Todos são muito bem-vindos!

A Igreja Metodista Livre busca ser uma comunidade saudável de seguidores de Jesus, formada por homens e mulheres que desejam viver o cristianismo autêntico, à qual pessoas de todos os povos, credos e estilos de vida podem se achegar para experimentar o amor e o perdão de Jesus, encontrando acolhida e amizade, enquanto descobrem respostas práticas para os problemas da vida, alinhando-se mais e mais com a razão principal da existência humana.

  • A Igreja Metodista Livre é

    A Igreja Metodista Livre é uma comunidade bíblica e saudável. Um povo santo. Multiplicadora de discípulos, líderes, grupos e igrejas.

    “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9)

    A Igreja Metodista Livre surgiu em 1860 como um movimento de Deus para alcançar e transformar o mundo fazendo discípulos e multiplicando líderes. Não pregamos apenas a salvação das almas, mas também a transformação dos indivíduos e da sociedade. Se Deus encontrar nossas vidas aceitáveis a Ele, Ele vai nos ungir para um ministério frutífero! A Palavra de Deus é nosso guia e modelo. Através da unção do Espírito Santo e da sabedoria resultante da busca a Deus, surge uma visão clara e um entendimento da função. É através da confirmação do povo de Deus que a visão pode se tornar realidade e que as orações dos santos podem resultar em grandes movimentos de Deus em nosso mundo. O chamado para se tornar um movimento de Deus nos campos de colheita do mundo, significa:

    • Uma igreja focada na mensagem da cruz, na ressurreição e no Reino de Deus;
    • Uma igreja com doutrina saudável, que integra fé e prática;
    • Uma igreja com uma paixão santa, entregue aos propósitos de Deus;
    • Uma igreja que se expande e se multiplica, cruzando todas as barreiras religiosas, étnicas ou nacionais;
    • Uma igreja que reflete Jesus.
    • Cremos que a igreja local é o instrumento de Deus para transformar a sociedade. Cremos que os líderes locais devem receber tanto o privilégio quanto a responsabilidade de viver nossos Valores Essenciais. Isto, em resumo, representa a base teológica e prática para as propostas que se seguem.
  • Por que LIVRE?

    O “livre” no nome da Igreja Metodista Livre enfatiza certas liberdades básicas encontradas nas Escrituras:

    1. Livre de preconceitos sociais. Livre da prática de conceder cadeiras cativas e privilégios para os ricos em detrimento dos pobres;
    2. Livre de preconceitos raciais. Defendendo o direito de cada pessoa ser livre e respeitada como ser humano criado à imagem de Deus. Livre da escravidão ou de qualquer outra forma de injustiça e segregação étnica;
    3. Livre de preconceitos contra a mulher. Defendendo direitos iguais, inclusive para o exercício do ministério e da liderança da Igreja.
    4. Livre de uma liturgia rígida e de um formalismo exagerado que impeça a espontaneidade do povo e o agir do Espírito desde que tudo seja feito com ordem e decência;
    5. Livre das sociedades secretas; Livre de votos de segredos de modo que a verdade possa ser sempre falada livremente;
    6. Livre do clericalismo, concedendo liberdade para os leigos serem plenamente envolvidos em todos os níveis de decisão;
    7. Livre do materialismo de modo a poder socorrer os pobres.
  • No que cremos

    Cremos que nossa missão dirige tudo que fazemos. Proclamamos que a salvação é gratuita. Jesus disse que o ministério autêntico é aquele que prega o evangelho aos pobres. Conseqüentemente, os destituídos e marginalizados do mundo merecem nosso cuidado especial. Nós nos esforçamos para tornar a mensagem do evangelho pertinente à nossa cultura, permanecendo fiel a Deus enquanto mostramos amor e sensibilidade para com o mundo. Aceitamos todos que vêm a nós, crendo que o pecador mais desesperado tem o potencial de se tornar um seguidor de Jesus íntegro e dedicado. Vemos os grupos pequenos como o melhor ambiente para o nascimento, discipulado, encorajamento e cuidado dos novos crentes. Vemos nossas igrejas locais como a linha de frente da nossa missão. Nossos pastores não são apenas designados à uma congregação, mas para a evangelização de comunidades inteiras, bairros e cidades. Somos pessoas enviadas, encarregadas com a tarefa de alcançar novos territórios e novos povos com o evangelho. Somos wesleyanos em nossa doutrina e em nossa prática. Valorizamos a direção das Escrituras e o consenso da Igreja ao longo de sua história. Devemos ser pessoas santas. Nossa conduta e nosso ensino devem refletir a santidade e o amor a Deus. Não buscamos nada menos que a cura de mente, corpo e alma de todos que estão debaixo de nosso cuidado.

    Nossas Doutrinas

    Deus

    A Santíssima Trindade

    §101 Há um só Deus vivo e verdadeiro, o Criador e Conservador de todas as coisas. Na unidade Divina há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Esses três são um em eternidade, deidade e propósito; são eternos e de poder, sabedoria e bondade infinitos.

    O Filho

    Sua Encarnação

    §103 O próprio Deus estava em Jesus Cristo para reconciliar as pessoas consigo. Concebido pelo Espírito Santo, nascido da Virgem Maria, Ele uniu a deidade de Deus com a humanidade do ser humano. Jesus de Nazaré era Deus em carne, verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano. Ele veio para nos salvar. Por nós, o Filho de Deus sofreu, foi crucificado, morto e sepultado. Ele derramou Sua vida como sacrifício sem mácula por nossos pecados e transgressões. Agradecidos, reconhecemos que ele é nosso Salvador, o único Mediador perfeito entre Deus e nós.

    Sua Ressurreição e Exaltação

    §104 Jesus Cristo ressuscitou vitoriosamente dos mortos. Seu corpo ressurreto tornou-se mais glorioso, sem o impedimento das limitações humanas comuns. Assim, Ele subiu ao céu, onde está assentado, como nosso Senhor exaltado, à destra de Deus Pai, intercedendo por nós até que todos os Seus inimigos sejam trazidos completamente subjugados. Ele voltará para julgar todas as pessoas. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

    O Espírito Santo

    Sua Pessoa

    §105 O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Procedendo do Pai e do Filho, é um com Eles, Divindade eterna, igual em deidade, majestade e poder. Ele é Deus atuante na Criação, na vida e na Igreja. A Encarnação e o ministério de Jesus Cristo foram consumados pelo Espírito Santo. Ele continua a revelar, interpretar e glorificar o Filho.

    Sua Obra na Salvação

    §106 O Espírito Santo é o administrador da salvação planejada pelo Pai e providenciada pela morte, ressurreição e ascensão do Filho. Ele é o agente eficaz em nossa convicção [do pecado], regeneração, santificação e glorificação. Ele é o próprio nosso Senhor sempre presente, habitando, garantindo e capacitando o crente.

    Seu Relacionamento com a Igreja

    §107 O Espírito Santo é derramado sobre a Igreja pelo Pai e pelo Filho. Ele é a vida e o poder da Igreja para testemunhar. Ele dá o amor de Deus e torna real o senhorio de Jesus Cristo no crente, para que tanto Seus dons de palavra como de serviço possam atingir o bem comum, edificar e aumentar a Igreja. Em relação ao mundo, Ele é o Espírito da verdade e o Seu instrumento é a Palavra de Deus.

    As Escrituras

    Autoridade

    §108 A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, inspirada de forma singular pelo Espírito Santo. Ela dá testemunho sem erros sobre Jesus Cristo, a Palavra Viva. Como atestado pela Igreja primitiva e pelos Concílios subseqüentes, ela é o registro confiável da revelação de Deus, completamente verdadeira em tudo o que afirma. Ela tem sido fielmente preservada e demonstra-se verdadeira na experiência humana.

    As Escrituras chegaram a nós através de autores humanos que escreveram, movidos por Deus, nas línguas e formas literárias de seus tempos. Deus continua, pela iluminação do Espírito Santo, a falar através desta Palavra, para cada geração e cultura.

    A Bíblia tem autoridade sobre toda a vida humana. Ela ensina a verdade sobre Deus, Sua criação, Seu povo, Seu único Filho e o destino da humanidade. Ela também ensina o caminho da salvação e a vida de fé. Tudo o que não se encontra na Bíblia, nem pode ser provado por ela, não pode ser exigido como artigo de fé ou como necessário para a salvação.

    Autoridade do Antigo Testamento

    §109 O Antigo Testamento não é contrário ao Novo. Ambos os Testamentos carregam o testemunho da salvação de Deus em Cristo; ambos falam da vontade de Deus para o Seu povo. As antigas leis cerimoniais e rituais e os preceitos civis para a nação de Israel não são necessariamente obrigatórios aos cristãos de hoje. Mas, conforme o exemplo de Jesus, somos obrigados a obedecer aos mandamentos morais do Antigo Testamento.

    Os livros do Antigo Testamento são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

    Novo Testamento

    §110 O Novo Testamento cumpre e interpreta o Antigo Testamento. É o registro da revelação de Deus em Jesus Cristo e no Espírito Santo. É a palavra final de Deus a respeito do ser humano, do pecado, da salvação, do mundo e seu destino.

    Os livros do Novo Testamento são: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1ª e 2ª Tessalonicenses, 1ª e 2ª Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª João, Judas e Apocalipse.

    O Ser Humano

    Pessoas Moralmente Livres

    §111 Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, inocentes, moralmente livres e responsáveis para escolherem entre o bem e o mal, o certo e o errado. Pelo pecado de Adão, os seres humanos, como descendentes dele, são corrompidos em sua natureza e desde o nascimento, inclinados a pecar. São incapazes, pela sua própria força e obras, de restaurarem a si mesmos num relacionamento correto com Deus ou de merecerem a salvação eterna. Deus, o Onipotente, providencia todos os recursos da Trindade para tornar possível aos seres humanos responderem à Sua graça, pela fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela graça e ajuda de Deus, as pessoas são capacitadas a fazerem boas obras por livre vontade.

    A Lei da Vida e do Amor

    §112 A lei de Deus para toda a vida humana, pessoal e social, é expressa em dois mandamentos divinos: “Ame ao Senhor Deus com todo o seu coração e ao seu próximo como a si mesmo”. Esses mandamentos revelam o que é melhor para as pessoas no seu relacionamento com Deus, os outros e a sociedade. Eles estabelecem os princípios do dever humano, tanto na ação individual como na social. Eles reconhecem a Deus como o único Soberano. Todas as pessoas, por terem sido criadas por Ele e à Sua imagem, têm os mesmos direitos inerentes, sem distinção de gênero, etnia ou cor. Portanto, todos devem obediência absoluta a Deus nos seus atos individuais, sociais e políticos. E devem se empenhar em garantir a todos o respeito com eles mesmos, seus direitos e sua maior felicidade, na conquista e exercício do seu direito, dentro dos limites da lei moral.

    Boas Obras

    §113 As boas obras são fruto da fé em Jesus Cristo, mas não podem nos salvar dos nossos pecados nem do juízo de Deus. Como expressões da fé e do amor cristãos, nossas boas obras feitas com reverência e humildade são aceitáveis e agradáveis a Deus. Porém, as boas obras não nos adquirem a graça de Deus.

    Salvação

    O Sacrifício de Cristo

    §114 Cristo ofereceu definitivamente o único sacrifício perfeito pelos pecados do mundo inteiro. Nenhuma outra compensação pelo pecado é necessária; nenhuma outra pode redimir.

    Nova Vida em Cristo

    §115 Uma vida nova e um relacionamento correto com Deus tornam-se possíveis através dos atos redentivos de Deus em Jesus Cristo. Deus, pelo Seu Espírito, age para conceder-nos vida nova e colocar-nos num relacionamento com Ele, à medida que nos arrependemos e a nossa fé reage positivamente à Sua graça. Justificação, regeneração, adoção, santificação e restauração falam significativamente sobre a entrada e continuidade nessa nova vida.

