejam de acordo com a vontade de Deus.  Jesus deixou claro que existem condições a serem safisfeitas: “Se permancederdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). E o Apóstolo Paulo diz que “não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis… porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.26,27). Devemos confiar que Deus sabe o que é melhor para nós (Pr 16.25). O Apóstolo Paulo orou 3 vezes para ser curado de uma enfermidade que ele denominou de seu “espinho na carne”, mas, em vez da cura, recebeu a revelação do Senhor de que aquela enfermidade visava à um bem maior, a saber, a manutenção de sua humildade (2 Co 12.7-10). Sabemos também que Jesus não atendeu a oração de Marta e Maria que pediram que Jesus viesse logo para curar a seu irmão que estava muito enfermo (João 11.3). Jesus, propositalmente, demora-se dois dias no lugar onde estava (João 11.6), chegando a casa delas apenas 4 dias após a morte de Lázaro, pois ele tinha um plano diferente a realizar!

    “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” Repare que é o pão, e não o iate nosso de cada dia nos dá hoje! O pão e não o carro importado! O Apóstolo Tiago é categórico a respeito deste assunto, quando diz: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjar em vossos prazeres” (Tg 4.3). “Não ameis o Mundo e nem as coisas que há no mundo” (1 Jo 2.15). Existe sempre o risco de amarmos mais ao Mundo e as riquezas do que a Deus. Não podemos usar a Deus como um meio para realizarmos nossos sonhos e ambições materialistas. Pedimos o pão, pedimos o necessário para hoje, sem ansiedades em relação ao amanhã, pois confiamos nossa vida inteira nas mãos do Bom Pastor que sabe muito bem cuidar de suas ovelhas guiando-as às águas tranquilas e aos pastos verdejantes (Sl 23; Mt 6.24-34; João 10; Fp 4.19).

    “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”;Outro princípio elementar da boa oração é a confissão de pecados. Precisamos reconhecer que somos pecadores e que não podemos subsistir diante de Deus baseados em nossa própria justiça. Nossas obras de justiça são como trapo imundo aos olhos do Deus totalmente Santo. Mas, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Mas o que busca o perdão, deve também estar disposto a perdoar. Uma vez, um irmão na fé, me fez uma pergunta estranha. Ele queria saber se eu orava toda a oração do “Pai Nosso”. Eu disse que sim.  Então, meu amigo finalmente abriu o jogo, quando perguntou: “Mas, mesmo aquele trecho que diz:  assim como nós perdoamos aos nossos devedores? Assim como este meu amigo, tem muito cristão com sérias dificuldades diante deste trecho da oração. Mas é óbvio que deixar de orar este trecho não muda o fato de que o Senhor espera que o perdão recebido se transforme em perdão repartido, pois se não… Lembremos do ensino da  parábola do credor incompassivo que tendo recebido perdão de sua imensa dívida, na sequência, não perdou aquele lhe devia bem menos, e, no final das contas, acabou sendo questionado por este ato contraditório, vindo a ter o seu perdão cancelado, pois foi tratado do mesmo modo incompassivo com que tratou ao que lhe devia (Mt 18.23-35). Como bem ensinou Jesus no Sermão do Monte: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5.7) e “…perdoai e sereis perdoados… porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.37,38). “Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo”(Tg 2.13).

    “Não nos deixe cair em tentação”; Jesus nos ensina a orar buscando uma vida de santificação. A dádiva do perdão dos pecados não deve nos servir de incentivo a prática do pecado. A mulher adultera recebeu o perdão de Cristo, mas também ouviu: “Agora vá e não peques mais”. Como Paulo bem ensinou: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? … considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus… Porque o pecado não terá domínio sobre vós… e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça… Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm 6). Neste sentido, o Apóstolo Paulo ainda ensina aos crentes dizendo-lhes: “não vos sobreveio tentação que nã fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além da vossas forças, pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Co 10.13).

    “Mas livra-nos do mal”;  Ser livre do mal significa ser livre de cair em tentação, ou seja, escapar das ciladas de Satanás e da corrupção e concupiscência que há no mundo (2 Pe 1.4), mundo este que jaz no maligno (1 Jo 5.19) e que batalha para separar o homem de Deus. O mal aqui é de caráter espiritual e significa aquilo que é maligno, uma referência ao príncipe deste mundo (João 14:30; 16:11). Jesus mesmo orou   pedindo ao Pai que seus seguidores não fossem tirados do mundo, mas que fossem livres do mal. (Jo 17: 15). Ainda que estejamos no mundo, sujeitos a aflições (Jo 16.33; At 14.22), o maligno não nos deve tocar (1 Jo 5: 18). Devemos orar por proteção para que os intentos de Satanás sejam frustrados e não nos atinjam. Jesus venceu o mundo maligno (Jo 16: 33) e nós também, mesmo em meio as tribulações, somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou (Rm 8: 37).

    “Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”A oração deve incluir o indispensável elemento da adoração. Aliás, a oração deve ser regada de adoração. Esta oração começa santificando o nome de Deus e termina com declarações de exaltação ao Seu senhorio supremo. Fomos criados para a glória de Deus e devemos fazer todas as coisas para a Sua glória (1 Co 10:31). “Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Ap 5.13)!

    “Jesus, ensina-nos a orar”!

    Por Bispo José Ildo Swartele de Mello

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  • Por que estudar a Bíblia?

    A Bíblia é a nossa fonte para descobrir como podemos crescer. A Bíblia é o “manual de crescimento” do cristão. Ela deve ser tomada seriamente como a autoridade final para nossas vidas; portanto, deve ser lida e diligentemente estudada para ser entendida. Deus falará aos cristãos em crescimento através das suas páginas se eles estiverem atentos. O valor e o significado da vida são encontrados nesse livro. O piedoso estudo e aplicação da Bíblia são um meio de purificação e de mudança de atitudes e conduta.

    Dedique tempo para aprimorar-se através dos sábios escritos de outras pessoas, assim você conquistará com facilidade o que outros trabalharam duro para alcançar.

    “… e desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.” (2 Timóteo 3:15-16)

    “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade”. (2 Timóteo 2:15)

    “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará.” (Salmos 1:2-3)

    “Lâmpadas para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” (Salmos 119:105)

    “A exposição da tua palavra dá luz; dá entendimento aos simples.” (Salmos 119:130)

    “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” (Salmos 119:165)

    “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos pros­perarão e você será bem-sucedido.” (Josué 1:8).

    “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” (Tiago 1:22)

    “… dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino”. (1 Timóteo 4:13)

    “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. (João 8:32)

    “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3)

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  • O que é o Reino de Deus?

    Reino de Deus é Deus reinando ativa e soberanamente sobre toda a criação, sobre tudo que fez. É uma nova ordem das coisas onde antagonismos entre os povos, nações, sexos, raças e gerações são superados e um novo ambiente de justiça, amor, liberdade e paz prevalece. Apenas aquelas pessoas que se arrependem de seus pecados e aceitam a Jesus Cristo como Salvador e Senhor podem completamente “ver” e  “entrar” no reino de Deus. No final, o reinado de Deus vai ser reconhecido por todos, quando Jesus Cristo retornar sobre as nuvens dos céus para julgar toda a humanidade.

     

    1 Coríntios 15. 24-28; Apocalipse 4. 11; Marcos 1. 14-15; Mateus 25. 31-46; Filipenses 2. 5-11

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