    Justificação

    §116 Justificação é um termo legal que enfatiza que, através de um novo relacionamento em Jesus Cristo, as pessoas são de fato consideradas justas, sendo libertas tanto da culpa quanto da penalidade de seus pecados.

    Regeneração

    §117 Regeneração é um termo biológico que ilustra que, através de um novo relacionamento em Cristo, pode-se ter, de fato, uma nova vida e uma nova natureza espiritual, capaz de crer, amar e obedecer a Cristo Jesus como Senhor. O crente é nascido de novo e é uma nova criatura. A vida antiga é passado; uma vida nova se inicia.

    Adoção

    §118 Adoção é um termo filial cheio de calor, amor e aceitação. Significa que através de um novo relacionamento em Cristo, crentes se tornam Seus filhos amados, libertos do domínio do pecado e de Satanás. Os crentes têm o testemunho do Espírito de que eles são filhos de Deus.

    Santificação

    §119 Santificação é aquela obra salvífica de Deus que tem início com a nova vida em Cristo e por meio da qual o Espírito Santo renova Seu povo à semelhança de Deus, transformando-os através de crises e processos, de um grau de glória para outro, e conformando-os à imagem de Cristo.

    Quando os cristãos se rendem a Deus, pela fé, e morrem para si mesmos através da inteira consagração, o Espírito Santo os enche com amor que os purifica do pecado. Este relacionamento de santificação com Deus cura a mente dividida, redirecionando o coração a Deus, e capacita poderosamente os crentes a agradar e servir a Deus em seu cotidiano.

    Assim, Deus liberta Seu povo para amá-Lo com todo o seu coração, alma, mente, e força, e para amar seu próximo como a si mesmo.

    Restauração

    §120 Os cristãos podem estar num relacionamento sempre crescente com Jesus como seu Salvador e Senhor. Mas, também é possível que eles venham a entristecer o Espírito Santo nos relacionamentos da vida, sem, contudo, voltarem ao domínio do pecado. Se fizerem isso, devem humildemente aceitar a correção do Espírito Santo, confiar na advocacia de Jesus e restaurar seus relacionamentos.

    É possível que cristãos pequem deliberadamente e rompam seu relacionamento com Cristo. Mesmo assim, pelo arrependimento diante de Deus, o perdão é concedido e o relacionamento com Cristo restaurado, pois nem todo pecado é o pecado contra o Espírito Santo e imperdoável. A graça de Deus é suficiente para aqueles que verdadeiramente se arrependem e, capacitados por Deus, corrigem suas vidas. Contudo, o perdão não dá aos crentes a liberdade para pecarem e escaparem das conseqüências do pecado.

    Deus concedeu à Igreja responsabilidade e poder para restaurar os crentes penitentes através da repreensão, conselho e aceitação, feitos em amor.

    A Igreja

    §121 A Igreja foi criada por Deus. É o povo de Deus. Cristo Jesus é o seu Senhor e Cabeça. O Espírito Santo é a sua vida e poder. Ela é tanto divina como humana, tanto celeste como terrestre, tanto ideal como imperfeita. Ela é um organismo, não uma instituição imutável. Ela existe para cumprir os propósitos de Deus em Cristo. Ela ministra redentivamente às pessoas. Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela para que pudesse ser santa e sem mácula. A Igreja é a comunidade dos remidos e dos em remissão, pregando a Palavra de Deus e ministrando os sacramentos conforme a instrução de Cristo. A Igreja Metodista Livre tem como alvo representar o que a Igreja de Jesus Cristo deve ser na Terra. Portanto, ela exige compromissos específicos em relação à fé e à vida de seus membros. Nas suas exigências, ela procura honrar a Cristo e obedecer à Palavra escrita de Deus.

    A Linguagem do Culto

    §122 De acordo com a Palavra de Deus e o costume da Igreja primitiva, o culto público, a oração e a ministração dos sacramentos devem ser numa linguagem compreensível ao povo. A Reforma aplicou esse princípio ao fazer uso do idioma comum do povo. É igualmente claro que o apóstolo Paulo coloca a ênfase mais forte na linguagem racional e inteligível na adoração. Não podemos endossar práticas que claramente violem esses princípios bíblicos.

    Os Sacramentos

    §123 O batismo nas águas e a Ceia do Senhor são os sacramentos da Igreja, ordenados por Cristo. Eles são meios de graça mediante a fé, símbolos da nossa profissão de fé cristã e sinais do ministério gracioso de Deus para conosco. Através deles, Deus opera em nós para vivificar, fortalecer e confirmar a nossa fé.

    Batismo

    §124 O batismo nas águas é um sacramento da Igreja, ordenado por nosso Senhor, que significa aceitação dos benefícios da expiação de Jesus Cristo para ser ministrado aos crentes como declaração de sua fé em Jesus Cristo como Salvador.

    O batismo é um símbolo da nova aliança da graça como a circuncisão era o símbolo da velha aliança; e, como até crianças pequenas estão reconhecidamente incluídas na redenção, elas podem ser batizadas a pedido dos pais ou responsáveis, os quais deverão garantir por elas o treinamento cristão necessário. Elas devem fazer por si mesmas uma afirmação do voto antes de serem recebidas na membresia plena da Igreja.

    Ceia do Senhor

    §125 A Ceia do Senhor é um sacramento de nossa redenção através da morte de Cristo. Para aqueles que recebem corretamente, dignamente e com fé, o pão que partimos, é como participar do corpo de Cristo e, igualmente, o cálice da bênção é como participar do sangue de Cristo. A Ceia é também um sinal do amor e da unidade que os cristãos têm entre si.

    Cristo, conforme Sua promessa, está realmente presente no sacramento. Mas o Seu corpo é oferecido, recebido e comido tão somente de maneira celestial e espiritual. Nenhuma mudança se efetua nos elementos; o pão e o vinho não são literalmente o corpo e o sangue de Cristo. Nem estão o corpo e o sangue de Cristo literalmente presentes com os elementos. Os elementos nunca devem ser considerados objetos de veneração. O corpo de Cristo é recebido e comido por fé.

    Últimas Coisas

    O Reino de Deus

    §126 O Reino de Deus é um tema bíblico central que dá aos cristãos tanto a sua missão como a sua esperança. Jesus anunciou a presença do Reino. O Reino é percebido agora à medida que o reinado de Deus é estabelecido nos corações e nas vidas dos crentes.

    A Igreja, através das orações, exemplo e proclamação do Evangelho, é o instrumento de Deus apropriado e autorizado na edificação de Seu Reino.

    Mas o Reino também é futuro e está relacionado com a volta de Cristo, quando o juízo final virá sobre a presente ordem. Os inimigos de Cristo serão subjugados; o reinado de Deus será estabelecido; uma renovação cósmica total, tanto material quanto moral deverá ocorrer e a esperança dos redimidos será plenamente realizada.

    A Volta de Cristo

    §127 A volta de Cristo é certa e pode acontecer a qualquer momento, embora não nos seja dado saber a hora exata. Na Sua volta, Ele cumprirá todas as profecias a respeito de Seu triunfo final sobre todo o mal. A resposta do crente é uma alegre expectativa, vigilância, prontidão e dedicação.

    Ressurreição

    §128 Haverá uma ressurreição corporal dentre os mortos, tanto dos justos como dos injustos; os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da condenação. O corpo ressurreto será um corpo espiritual, mas a pessoa será íntegra e identificável. A Ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição para a vida daqueles que estão n’Ele.

    Juízo

    §129 Deus já fixou o dia em que Ele irá julgar o mundo em justiça, de acordo com o Evangelho e as nossas ações nesta vida.

    Destino Final

    §130 Nosso destino eterno é determinado pela graça de Deus e nossa resposta a ela, não por decretos arbitrários de Deus. Para os que confiam n’Ele e obedientemente seguem a Jesus como Salvador e Senhor, haverá um céu de glória eterna e a felicidade da presença de Cristo. Mas para o impenitente até o fim, haverá um inferno de sofrimento eterno e de separação de Deus.

    Referências Bíblicas

    §131 As doutrinas da Igreja Metodista Livre estão baseadas nas Sagradas Escrituras e derivam de todo o contexto bíblico. As referências abaixo são passagens relativas aos artigos apresentados. Elas estão relacionadas em sua seqüência bíblica e não se pretendem exaustivas.

    Deus

    A Santíssima Trindade (veja §101)

    Gênesis 1:1-2; Êxodo 3:13-15; Deuteronômio 6:4; Mateus 28:19; João 1:1-3; 5:19-23; 8:58; 14:9-11; 15:26; 16:13-15; 2Coríntios 13:14.

    O Filho – Sua Encarnação (veja §103)

    Mateus 1:21; 20:28; 26:27-28; Lucas 1:35; 19:10; João 1:1, 10, 14; 2Coríntios 5:18-19; Filipenses 2:5-8; Hebreus 2:17; 9:14-15.

    O Filho – Sua Ressurreição e Exaltação (veja §104)

    Mateus 25:31-32; Lucas 24:1-7, 39; João 20:19; Atos 1:9-11; 2:24; Romanos 8:33-34; 2Coríntios 5:10; Filipenses 2:9-11; Hb 1:1-4.

    O Espírito Santo – Sua Pessoa (veja §105)

    Mateus 28:19; João 4:24; 14:16-17, 26; 15:26; 16:13-15.

    O Espírito Santo – Sua Obra na Salvação (veja §106)

    João 16:7-8; Atos 15:8-9; Romanos 8:9, 14-16; 1Coríntios 3:16; 2Coríntios 3:17-18; Gálatas 4:6.

    O Espírito Santo – Seu Relacionamento com a Igreja (veja §107)

    Atos 5:3-4; Romanos 8:14; 1Coríntios 12:4-7; 2Pedro 1:21.

    As Escrituras

    Autoridade (veja §108)

    Deuteronômio 4:2; 28:9; Salmo 19:7-11; João 14:26; 17:17; Romanos 15:4; 2Timóteo 3:14-17; Hebreus 4:12; Tiago 1:21.

    Autoridade do Antigo Testamento (veja §109)

    Mateus 5:17-18; Lucas 10:25-28; João 5:39, 46-47; Atos 10:43; Gálatas 5:3-4; 1Pedro 1:10-12.

    Novo Testamento (veja §110)

    Mateus 24:35; Marcos 8:38; João 14:24; Hebreus 2:1-4; 2Pedro 1:16-21; 1João 2:2-6; Apocalipse 21:5; 22:19.

    O Ser Humano

    Pessoas Moralmente Livres (veja §111)

    Gênesis 1:27; Salmos 51:5; 130:3; Romanos 5:17-19; Efésios 2:8-10.

    A Lei da Vida e do Amor (veja §112)

    Mateus 22:35-40; João 15:17; Gálatas 3:28; 1João 4:19-21.

    Boas Obras (veja §113)

    Mateus 5:16; 7:16-20; Romanos 3:27-28; Efésios 2:10; 2Timóteo 1:8-9; Tito 3:5.

    Salvação

    O Sacrifício de Cristo (veja §114)

    Lucas 24:46-48; João 3:16; Atos 4:12; Romanos 5:8-11; Gálatas 2:16; 3:2-3; Efésios 1:7-8; 2:13; Hebreus 9:11-14, 25-26; 10:8-14.

    Nova Vida em Cristo (veja §115)

    João 1:12-13; 3:3-8; Atos 13:38-39; Romanos 8:15-17; Efésios 2:8-9; Colossenses 3:9-10.

    Justificação (veja §116)

    Salmo 32:1-2; Atos 10:43; Romanos 3:21-26, 28; 4:2-5; 5:8-9; 1Coríntios 6:11; Filipenses 3:9.

    Regeneração (veja §117)

    Ezequiel 36:26-27; João 5:24; Romanos 6:4; 2Coríntios 5:17; Efésios 4:22-24; Colossenses 3:9-10; Tito 3:4-5; 1Pedro 1:23.

    Adoção (veja §118)

    Romanos 8:15-17; Gálatas 4:4-7; Efésios 1:5-6; 1João 3:1-3.

    Santificação (veja §119)

    Levítico 20:7-8; João 14:16-17; 17:19; Atos 1:8; 2:4; 15:8-9; Romanos 5:3-5; 8:12-17; 12:1-2; 1Coríntios 6:11; 12:4-11; Gálatas 5:22-25; Efésios 4:22-24; 1Tessalonicenses 4:7; 5:23-24; 2Tessalonicenses 2:13; Hebreus 10:14.

    Restauração (veja §120)

    Mateus 12:31-32; 18:21-22; Romanos 6:1-2; Gálatas 6:1; 1João 1:9; 2:1-2; 5:16-17; Apocalipse 2:5; 3:19-20.

    A Igreja

    A Igreja (veja §121)

    Mateus 16:15-18; 18:17; Atos 2:41-47; 9:31; 12:5; 14:23-26; 15:22; 20:28; 1Coríntios 1:2; 11:23; 12:28; 16:1; Efésios 1:22-23; 2:19-22; 3:9-10; 5:22-23; Colossenses 1:18; 1Timóteo 3:14-15.

    A Linguagem do Culto (veja §122)

    Neemias 8:5, 6, 8; Mateus 6:7; 1Coríntios 14:6-9, 23-25.

    Os Santos Sacramentos (veja §123)

    Mateus 26:26-29; 28:19; Atos 22:16; Romanos 4:11; 1Coríntios 10:16-17; 11:23-26; Gálatas 3:27.

    Batismo (veja §124)

    João 3:5; Atos 2:38, 41; 8:12-17; 9:18; 16:33; 18:8; 19:5; 1Coríntios 12:13; Gálatas 3:27-29; Colossenses 2:11-12; Tito 3:5.

    Ceia do Senhor (veja §125)

    Marcos 14:22-24; João 6:53-58; Atos 2:46; 1Coríntios 5:7-8; 10:16; 11:20, 23-29.

    Últimas Coisas

    O Reino de Deus (veja §126)

    Mateus 6:10, 19-20; 24:14; Atos 1:8; Romanos 8:19-23; 1Coríntios 15:20-25; Filipenses 2:9-10; 1Tessalonicenses 4:15-17; 2Tessalonicenses 1:5-12; 2Pedro 3:3-10; Apocalipse 14:6; 21:3-8; 22:1-5, 17.

    A Volta de Cristo (veja §127)

    Mateus 24:1-51; 26:64; Marcos 13:26-27; Lucas 17:26-37; João 14:1-3; Atos 1:9-11; 1Tessalonicenses 4:13-18; Tito 2:11-14; Hebreus 9:27-28; Apocalipse 1:7; 19:11-16; 22:6-7, 12, 20.

    Ressurreição (veja §128)

    João 5:28-29; 1Coríntios 15:20, 51-57; 2Coríntios 4:13-14.

    Juízo (veja §129)

    Mateus 25:31-46; Lucas 11:31-32; Atos 10:42; 17:31; Romanos 2:15-16; 14: 10-11; 2Coríntios 5:6-10; Hebreus 9:27-28; 10:26-31; 2Pedro 3:7.

    Destino Final (veja §130)

    Marcos 9:42-48; João 14:3; Hebreus 2:1-3; Apocalipse 20:11-15; 21:22-27.

  • Nossos Valores Essenciais

    Como um povo de confissão armínio-wesleyana, enfocamos o viver vidas santas para a glória de Deus e buscamos:

    • “Amar o Senhor nosso Deus com todo nosso coração, alma, mente e força, e amar os outros a nós mesmos”. (Marcos 12:30-31)
    • “Ir às pessoas de todas as nações, fazendo discípulos de Jesus “. (Mateus 28:19)
  • Nosso Propósito

    Conhecer a Deus e glorificá-Lo, fazendo-O conhecido.
  • Nossa Prioridade Estratégica

    A prioridade estratégica da Igreja Metodista Livre é multiplicar líderes ungidos e competentes. Portanto, devemos atuar:

    • Investindo na multiplicação de líderes ungidos e competentes que possam aconselhar e equipar outros;
    • Formar e nutrir redes Metodistas Livres eficazes, que auxiliem no cumprimento de nossos Valores Essenciais;
    • Promover a visão de que cada igreja seja uma igreja saudável com liderança cheia do Espírito Santo, implementando uma estratégia para alcançar os Resultados Esperados.
  • Nossos Resultados Esperados

    1. Toda igreja uma comunidade de adoração;
    2. Toda igreja uma congregação envolvente, produzindo discipulado, crescimento e pessoas santas;
    3. Toda igreja uma congregação que se reproduz;
    4. Toda igreja alcançando regularmente os perdidos para Cristo;
    5. Toda igreja envolvida em nosso movimento missionário mundial;
    6. Toda igreja buscando a justiça e mostrando misericórdia aos pobres e marginalizados;
    7. Toda igreja organizando-se para melhor cumprir seu propósito e missão;
    8. Toda igreja caracterizada por oração de intercessão.
  • História do Metodismo

    Movido pela paixão da fé salvadora, o Movimento Metodista nasce no seio da Igreja Anglicana. Seu crescimento foi rápido. Várias pessoas se juntavam aos “metodistas” a cada dia para experimentarem a alegria da fé e da confiança em Deus. Isso me faz recordar o início do cristianismo (atos 2.42-47).

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partindo o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.[1]”

    Nos meses seguintes, pequenos grupos se encontravam com Wesley para reuniões espirituais e estudos da Bíblia. Com essa atitude, o grupo ficou conhecido como sociedades. É de ressaltar também, que essas reuniões não competiam com os horários de reuniões nas igrejas. Normalmente, aos domingos, Wesley e seu irmão Carlos pregavam nos púlpitos das igrejas de Londres. Eles pregavam sermões incentivando uma mudança de vida, ou seja, o contrário da maioria das igrejas que estavam acostumadas com sermões sem vida e frio.

    Em 24 de maio de 1738, Wesley deixou registrado em seu diário a experiência religiosa em ter o coração estranhamente aquecido. Essa data é lembrada como um marco para nós metodistas. Isso implica que as ações de Deus estão além das nossas convicções. A igreja precisa estar apta a servir a sociedade e fazer a diferença na mesma. Para isso, é preciso de homens e mulheres com uma visão de Deus, uma visão humanizadora àqueles (as) que sofrem o caos da pobreza e das injustiças sociais.

    Hoje as igrejas estão preocupadas com seu status e membresia, não se pode esquecer que os propósitos de Deus a se cumprir na vida dessas pessoas menos favorecidas, estão ligados à igreja. O envolvimento do metodismo com as questões da sociedade é uma marca que está na história do surgimento do movimento desde o séc. XVIII. Um dos contextos históricos da Inglaterra foi a Revolução Industrial. E isso, fez com que o trabalho do combate à escravidão e luta por melhores salários, principalmente o apoio às crianças pobres oferecendo o ensino básico, fez com que os metodistas se destacassem.

    Por volta do ano 1700 a educação na Inglaterra era privilégio somente de ricos. Por essa razão, John Wesley fundou a Kingswood School em 1748, por entender que o ensino é fundamental na formação de uma sociedade mais justa e igualitária, principalmente às crianças pobres sem condições de estudarem.

    Várias famílias que foram para a América do Norte, nas 13 Colônias, levaram as práticas do metodismo. Quando eles conquistaram a sua independência política, desvincularam-se da religiosidade exercida na Inglaterra. Logo, foi criada a Igreja Metodista Episcopal, em 1784. Somente após a morte de John Wesley, que a Inglaterra constituiu o metodismo como denominação independente em relação à Igreja Anglicana.

    O Metodismo na Inglaterra

    A primeira coisa a estabelecer é que o Metodismo faz parte integrante do movimento Protestante. Herdeiro da Reforma, mediante a Igreja da Inglaterra, cujos 39 Artigos formam a base dos Artigos de Religião do Metodismo e cuja liturgia (O Livro de Oração Comum) exerceu grande influência na liturgia metodista, o Metodismo aceitou as três colunas principais da Reforma – A autoridade das Escrituras, a Justificação pela Fé e o Sacerdócio Universal dos crentes (que também podemos simbolizar pelos “Três P”, ou seja Palavra, Perdão e Povo).

    O Metodismo na Inglaterra no tempo de Wesley:

    Cinco chaves para compreender nossa herança Metodista

    Experiência do dia 24 de maio de 1738

    A famosa experiência de João Wesley numa reunião à Rua Aldersgate, em Londres, a exemplo de Martinho Lutero, na torre de Wittenberg, marcou o clímax de uma longa busca de um relacionamento satisfatório com Deus em Cristo. Qual é o sentido desse evento? Pela descrição do próprio Wesley, os metodistas têm, tradicionalmente, enfatizado o “coração aquecido”. E certamente a emoção faz parte da experiência; afinal, o ser humano não é só cérebro, mas os sentimentos e emoções lhe são molas de ação. Mas uma das coisas mais importantes da descrição do próprio Wesley sobre “Aldersgate” é que houve uma íntima ligação entre a experiência religiosa e a sua doutrina. Uma outra maneira de dizer a mesma coisa seria dizer que a compreensão doutrinária de Wesley (muito embora profundamente fundamentada na Palavra de Deus) surgiu de sua experiência. Teologia, em Wesley, não é algo distante, especulativo, divorciado da vida; pelo contrário, ela nasce da vida religiosa, ou seja, da experiência da salvação. Por isso vale a pena estudarmos o registro de Wesley sobre o que aconteceu no dia 24 de maio. Podemos fazer isso em poucas linhas, mas cada uma poderia fornecer matéria para uma boa discussão.

    (1) A experiência de Wesley nasceu da Palavra de Deus. Alguém lia do Prefácio de Lutero à Epístola aos Romanos. Foi no momento que Wesley ouviu da “mudança que Deus opera no coração pela fé em Cristo” que ele experimentou a fé! Confirmou o que Paulo dissera que “a fé é pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm. 10.17).

    (2) A experiência foi fundamentalmente do Dom da fé. Mas Wesley aprendeu, com Lutero, de que consiste a verdadeira fé – é confiança (não crença). “Senti que confiava em Cristo, Cristo tão somente para minha salvação…”. Fé, então, é confiar a vida nas mãos de Cristo, estabelecer aquele relacionamento pelo qual Cristo se torna Senhor e Salvador pessoal.

    (3) Com o ato de confiar sua vida a Cristo, estabelecendo um novo relacionamento, Wesley foi perdoado, ou seja, percebeu que Cristo havia tirado seus pecados – não era apenas o cordeiro de Deus, que tira pecado do mundo, mas o Salvador que tirava os pecados de João Wesley.

    (4) Daquilo que Cristo lhe fizera, o Espírito Santo testificou, pois no mesmo momento “uma segurança” lhe foi dada de que Cristo havia tirado seus pecados e o havia salvado “da lei do pecado e da morte”.

    (5) Só? Não, há mais! Wesley diz que começou a orar pelos inimigos e perseguidores! Sem mencionar o Novo Nascimento, Wesley demonstrava nesta nova capacidade de perdoar que Deus não havia apenas lhe perdoado, mas também transformado o seu íntimo. Como os metodistas cantam: “Tu não somente perdoas, purificas também, ó Jesus”.Concluímos, então, que uma das principais características do metodismo wesleyano era, ao invés de teologia especulativa, uma íntima conexão entre a doutrina e a experiência.

    Evangelização

    Devemos lembrar que não foi apenas João Wesley que teve uma experiência religiosa transformadora em maio de 1738; Carlos, irmão de João Wesley, também, no domingo anterior, recebera o dom da fé. Carlos traduziu sua experiência, que ocorrera no Domingo de Pentecostes, num hino que lembra as línguas de fogo do primeiro Pentecostes – “Mil línguas eu quisera ter”. em certo sentido, enquanto João viajava por toda a parte proclamando através da pregação as boas novas de vida nova em Cristo Jesus, Carlos, através de 6.500 hinos de sua autoria também evangelizava. Há certas características da evangelização wesleyana que deviam ser notadas: Primeiro, o século XVIII presenciou o nascimento de uma nova classe social, a dos operários.

    Os primeiros representantes dessa nova classe eram mineiros. Oprimidos pelas longas horas de trabalho árduo e baixo salário, os mineiros não eram levados em conta pela igreja oficial, e poucos deles procuravam a mesma. Foi aos mineiros de Kingswood e Bristol que os metodistas primeiro foram para lhes oferecer vida em Cristo! Mais tarde, com o crescimento das fábricas, os operários e operárias seriam objeto da mensagem metodista e fariam parte integrante da sociedade e partes metodistas. Muito antes da igreja anglicana tomar consciência da própria existência dessa nova classe, os metodistas já lhes ministrava.

    A segunda coisa a notar é que havia necessidade de descobrirem-se novos métodos e agências para atender a essa nova situação. A pregação ao ar livre provou ser o meio para atingir essa nova classe. George Whitefield e Wesley pregavam aos mineiros ao saírem estes das minas, pois os mineiros não procuravam a igreja. Nas praças de Londres, Bristol e Newcastle, os metodistas ofereciam Cristo ao público atônito com essa inovação! Mais se a pregação ao ar livre provou ser o instrumento, os agentes, muito mais do que ministros ordenados, passaram a ser os pregadores leigos (pregadores sem formação teológica). Desde a pregação do jovem Tomas Maxfield, que trabalhava com Wesley como “filho no evangelho” no seu centro em Londres (a

    “Fundição”) e que Suzana Wesley considerava tão vocacionado como seu próprio filho João! – pessoas com graça (experiência pessoal de fé), “dons” (capacidade para proclamar claramente as boas novas) e “frutos” (resultados positivos da sua pregação em termos de despertamento e conversão) e que se dispunham a trabalhar nos lugares onde Wesley indicava, mais que se comprometiam a ler pelo menos 6 horas por dia, militavam como profetas (proclamadores) sob a orientação de João Wesley.A terceira coisa a ser notada nesta evangelização metodista é sua estreita ligação com o serviço ao povo e ação social. Talvez baste lembrarmos que a última carta que o velho Wesley escreveu foi endereçada a William Wilberforce, encorajando na sua luta no parlamento inglês contra escravidão.

    A terceira chave: O povo.

    Wesley nunca teve a intenção de que o metodismo passasse a ser uma nova igreja, ele pretendia que fosse um movimento em sua amada igreja anglicana (da qual nunca saiu) para seu despertamento e capacitação para o exercício da missão de Deus. A preocupação de Wesley era o POVO. Ele dizia que seus seguidores eram “o povo chamado Metodista”. Já vimos acima que deste povo Wesley conseguiu seus pregadores e pregadoras – pois Wesley permitia que mulheres como Mary Bosanquet pregasse. De Mary, Wesley dizia que sua palavra era tudo “luz e fogo”. Assim Wesley descobriu um modo fácil de expressar a doutrina de Lutero, o “Sacerdócio Universal do Crente”.

    Mas a ênfase do povo não pára com a pregação de leigos, por mais importante que fosse: o Metodismo via sua missão como uma realizada pelo povo e em prol do povo. É por isso que nos principais centros do metodismo wesleyano surgiu escolas, orfanatos, ambulatórios, fundos de empréstimo, centro de artesanato etc.. foi por isso que Wesley e os Metodistas lutavam contra a escravidão que degradava e explorava o povo africano. Foi para poder servir o povo que o próprio Wesley procurava ganhar todo dinheiro possível e economizar o máximo – não para ficar rico, mais para ter recursos para “dar tudo possível”. Por isso, já nos seus dias de professor em Oxford, ele havia economizado dinheiro que normalmente teria gasto com carvão para sua lareira. Ele agüentava o frio dos invernos ingleses para ter dinheiro para pagar uma professora de uma classe de moleques pobres da cidade de Oxford.

    A Quarta chave é a ênfase na Santificação / Perfeição

    Para Wesley, a santificação é um processo de crescimento em graça que começa no momento que, pela fé, Deus perdoa o pecador arrependido e inicia o processo da sua transformação íntima. A perfeição é um Dom de Deus pelo qual aperfeiçoa sua obra no crente, enchendo-o de amor para com Deus e o próximo. A chave para entendermos a perfeição é o AMOR. Wesley tinha muitos sinônimos para a perfeição, sinônimos estes que não inventou mas achou na palavra de Deus. Perfeição é pureza de coração, é imitação de Cristo, é comunhão ininterrupta com Deus e com seus propósitos, mas mais do que qualquer outra coisa, é o Amor. O estudo do livro aos Hebreus o convenceu da absoluta necessidade de santidade na vida do discípulo de Jesus.

    Carlos Wesley ensinou aos metodistas a doutrina através dos seus hinos, poucos dos quais chegaram até nós. Talvez a mais clara expressão da doutrina se encontra no seu hino “amor divino que excede todos os amores” (“grande amor”, nº 293 no HE).

    “Ó Senhor, que a tudo excedes, Dom celeste, Amor sem par,

    Vem, coroa os teus favores, Entre em nós vem habitar.

    Grande Amor, Amor bendito, Ó divina compaixão,

    Vem, socorre ao que padece, Faze nele habitação”

    Para Wesley, a primeira epístola de João é a melhor do comentário sobre a perfeição cristã. Nesta epístola, a ligação entre o amor e a vida cristã é patente. “aquele que diz que está na luz mas odeia seu irmão ainda está nas trevas até agora” (2.9). O mesmo autor adverte: “filhinhos, não amemos de palavras nem de língua mas por ações e em verdade” (3.18), o que muito nos lembra de Tiago que questiona a fé daquele que nada faz em prol do irmão sem roupa nem alimento (2.14-15).

    Uma Quinta chave é a ênfase missionária do Metodismo Wesleyano

    Os metodistas definiram sua razão de existência em termos de “Reformar a nação, particularmente a igreja, e espalhar Santidade Bíblica em toda nação”. Acabamos de ver de como serviam impulsionados a levar as boas novas aos operários e aos pobres, geralmente negligenciados pela igreja oficial. Mas havia também algo dentro do metodismo que o fez vencer as barreiras dos mares, pois logo ele é levado espontaneamente, para a Irlanda, Escócia, as Ilhas do Canal, para o continente europeu e para o Novo Mundo – para Antigua no Caribe, para as Colônias que viriam a ser os EUA, para Terra Nova, parte do atual Canadá. Aliás, uma igreja que não é missionária é ou morta ou moribunda.

    Fonte: Momentos Decisivos do Metodismo Prof. Duncan Alexander Reily – Imprensa Metodista

    http://metodista.org.br/index.jsp?conteudo=5884

  • Origem da Metodista Livre

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    A Igreja Metodista Livre surgiu como um movimento apostólico para alcançar e transformar o mundo fazendo discípulos e multiplicando líderes. Não pregamos apenas a salvação das almas, mas também a transformação dos indivíduos e da sociedade (santidade e justiça pessoal e social). “Oração e ação por um mundo melhor”. A Igreja Metodista Livre surgiu em 23 de agosto de 1860, em Genessee, estado de Nova York, EUA. O grupo presente à fundação era composto de 15 pastores e 80 leigos que clamavam contra a falta de espiritualidade e as injustiças sociais de seu tempo, enquanto buscavam preservar o ensino da santidade conforme ensinou o Rev. João Wesley, grande avivalista do século XVIII e precursor do movimento Metodista.

    Desde o início foram tomadas atitudes firmes e corajosas pelos fundadores para possibilitar um testemunho fiel, verdadeiro e santo. Foram adotadas regras proibindo que os membros comprassem, vendessem ou possuíssem escravos. Foi dada a oportunidade para que leigos participassem na pregação, testemunho, exortação, cânticos e expressões de louvor durante o culto – coisa impensada na época. Insistiu-se que a liberdade na adoração fosse mantida sob a inspiração e controle do Espírito Santo. Determinou-se que nenhum banco da Igreja fosse alugado, como era comum naquela época. Esta atitude deu liberdade e incentivo para que os pobres participassem dos cultos.

    Foi proibido aos membros participar de sociedades que exigissem votos de sigilo, como a Maçonaria, pois os metodistas livres preferem manter-se livres para seguir a vontade do Senhor em tudo.

    O principal líder da fundação da IMeL, Rev. Benjamim Titus Roberts, organizou fazendeiros em espécies de sindicatos/cooperativas, a fim de que eles conseguissem ter os mesmos direitos das grandes corporações. Ele também escreveu um livro sobre administração econômica para benefício das pessoas comuns.

    Logo de início foram criados lares para: idosos, órfãos e crianças abandonadas; um hospital e uma casa de auxílio a mães solteiras – sempre procurando levar tanto a palavra de salvação como o cuidado amoroso do evangelho verdadeiro. E, para garantir a expansão do ensino, do evangelismo e da educação cristã, foram criados vários colégios, além de seminários e uma editora para imprimir nossos livros, periódicos, literatura e o currículo para a Escola Dominical, tudo isto nos Estados Unidos.

    Um reconhecimento sem precedentes foi dado aos direitos femininos, tratando-se as mulheres como elas merecem: com igualdade. Pois Cristo mesmo restaurou a relação original de igualdade dos sexos. Fomos uma das primeiras denominações a admitir mulheres nas esferas de comando da Igreja, inclusive como pastoras!

    O zelo evangelístico marcou o avivamento que a IMeL implementou em meio ao Movimento de Santidade. Aliado ao zelo evangelístico, não se desprezou a principal ênfase doutrinária do metodismo histórico: a experiência da inteira santificação que promove a santidade cristã de coração e de vida prática, atingível nesta vida e extensiva a todos os cristãos. E isto não foi só uma forma de doutrina apenas de palavras, mas os metodistas livres adotaram para si mesmos regras de conduta que demonstravam os resultados de um coração purificado, de crescimento espiritual constante e de vida disciplinada.

  • Perspectiva Histórica

    Quem Somos

    Os Metodistas Livres procuram continuar hoje a missão do cristianismo do primeiro século, recuperada por John Wesley e os Metodistas primitivos que declaravam existir “para levantar um povo santo”.

    Os Metodistas Livres são uma comunidade de cristãos sinceros no seu propósito de chegar aos céus e comprometidos a trabalhar no mundo pela salvação de todas as pessoas. Sua aliança com Cristo e Sua Igreja está acima de todas as outras. Eles se mantêm livres de alianças que competiriam com a sua mais alta lealdade e de tudo que possa atrapalhar ou comprometer o seu efetivo testemunho da fé trinitariana e da fé na dependência da graça de Deus. O cristão nega-se a si mesmo, dia a dia toma a sua cruz e segue a Jesus. Ele se conforma com toda a vontade de Deus revelada na Sua Palavra e crê que as condições de salvação ainda são as mesmas dos dias dos apóstolos.

    Na doutrina, as crenças Metodistas Livres são as crenças comuns aos evangélicos, ao protestantismo arminiano, com ênfase especial no ensino bíblico da inteira santificação, conforme defendido por John Wesley.

    Na experiência, os Metodistas Livres enfatizam a realidade de uma purificação e poder interiores que comprovam a doutrina da inteira santificação, tanto na consciência interior do crente como na sua vida exterior. O seu culto é caracterizado pela simplicidade e liberdade do Espírito, sem ser limitado por ritual detalhado.

    Os Metodistas Livres mantêm uma vida de devoção diária a Cristo que brota da santidade interior e separa o cristão do mundo, mesmo vivendo no mundo. Crêem que a melhor maneira de impedir a invasão da Igreja pelo mundanismo é a Igreja invadindo o mundo com propósito redentivo. Crêem tão firmemente na missão da Igreja que se comprometem a exercer mordomia responsável das suas finanças e por isso, não precisam recorrer a esforços comerciais para sustentar a causa de Cristo.

    Os Metodistas Livres reconhecem que Deus concede dons espirituais de serviço e liderança tanto a homens como a mulheres. Visto que homem e mulher são ambos criados à imagem de Deus, tal imagem é mais plenamente refletida quando ambos, mulheres e homens, trabalham em união em todos os níveis da Igreja. Portanto, todas as posições na Igreja são acessíveis a todos que Deus chamar.

    Os Metodistas Livres sentem uma obrigação especial de pregar o Evangelho aos pobres. As provisões do Evangelho são para todos. As “Boas Novas” devem ser proclamadas a cada indivíduo da raça humana. Deus manda a luz verdadeira para iluminar e quebrantar todo coração. Jesus deixou-nos o exemplo. Sobre o Seu ministério foi relatado que “os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas novas são pregadas aos pobres” (Lc 7:22). Essa pregação aos pobres era a prova final de que Ele era Aquele que viria. Nisso, a Igreja deve seguir os passos de Jesus.

    Os Metodistas Livres são comprometidos com os ideais do Novo Testamento de modéstia e simplicidade como estilo de vida. Eles desejam chamar atenção, não para si mesmos, mas para o seu Senhor.

    O Conceito Bíblico de Igreja

    Está claro nas Escrituras que a Igreja é de Deus e para as pessoas. Ela é criação de Deus. Cristo é Sua cabeça. A Igreja é o povo de Deus escolhido para uma firme parceria na realização da Sua vontade na Terra. Mais de oitenta símbolos, figuras relacionadas com a Igreja, aparecem no Novo Testamento. Cada uma dessas figuras retrata uma realidade mais profunda do que a simples figura em si. O conjunto dessas figuras esclarece a natureza e a missão da Igreja. O apóstolo Paulo fala da Igreja como “corpo”, “edifício” e “noiva”.

    O símbolo mais abrangente e talvez mais significativo é o de “Corpo de Cristo”. Os redimidos são chamados de “membros do corpo”. Qual é a profunda verdade que as várias figuras de linguagem comunicam? Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – escolhe um povo redimido numa parceria para compartilhar Suas atividades e realizar os Seus propósitos. A Igreja é o instrumento orgânico e a agência escolhida por Deus para restaurar as pessoas e a sociedade. Ela tem uma missão de amor santo e existe para reproduzir a semelhança de Cristo em todas as pessoas e instituições. Assim, nossa missão pode ser descrita como uma participação com Deus em derramar a santidade e o amor sobre os pecados, sofrimentos e necessidades de todas as pessoas. Essa descrição da nossa missão se aplica tanto ao individual como ao social. Ela aponta para um relacionamento de todas as pessoas com Deus e de uma com a outra, descrito nas Escrituras como “o reino de Deus”.

    Os símbolos do Novo Testamento têm o seu auge na maior de todas as figuras: a Encarnação, Deus feito carne. A Igreja, iluminada pela Encarnação, continua o ensino e o ministério do seu Senhor na Terra. Quando a Igreja atua sob o comando do seu Senhor e inspiração do Espírito Santo, dá continuidade à história iniciada no Livro de Atos dos Apóstolos. Muitas são as suas maravilhosas realizações desde o primeiro século, e muitas outras poderão ainda ser realizadas no desdobramento dos atos do Espírito Santo através de pessoas redimidas. O Novo Testamento nos lembra que a Igreja visível não é a Igreja ideal. A Igreja é uma parceria divino-humana, compartilhando não apenas o santo amor do seu Fundador, mas também as imperfeições da sua humanidade e, por isso mesmo, está sempre necessitada de renovação. Na redenção, Deus assume com a Igreja o mesmo risco assumido por Ele na Criação ao conceder liberdade ao ser humano. Como Deus, o Espírito Santo, usou as mãos do apóstolo Paulo em “milagres especiais” e pode usar também a Sua Igreja hoje, os resultados serão os mesmos: a Palavra do Senhor crescerá poderosamente e prevalecerá (At 19:11, 20).

    Herança e Perspectiva Histórica

    Os Metodistas Livres consideram a história da Igreja registrada no Livro de Atos e os outros escritos do Novo Testamento como sua principal herança. Geração após geração tem nestes registros sua maior fonte de orientação e renovação. Os cristãos lutaram através dos séculos com questões antigas e contemporâneas, da mesma forma que o fazemos agora. A história da Igreja como um todo nos é instrutiva.

    Os Metodistas Livres são fruto de uma linhagem evangélica que pode ser assim resumida: sua herança espiritual se origina de homens e mulheres de profunda piedade pessoal em todas as épocas, que mostraram que é possível manter o calor do fervor espiritual em meio ao paganismo, apostasia e eventual corrupção da Igreja organizada. A linhagem da Igreja Metodista Livre se inicia com o povo de Deus no Antigo e Novo Testamentos e inclui as influências e contribuições de uma multidão de movimentos de renovação no cristianismo ocidental: John Wycliff e os morávios; a Reforma Protestante do século XVI com os seus muitos movimentos de renovação que mutuamente se equilibravam, e entre eles as “corretivas arminianas”, que ensinam que a salvação em Cristo é para toda a humanidade, sem limitações, e que deve ser livremente escolhida; a tradição católico-anglicana; a influência puritana inglesa; a tradição Metodista; e o poderoso Movimento de Santidade do século XIX. Deus utilizou esses e outros ao longo das eras para fazer o imutável evangelho cristão conhecido mais claramente.

    O metodismo foi pioneiro no reconhecimento efetivo do sacerdócio universal de todos os crentes, concedendo autorização para que homens e mulheres pregassem o Evangelho e fossem credenciadas para ministérios específicos mesmo sem uma ordenação pastoral. Nossa igreja concede aos leigos uma participação igual a dos pastores nas Comissões e Juntas administrativas. Socialmente, desde seus primeiros dias, os Metodistas Livres possuem uma sensível consciência social, característica do movimento wesleyano primitivo. Atuou abertamente contra a escravidão e o preconceito de classes, visto no aluguel de bancos na Igreja para os ricos.

    Durante o século XIX, o Movimento de Santidade, surgido no Metodismo norte-americano e que se propagou por outras nações e denominações, convocou os cristãos a níveis mais profundos de relacionamento com Deus e a um maior interesse nas necessidades da humanidade sofrida. Nesse contexto, o Reverendo Benjamin Titus Roberts e outros pastores e leigos do Concílio de Genesee da Igreja Metodista Episcopal no oeste do estado de Nova York, levantaram um protesto contra o liberalismo teológico, o fraco compromisso com questões sociais urgentes e a perda do fervor espiritual. Entre 1858 e 1860, vários desses líderes foram excluídos da Igreja Metodista Episcopal sob diversas acusações e alegações. Na realidade, a questão principal era a sua proclamação dos princípios básicos do Metodismo, especialmente a doutrina e a experiência da inteira santificação. Apelos feitos no Concílio Geral de maio de 1860 foram negados.

    Portanto, a Igreja Metodista Livre foi organizada numa convenção de leigos e pastores reunidos em Pekin, estado de Nova York, em 23 de agosto de 1860. Em, 1910, a Igreja Metodista Episcopal reconheceu seu erro e pediu perdão a Igreja Metodista Livre.

    O “livre” no nome da Igreja Metodista Livre enfatiza certas liberdades básicas encontradas nas Escrituras:

    1. Livre de preconceitos sociais. Livre da prática de conceder cadeiras cativas e privilégios para os ricos em detrimento dos pobres;
    2. Livre de preconceitos raciais. Defendendo o direito de cada pessoa ser livre e respeitada como ser humano criado à imagem de Deus. Livre da escravidão ou de qualquer outra forma de injustiça e segregação étnica;
    3. Livre de preconceitos contra a mulher. Defendendo direitos iguais, inclusive para o exercício do ministério e da liderança da Igreja.
    4. Livre de uma liturgia rígida e de um formalismo exagerado que impeça a espontaneidade do povo e o agir do Espírito desde que tudo seja feito com ordem e decência;
    5. Livre das sociedades secretas; Livre de votos de segredos de modo que a verdade possa ser sempre falada livremente;
    6. Livre do clericalismo, concedendo liberdade para os leigos serem plenamente envolvidos em todos os níveis de decisão;
    7. Livre do materialismo de modo a poder socorrer os pobres.

    Os Metodistas Livres estão cientes das forças demoníacas no mundo, que humilham as pessoas, pervertem o bem e levam pessoas e instituições à ruína. Eles procuram ajudar as pessoas restaurando seu valor pessoal numa época de despersonalização cada vez maior. Os Metodistas Livres abertamente reprovam qualquer elemento na lei, nas pessoas ou nas instituições, que viole a dignidade das pessoas criadas à imagem de Deus. Eles estão engajados em aproveitar todas as oportunidades como indivíduos, Igrejas locais, Concílios e denominação, para ministrarem ao mundo a cura e a ajuda redentiva.

  • História da Igreja no Brasil

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    Em 1928, o pastor japonês Massayoshi “Daniel” Nishizumi, vendo tantos japoneses emigrando para o Brasil, resolve vir também e evangelizar seus patrícios. No entanto, naquele momento nem a Junta Missionária americana nem a Igreja no Japão podiam oferecer apoio financeiro. Então, impelido pelo Espírito Santo, o Pr. Nishizumi resolveu vir com recursos próprios, contando apenas com o apoio de Eva Millikan, uma missionária radicada no Japão desde a morte de seu marido, que havia evangelizado e patrocinado a formação pastoral de Daniel Nishizumi.

    Antes do pastor Nishizumi, outro metodista livre japonês, colportor da Sociedade Bíblica do Japão, veio para o Brasil em 1927, era Yoshitaru Fujita. Mais tarde vieram também Yoshikazu Wada e o coreano Shoh Koh Cho, para ajudarem o pastor Nishizumi. Seiiti Simizu e Sukeiti Ono vieram em resposta à um apelo de Nishizumi, que fora ao Japão e solicitara missionários ao Brasil. Em 1934, Hiroyuki Hayashi vem ao Brasil com a família e se estabelece na Amazônia. Lá contraiu malária e foi “obrigado” a vir para São Paulo, onde se fixou como dentista. E, por “coincidência”, recebe como cliente um certo dia a Daniel Nishizumi.

    Só que neste momento, o Pr. Nishizumi estava desmotivado para continuar o trabalho missionário, devido a falta de apoio de seus superiores e já não tinha tanta convicção de que devia organizar uma Igreja. Após um longo tempo de orações e de insistência por parte do Dr. Hayashi, em 01.11.1936, todos os metodistas livres japoneses das famílias Yamada, Katayama, Maruyama, Watanabe e os missionários citados acima, iniciaram oficialmente um trabalho metodista livre, no refeitório do consultório dentário do Dr. Murakami, amigo do Dr. Hayashi, à Rua Conde de Sarzedas, 40. Assistiram ao culto 21 pessoas. A partir de então, Deus foi abençoando e muitas vidas foram ganhas entre os imigrantes japoneses.

    Em 1935 os pastores Daniel Nishizumi e José Emílio Emerenciano, da Igreja Holiness, se conheceram e se tornaram grandes amigos. O Pr. Emerenciano passou a acompanhar os encontros do Rev. Nishizumi com os missionários americanos, atuando como intérprete, pois falava tanto o inglês como o japonês.

    Estiveram no Brasil em 1940 os missionários E.E. Shelhammer, B.H. Pearson e o Secretário Executivo da Junta Missionária, Pr. H.T. Johnson. Mais tarde o Pr. H. T. Johnson volta ao Brasil trazendo o Bispo Mark Ormüston e Rev. Byron Lamson, os quais visitaram as regiões do Jabaquara, Moema e Santo Amaro acompanhados dos pastores Nishizumi e Emerenciano e também de Dona Irene, para fazerem planos quanto ao futuro do trabalho entre os brasileiros. A Igreja Metodista Livre tinha nesta ocasião 60 membros.

    No entanto, estoura a 2a Guerra Mundial e os projetos ficam parados devido a dificuldade de fazer reuniões com os japoneses, cujo país agora era inimigo de Estados Unidos e Brasil.

    Em 1945 o trabalho só entre japoneses chega a 80 membros. Em 1946, acabada a Segunda Guerra Mundial, o Bispo Ormüston retorna ao Brasil, por volta do mês de março, acompanhado do então Secretário Executivo da Junta Missionária, Pr. Byron Lamson. Foram feitos planos para enviar missionários americanos a São Paulo e estabelecer o escritório da Missão Metodista Livre. Em contato com Nishizumi e Emerenciano, eles decidem convidar o Pr. Emerenciano para que este abra um trabalho entre os brasileiros, ao que ele aceitou prontamente. Para ajudá-lo, vêm para o Brasil em junho de 1946 as missionárias Lucile Damon e Hellen Voller. A srta. G. Lucile Damon foi a tesoureira da missão e teve como sua principal responsabilidade trabalhar na nova Igreja a ser organizada entre os brasileiros, ficando encarregada do trabalho com crianças e jovens. Helen L. Voller representou a autoridade da missão nos métodos e materiais de flanelógrafo, pois possuía uma excelente coleção de histórias para flanelógrafo. Ela adaptou a coleção com grande sucesso e treinou brasileiros para utilizá-las. Muitos pastores nikkeis e suas esposas se tornaram hábeis no uso do flanelógrafo. Esse método atraía grande assistência nas escolas dominicais, cultos públicos, Escolas Bíblicas de férias, cultos ao ar livre e cultos em lares.

    Em meio a todo este movimento ocorre a súbita morte do Rev. Massayoshi Nishizumi, atropelado ao descer do bonde no dia 26 de junho de 1946.

    Em 07 de setembro de 1946 foi iniciado o trabalho metodista livre na casa do Pr. Emerenciano, à Rua dos Jacintos, 43, Vila Mariana. Mais tarde, a Missão Metodista Livre comprou um terreno na Rua das Rosas, Mirandópolis, escolhido pelo Missionário Harold Ryckman e pelo Pr. Emerenciano, embora seja todo de Lucile Damon o crédito pela negociação para a aquisição dessa propriedade. O Rev. Harold Ryckman era um excelente construtor e, embora morasse no Paraguai supervisionou a construção do prédio de escritórios. Ele era o superintendente do trabalho missionário Metodista Livre na América do Sul, dividindo seu tempo entre o Brasil e o Paraguai.

    Terminada a construção, foi organizada oficialmente a primeira Igreja Metodista Livre entre os brasileiros. A partir de então, a Igreja Metodista Livre cresce muito, nas duas alas: japonesa e brasileira. Em 1947 ocorreu um grande avivamento espiritual entre pastores e leigos. Nas reuniões de oração as pessoas ficavam cheias do Espírito Santo, recebendo a inteira santificação.

    Em 1948 o trabalho é organizado como “Concílio Missionário Brasileiro”. Neste mesmo ano chega ao Brasil o casal de missionários James e Mary Junker. E o prédio em Mirandópolis é concluído e os cultos passam a ser realizados ali.

    Vários missionários americanos começam a chegar para auxiliar no trabalho de divulgação do evangelho no Brasil. Em 1950 chega o casal Harold e Evely Ryckman, e Donald e Elda Bowen. Em 1952 a missão compra um terreno em Mairiporã para ali instalar a nossa Faculdade, visto que os candidatos ao ministério estavam sendo formados nas Faculdades da Igreja Metodista do Brasil e da Igreja Presbiteriana Independente. Com isso o Rev. Ryckman passa a residir em São Paulo para dar início à construção dos prédios.

    De 46 a 53 há um extraordinário crescimento de 270%, chegando-se a 295 membros. Em razão do crescimento, em 1954 foi organizado o “Concílio Provisional da América do Sul”, com a presidência do Secretario da Missão para a América Latina, Rev. Edmur Snyder. Este novo Concílio Provisional envolvia as alas japonesa e brasileira, no Brasil, e os trabalhos no Paraguai. Neste mesmo ano inicia-se a construção do prédio para uma escola, em Mirandópolis.

    Em setembro de 1955 chegou o casal Carol Wesley e Mary King. Eles passaram o primeiro ano em Campinas, estudando língua e cultura brasileiras.

    De 80 membros em 1945, chegou-se a 1955 com 1.700 membros – 1.125% de aumento em 10 anos, uma média de 112,5% ao ano! Esse período de crescimento se estendeu até 1966.

    Em 1956 o prédio da Escola Americana é concluído e suas aulas têm início sob a direção da missionária Helen Voller. Nesse mesmo ano se iniciam, em caráter provisório, as aulas da Faculdade de Teologia nas dependências da Escola Americana.

    Em 1957, terminada a construção dos prédios em Mairiporã, é fundada a “Faculdade de Teologia da Igreja Metodista Livre”, tendo o missionário Donald Bowen como Reitor e o Rev. King como Deão, os King também foram dar aulas no recém formado Seminário. Logo viram a necessidade de ter uma Igreja Metodista Livre na cidade católica de Mairiporã, pois ali tinha apenas uma Congregação Cristã do Brasil e nenhum outro grupo evangélico. O Concílio os designou para plantar uma Igreja em Mairiporã em 1958. Começaram os cultos num cinema desocupado após alugar e reformar o prédio: domingo de manhã em japonês e à noite em português.

    Neste ano (58) chegam os missionários Clarence e Elizabeth Owsley, os primeiros missionários evangelistas da Missão no Brasil, vindos da Sociedade Missionária Oriental. Foram designados para a Igreja de Mirandópolis no ano de 1959, desenvolvendo cultos ao ar livre (Praça da Árvore) nos domingos e visitas nos lares. Em seu ministério ali viu a conversão dos jovens Expedito Vicente Calixto e Marlene Obara – que ainda não era casada com o Dr. Obara.

    Em 16 de julho deste ano (58) chegam os missionários Clancy Thompson e sua esposa Doris. Vieram de navio, o USS Argentina. Até setembro de 1959 permaneceram na Escola de Língua e Orientação, em Campinas.

    Em 1959 os King levantaram dinheiro e compraram um terreno espaçoso com lojas na praça principal bem na entrada da cidade de Mairiporã. Foi uma luta conseguir o direito de limpar uma parte do terreno a fim de construir um salão adequado. Os irmãos organizaram a Igreja em agosto deste ano com 13 membros: 10 japoneses, 1 brasileiro e 2 americanos. Mais tarde o templo definitivo foi construído.

    Ainda em 1959 chegam os missionários Roy Kenny e sua esposa Doris. Na verdade os Kennys chegaram ao Brasil em outubro de 1955, como missionários da Igreja do Movimento de Santidade. Foram trabalhar em São José do Rio Preto e Neves Paulista. Em 1959 sua Igreja uniu-se à Metodista Livre e o casal permaneceu em Neves Paulista recebendo ajuda de uma jovem metodista livre chamada Midori Ono. Em seu ministério em Neves Paulista a família do Luís Roberto da Silva, atual Coordenador Administrativo da Faculdade, se converteu – o Luís tinha uns 12 anos na ocasião.

    Em 1960 os Owsleys foram designados para trabalhar em Neves Paulista, onde pregavam nos sítios e moradias de trabalhadores dentro das fazendas de café. O Pr. Owsley chegava a pregar quatro vezes no mesmo dia. E a Dona Beth dava aulas de religião numa escola pública para uma classe de 20 a 30 alunos, que depois chegou a 70 e, por fim, todas as crianças da escola, os professores e funcionários estavam assistindo. Por duas ou três vezes eles apresentaram a palavra de Deus com slides para uma assistência de 400 pessoas.

    Enquanto isto os Thompsons trabalhavam em Atibaia, com jovens da Cooperativa Japonesa daquela cidade, dando aulas de religião no Ginásio Estadual e no Grupo Escolar, dirigindo estudos bíblicos em casa com os estudantes do Ginásio, ajudando na Escola Americana em Mirandópolis.

    De janeiro de 1961 a dezembro de 1962 o Pr. Thompson pastoreou Mairiporã, administrou a propriedade da Faculdade e deu aulas na mesma. Enquanto isto os Kennys retornam dos Estados Unidos e iniciam um trabalho no Rio de Janeiro, no Meyer.

    Em 1962 chegam os missionários James Mannoia e sua esposa Florence. O Rev. Mannoia serviu como Reitor do Seminário e ajudou a iniciar a ala em português do Conciilio Nikkei. Trabalhou no estabelecimento da IMeL de Santo Estevão, em Diadema. Permaneceu no Brasil até 1970, quando voltou aos Estados Unidos.

    Os Kennys, em 1963, foram designados para Vila Galvão, Guarulhos, construindo o Templo e salas para a Escola Dominical e iniciando o trabalho em Jardim Pinhal, usando a casa do Pr. Mário Adachi, que na ocasião era novo convertido. Após alguns meses, uma tenda de lona foi montada no quintal do casal Tereza e Luís Pires, o qual também se tornou pastor e hoje já está na glória. Em sua casa ministraram os missionários Roy Kenny, James Manoia e Lucile Damon, que se admiraram da iniciativa, considerada arrojada naquele momento. Com o progresso do trabalho, os missionários Roy Kenny e Lucile Damon decidiram construir o “tabernáculo” num terreno emprestado pela Prefeitura, onde hoje é a Praça do Povo. No momento da montagem do tabernáculo contaram com a ajuda do missionário Clancy Thompson. Durante o ano de 1963 o Pr. Roy Kenny acumulou a função de Superintendente da ala brasileira.

    Ainda em 1963, o trabalho do Rio de Janeiro foi passado para a Igreja Metodista Ortodoxa. E em Mairiporã um tabernáculo foi erigido – o primeiro de uma série de tabernáculos portáteis que eram usados para iniciar novas Igrejas. O Sr. Roy Kent e sua família foram recebidos em Mairiporã para ajudar na construção do tabernáculo.

    Em 1964 o Concílio Provisional da América do Sul é elevado a “Concílio Anual Sul-Americano”, ainda com as 3 alas. O Rev. Clancy Thompson era Superintende da ala brasileira neste ano. Saímos 50 membros em 1955 para 359 membros em 1964 – um índice de 600% de crescimento.

    Foi em 1964 que surgiram as Igrejas de Cidade Ademar, Jardim Pinhal, Rio Preto e Vila Bonilha e trabalharam juntos construindo e instalando os tabernáculos nestas Igrejas os missionários Roy Kenny e Clancy Thompson. O Pr. Thompson ainda auxiliou o Sr. Roy Kent com os tabernáculos para Vila Gustavo e Vila Sabrina. O Pr. Thompson, profissionalmente, era um marceneiro muito hábil, por isso teve grande participação na construção e instalação dos tabernáculos. Em 23.08.1964 a IMeL de Pinhal foi organizada com 20 membros, hoje com 207 membros, 5 ministros leigos, um pastor de tempo integral e mantenedora de uma ONG, a Sociedade Família Cristã, fundada no ministério do Pr. Manoel Roberto Olívio e sua esposa Maria de Lourdes. Estiveram presentes na organização da Igreja de Pinhal os missionários Clancy Thompson, superintendente do Concílio Anual Sul Americano, e Roy Kenny, pastor da Igreja-mãe, Vila Galvão.

    Foi em 1965 que a IMeL no Brasil recebeu a visita da Equipe VISA dos Estados Unidos pela primeira vez. Devido a dificuldades de autonomia num concílio com três idiomas e culturas diferentes, é solicitado o desmembramento, o qual foi concedido. Então, em janeiro de 1966, sob a presidência do bispo Paul N. Ellis, foram organizados: o “Concílio Anual Paulista” e o “Concílio Anual Nikkei”, no Brasil, e o Concílio Provisional Paraguaio. Cada qual passou a seguir o seu caminho, com estruturas próprias. O Concílio Nikkei iniciou esta nova fase com 1.511 membros e o Paulista, com 318 membros. Em 1966 a IMeL entra em nova fase. Com a separação das duas alas, cada Concílio procurou se desenvolver em sua área de atuação. O Rev. João Mizuki foi eleito o Superintendente do Concílio Paulista nesta fase de transição e de novidades.

    Em 1967 o Rev. Thompson voltou a ser o Superintendente, permanecendo ainda em 69. No ano de 1968 Howard e Janice Snyder chegam ao Brasil, ficando até 69 em Campinas estudando o português, vindo em seguida para São Paulo. Passaram a morar na casa que faz parte do prédio da Faculdade, e o Pr. Snyder dava aulas na Faculdade e atuava como deão. Também trabalhou como pastor assistente em Cidade Ademar, entre 69-70, e em Jardim Pinhal em 73 e 74. Mas sua estada no Brasil terminou em 1975. Embora tenha estado pouco tempo no Brasil, este período foi importante no seu desenvolvimento teológico e no principal interesse de estudo que são os movimentos de renovação da Igreja. Foi aqui no Brasil que ele completou seu famoso livro “Vinho Novo e Odres Novos”.

    Em 1968 foi comprada a propriedade da Rua Domingos de Morais para a Faculdade de Teologia. Em 1970 as Igrejas de Cidade Ademar e de Mirandópolis, esta pastoreada pelo Pr. Thompson, iniciaram o trabalho em Jardim Rey, comprando o terreno e construindo o primeiro templo.

    Também em 70 o já Concílio Paulista designa os Kings novamente para Vila Bonilha. A Igreja tinha comprado um terreno e erigido um tabernáculo. Como a Igreja começou a crescer rapidamente, entenderam que Deus os estava guiando a comprar o terreno na esquina acima da Igreja. Fizeram isto e mandaram fazer o desenho do novo templo.

    Neste mesmo ano o Rev. Harold Ryckman retorna ao Brasil. Como ficara viúvo, ele retorna após segundas núpcias com a missionária Lucile Damon. O trabalho deste casal seria para auxiliar na direção da Faculdade e na liderança do ainda jovem Concílio Paulista.

    Em janeiro de 1971 o casal Thompson volta para os Estados Unidos e pastoreiam a IMeL de Clarkston, Michigan, por 15 anos e dois meses. Mas eles voltariam! Para compensar esta saída, chegam ao Brasil o casal Douglas e Elizabeth Smith. Este casal se notabilizou pela integração junto ao povo brasileiro, desenvolvendo um bom ministério de ensino. O Pr. Douglas Smith foi Superintende do Conbras e professor e Reitor da Faculdade de Teologia e a Dona Beth foi Presidente da Federação Feminina por vários anos. Foram também os fundadores da Igreja do Aeroporto.

    É em 1971 que o Concílio Paulista muda de nome para Concílio Brasileiro, profetizando seu caminho em expandir a obra metodista livre para todo o território nacional. Assim o primeiro Superintendente do ConBras foi o missionário Harold Ryckman.

    Em janeiro de 1972 começam a construção do templo de Vila Bonilha com a ajuda da equipe VISA. O Rev. José Emerenciano era pastor assistente do Pr. King e o casal Emerenciano ajudaram bastante neste projeto. O novo templo em Vila Bonilha foi dedicado pelo Superintendente, Expedito Vicente Calixto, em julho de 1972. Após esta realização, ainda em 72, os Kings pediram uma licença à Junta Missionária para lecionar Educação Cristã na Universidade de Asbury, em Wilmore, Kentucky, por motivos familiares.

    Após o desmembramento das alas japonesa e brasileira em 1966, a ala brasileiro desenvolveu um rápido crescimento: de 318 membros, chegamos a 1973 com 646 membros (101% de crescimento), e três novas Igrejas foram organizadas.

    De 1974 a 1975 o casal Owsley serviu ao Senhor na IMeL de Vila Morais quando ela ainda se reunia em um dos tabernáculos portáteis. A Igreja era composta em 97% de jovens muito animados. Ao entregar o pastorado ali para o Pr. Expedito, o Pr. Clarence falou da visão que tivera: a chegada de caminhões de tijolos e material de construção para levantar um novo templo. E Deus cumpriu a visão!

    Em 1976 o Pr. Clarence Owsley cooperou por seis meses em Cidade Ademar e Jardim Rey. Nos domingos à tarde era realizada a Escola Dominical em Jd. Rey com 20 a 25 alunos. Havia na vizinhança um centro de culto afro que começavam tocar seus tambores exatamente na hora da Escola Dominical. O pastor reuniu a congregação para orar e dentro de poucas semanas Deus atendeu: o barulho desapareceu!

    Após os seis meses em Cidade Ademar, os Owsleys foram para os Estados Unidos. Chegando lá levaram à Igreja de Wilmore, Kentucky, um pedido especial de oração: que Deus levasse de volta o Pr. King e a Dona Mary ao Brasil, pois entendiam que isto era o melhor para a obra naquele momento. A resposta de Deus não se fez demorar.

    No verão do mesmo ano, o Departamento de Missões Mundiais, pediu ao Rev. King para visitar o Brasil e cuidar de alguns assuntos legais para a Missão por três meses. Nesta curta visita, ele falou no seminário e visitou várias das nossas Igrejas e percebeu quão desanimados os pastores estavam com a falta de crescimento no ConBras. Ao voltar ao EUA o Rev. King enviou um relatório ao Dr. Charles Kirkpatrick, Diretor de Missões, sobre o que tinha visto. No ano seguinte (1977), o Dr. Kirkpatrick convidou o casal para voltar ao Brasil como missionários de carreira. Então, como Neemias fez diante do Rei Artaxerxes, o Rev. King pediu permissão para trabalhar com a Igreja nacional implementando um Plano Qüinqüenal de Evangelismo, Discipulado e Fundação de Novas Igrejas que Deus tinha lhe dado em oração, no que foi atendido.

    O que o Pr. King verificou se confirma nos registros históricos. De 73 a 76 o trabalho metodista livre passa por tempos difíceis. Nenhuma Igreja é organizada, há problemas entre os missionários americanos e a liderança nacional. No Concílio Brasileiro há uma queda na membresia de 24% em quatro anos, com decréscimo por 3 anos consecutivos, num total de 100 membros. Refletindo este período difícil, a membresia em 1976 chegava a apenas 557 pessoas.

    Então, os King retornam ao Brasil no dia 3 de janeiro de 1978, logo antes do Concílio Anual. No segundo dia do concílio o Pr. King foi eleito Diretor de Evangelismo para o Concílio e nisto viu tanto a providência e aprovação do Plano Qüinqüenal por Deus como uma confirmação do seu retorno ao Brasil. Imediatamente, ele escolheu uma Junta de Evangelismo toda nacional que logo aprovou o Plano Qüinqüenal. Em seguida, submeteu o plano ao Concílio que também o aprovou entusiasticamente. O trabalho em 1978 consistiu em treinar os pastores nos princípios neotestamentários de evangelismo, discipulado e implantação de Igrejas; lançar o plano numa concentração conciliar em Mirandópolis com uma apresentação multimídia, e apresentar o mesmo programa em todas as Igrejas, com a valiosa ajuda do Luiz Roberto da Silva. Isto preparou o caminho para o Concílio começar a alcançar os alvos do primeiro Plano Qüinqüenal (1979-1983).

    Durante o primeiro qüinqüênio o Pr. King organizou um Festival de Evangelismo na Pan-American Cristian Academy, em Santo Amaro, com o Pr. Carlos Alberto Bezerra, então da Igreja Quadrangular como pregador, para um público de 500 Metodistas Livres. No segundo qüinqüênio, organizou uma ousada concentração na Praça da Sé em São Paulo com o desfile da C.J.C. na rua Direita, para divulgar a Igreja Metodista Livre e foram enviados os primeiros missionários para o exterior: Leda Gonçalves e Ieda Pires para Israel e a Índia respectivamente.

    As metas específicas do primeiro Plano Qüinqüenal eram (a) fortalecer as 10 Igrejas existentes e (b) dobrar a membresia do Concílio Brasileiro de 557 para 1.115 até 1983. Já no segundo Plano as metas foram: a) dobrar a membrezia de 1.115 para 2.230 até 1988, e b) estender a obra fora de São Paulo e implantar novas Igrejas.

    Não podemos nos esquecer do querido casal de missionários Lavern e Loretta Blowers que serviu no Brasil na década de 70, pastoreando com muito amor e dedicação as igrejas de Cidade Ademar e Vila Bonilha. Graças a Deus, a partir de 78, então, o Espírito Santo pode atuar e novamente a IMeL cresce e novas Igrejas são formadas, em ambos os Concílios. No Brasileiro, de 78 a 95, houve um crescimento na membresia de 298,7%, aproximadamente 17,5% ao ano. Foram organizadas 15 novas Igrejas.

    Em 1984, os King foram designados pela segunda vez para Cidade Ademar/Jardim Rey, só que nesta época esta Igreja tinha Jardim Rey como sede e Cidade Ademar como congregação. Foi durante seu ministério nesta Igreja que foi corrigida uma injustiça: dois jovens que tinham chamado para o ministério haviam sido afastados da Igreja pelo pastor anterior por causa dos seus pontos de vista sobre a renovação espiritual e os dons espirituais. Reconhecendo o grande potencial destes jovens como futuros pastores e líderes, o Pr. King começou a instruí-los juntamente com outros numa classe da Escola Dominical sobre nossa posição a respeito da renovação, fervorosa religião do coração, o significado de Pentecostes na vida da Igreja e o papel dos dons espirituais na Igreja. Os jovens voltaram a ter um papel ativo na Igreja, começaram a estudar no Seminário com bolsas, formaram-se e provaram ser pastores bem sucedidos no concílio. Os jovens eram: José Ildo Swartele de Mello e Nilson Campos P. Santos.

    Em 1986 os Thompsons voltam ao Brasil para uma segunda temporada missionária que durou até 1997. O Pr. Thompson foi designado como “Supervisor do Campo Missionário Nacional” de 86 a 89, contribuindo decisivamente no envio para as missões nacionais dos casais Wilton e Maria, para Monte Santo, Bahia, e Jeconias e Maria do Socorro, para Cajazeiras, Paraíba, que haviam sido preparados pelo Rev. King. Dentro deste processo de crescimento missionário, também foi enviada a missionária Lucila Viana para Belém do Pará a fim de se preparar para trabalhar com as tribos amazônicas.

    Em 1988 a IMeL do Brasil, ambos os Concílios, hospedou a Confraternidade Latino Americana. No inicio da década de noventa, o casal Tony e Lílian Oliveira vieram dos Estados Unidos como missionários para auxiliarem principalmente na Faculdade, onde ministraram aulas de Escatologia, Apocalipse e História da Igreja. Mas, por motivos de saúde e questões familiares permaneceram apenas alguns anos. Também por esta ocasião, o casal de pastores Raymond e Pamela Babcock também vieram como missionários e trabalharam com as Igrejas de Reimberg no Conbras e de Itapevi no Connik, e o Pr. Ray cuidou dos interesses da Missão e do trabalho de tradução e edição do Livro de Disciplina. Retornaram para os Estados Unidos no ano 2000.

    Em 1994 tivemos o privilégio de ter o Diretor de Missões na América Latina residindo em nosso país e fazendo de São Paulo a sua base, pois o Pr. Thompson foi designado para esta função, atuando em 9 países da América Latina e abrindo novos trabalhos em outros 12 países desta região. Mas, com tal sucesso neste trabalho, nós brasileiros acabamos perdendo a presença do Pr. Thompson, pois ele foi designado em 1996 como Diretor de Operações Mundiais da Missão Norte Americana, passando a trabalhar em 60 países no mundo, e indo morar em Indianápolis, Indiana, EUA. Por outro lado, ele continua envolvido no trabalho no Brasil, conseguindo e participando das visitas das equipes VISA, principalmente de Clarkston, para Ibirité, Cuiabá e Monte Santo.

    Também em 1994, o Bispo Clyde Van Valin começou a preparar as lideranças dos dois Concílios Anuais e da Faculdade para a realidade da futura emancipação do Metodismo Livre em terras brasileiras. Ele promoveu encontros entre estas lideranças, lançando as bases de uma reaproximação entre as duas alas (Concílios), com o objetivo de que ambas estabelecessem um programa conjunto para a organização do Concílio Geral Provisional Brasileiro. O Concílio Nikkei entendeu ser melhor permanecer da forma como está. Já o Concílio Brasileiro, com o crescimento constante da membresia, dos Estados alcançados, do desenvolvimento da visão missionária e evangelística, além do número de pastores e ministros leigos, caminhou firme rumo à sua autonomia.

    Neste mesmo ano, o missionário Rev. L. Daniel Owsley (filho dos missionários Clarence e Beth, que cresceu no Brasil, tornando-se pastor) e sua esposa Hope, foram para o Nordeste para auxiliar do desenvolvimento da liderança ali.

    Com os esforços dos irmãos nordestinos e o auxílio do missionário Daniel Owsley, em 1996 foi formado o Concílio Provisional do Nordeste, com as Igrejas de Monte Santo, Cajazeiras e Petrolina. Os sucessores do Bispo Van Valin, Bispos Richard Snyder e Roger Haskins, continuaram incentivando, auxiliando e orientando os dois últimos superintendentes, Pr. Dorivaldo Puerta Masson e Pr. José Ildo Swartele Mello, no caminho rumo ao Concílio Geral. Assim, em 1998 foi organizada a Comissão de Estudos para organização do Concílio Geral Provisional Brasileiro, sendo eleito o Pr. Nilson Campos P. Santos como presidente.

    Em 2000 o Concílio Anual aprovou o Plano de Expansão Nacional, onde cada Igreja Local contribui com 5% de sua arrecadação total para o caixa de Missões Nacionais. Com isto a projeção de crescimento foi superada com folga ao final de 2001 e ao chegar o fim de 2002 ultrapassou-se a projeção em 62%. De 1995 ao final de 2002, o Concílio Brasileiro passou de 2.542 membros para 6.817, ou seja, quase duas mil pessoas a mais que a projeção feita em 98, que era de 4.194 membros. Um crescimento de 168%.

    Os missionários Daniel e Hope Owsley serviram em São Paulo, Petrolina e também na região Centro-Oeste, desenvolvendo um trabalho excelente na formação de novos pastores e obreiros, através da extensão de nossa Faculdade de Teologia e também dando um grande apoio as igrejas locais, pregando e ensinando nos cultos e Escola Dominical. Estão periodicamente nas congregações e viajando para darem as matérias aos pastores e líderes dos outros estados da região.

    Com o crescimento e amadurecimento do Concílio Brasileiro em todas as áreas, em abril de 2003, o Concílio Geral Norte Americano aprovou o pedido feito pelo ConBras e chegamos ao dia 27 de novembro de 2003 quando iniciamos as sessões conciliares de instalação do Concílio Geral Provisional Brasileiro e a instalação de seu primeiro Bispo, o Pr. José Ildo Swartele de Mello, que é fruto da evangelização da IMeL no Brasil, filho da IMeL de Cidade Ademar.

    CULTO DE CONSAGRAÇÃO DO PRIMEIRO BISPO BRASILEIRO

    A noite do sábado 29 de novembro de 2003 entrou de forma marcante para a história da Igreja Metodista Livre no Brasil. Aproximadamente 3.000 pessoas compareceram ao templo da Igreja Assembléia de Deus do Bom Retiro, à Rua Afonso Pena, 560, no Bairro do Bom Retiro, na Cidade de São Paulo para adorar e louvar a Deus em virtude do Culto de Celebração pelo final da trigésima nona sessão do Concílio Anual Brasileiro e da primeira sessão do Concílio Geral Provisional Brasileiro, além da significativa cerimônia de consagração e instalação do primeiro bispo nacional da IMeL, o Rev. José Ildo Swartele de Mello. Para que alguns possam entender melhor tudo o que envolveu aquela noite de sábado, vamos voltar um pouco no tempo para acompanhar o desenvolvimento da IMeL no Brasil e da vida do Pr. José Ildo.

    Desenvolvimento da IMeL no Brasil

    A Igreja Metodista Livre surgiu nos EUA no ano de 1860 com uma mensagem contemporânea de reavivamento do método wesleyano de vida cristã numa época em que este método estava correndo o risco de se perder devido ao progressivo abandono das verdades do metodismo por parte da Igreja Metodista Episcopal. O principal reformador do metodismo wesleyano do fim do século XIX foi o Rev. Benjamim Titus Roberts que, mesmo a contragosto, liderou a organização uma nova denominação onde santidade, educação cristã, ação e assistência social, adoração fervorosa e evangelismo agressivo se fundem. Após desenvolver seu trabalho de costa a costa dos EUA, em 1880 a IMeL começou a se espalhar pelo mundo, alcançando neste ano o país vizinho – Canadá, e a partir daí terras além mar, chegando em 1895 ao Japão. Lá a Igreja se desenvolveu até que em 1928 já havia formado vários pastores em seu próprio seminário. Um desses pastores – Massayoshi (Daniel) Nishizumi – sentiu o chamado de Deus e veio ao Brasil para evangelizar seus conterrâneos que aqui estavam trabalhando nas lavouras de café do interior paulista e paranaense.

    Daniel Nishizumi implantou a IMeL em 01.11.1936 e lutou, até sua morte em 26.06.1946, para implantar o trabalho para os brasileiros, o que ocorreu em 07 de setembro de 1946. Desde então a IMeL do Brasil tem crescido sempre, passado por lutas e dificuldades, mas alcançado grandes vitórias com a bênção de Deus. O trabalho foi organizado no Brasil como um Campo Missionário. Em 1948 passa a ser o Concílio Missionário Brasileiro e, em 1954, junta-se ao trabalho no Paraguai para formar o Concílio Provisional da América do Sul. Ao chegar a 1964, este é “promovido” a Concílio Anual pleno com o nome de Concílio Anual Sul-Americano. Mas, dois anos depois chega-se à conclusão que é melhor desmembrar as três alas – paraguaia, japonesa e brasileira, para melhor desenvolvimento administrativo. Isto se mostra a chave do desenvolvimento da ala brasileira que é organizada como Concílio Anual Paulista em 1966. Anunciando sua vocação de crescimento no território nacional, o Concílio Paulista muda seu nome para Concílio Anual Brasileiro em 1971. Durante 39 anos o Concílio Anual Brasileiro trabalhou e se organizou para ganhar pessoas de todos os lugares do Brasil. Saiu do estágio de campo missionário, passando por todos os estágios pelos quais a obra metodista livre num determinado país passa, crescendo em número, maturidade e organização até poder chegar ao máximo de ser um Concílio Geral com plena autonomia.

    Mas, um último estágio ainda precisava ser cumprido: nos tornarmos Concílio Geral Provisional, no qual permaneceremos por quatro anos, organizando todo o necessário para galgarmos o último degrau. Foi a entrada neste estágio o motivo da grande celebração ocorrida em 29 de Novembro de 2003! Ao chegar neste ponto a IMeL conquistou o direito – e também o dever – de eleger um de seus pastores para supervisionar o trabalho. O mesmo foi consagrado como Bispo, passando a liderar o povo metodista livre e, principalmente, cuidando da vida espiritual da IMeL no Brasil.

    Um pouco da história do primeiro bispo brasileiro

    Mas, a quem coube a honra e a tremenda responsabilidade de liderar o povo metodista livre nesta gloriosa empreitada, que tem como única razão glorificar o nome de Deus Pai, na pessoa do Senhor Jesus e com a direção do Deus Espírito Santo? Deus sempre tem a pessoa certa para o momento certo. O texto bíblico citado repetidas vezes nas sessões conciliares deste ano e no Culto de Celebração de sábado foi 1a Coríntios 3.5-8: Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.

    Desde o primeiro momento do surgimento da IMeL no Brasil, Deus tem levantado homens e mulheres valorosos que Lhe são submissos. E coube ao Rev. José Ildo, pela providencia divina, ser a pessoa a liderar este momento de nossa amada denominação. Em 08 de agosto de 1963 nascia na cidade de São Paulo José Ildo. Filho de Frieda Swartele de Mello e Ildo Correa de Mello, que haviam freqüentado a escola de cadetes do Exército de Salvação. O menino era chamado por sua carinhosa mãe de Ildinho, e foi como Dinho que ele cresceu numa casa no alto da Rua Marques de Herval (hoje Prof. Rodolfo de Freitas), brincando nas ruas de terra do bairro de Cidade Ademar, já na divisa de São Paulo com Diadema. Aos cinco anos passou a freqüentar a Escola Bíblica Dominical na jovem IMeL de Cidade Ademar, organizada em março de 1964 pela IMeL de Mirandópolis. O pastor de então era o Rev. Edmundo Freitas, mas a Igreja era sempre visitada e auxiliada pelos missionários.

    Aos sete anos o menino que gostava de jogar bola e empinar pipa pelas ruas da vizinhança começou seus estudos na escola pública “Grupo Escolar Profa. Juventina Patrícia Santana”. Aí permaneceu até completar o Ensino Fundamental. Neste período, como infelizmente acontece com muitas crianças evangélicas, o agora adolescente Dinho, se afastou da Igreja dos 13 aos 16 anos. Quando já iniciava o Ensino Médio na “E.E. Martins Pena”, algo novo começou a ser escrito em sua vida pelo Senhor. O jovem Dinho sentiu-se convencido pelo Espírito Santo a voltar para a Igreja no momento em que tentava evangelizar um colega de escola. Já se podia antever quais seriam as áreas de predileção do futuro Bispo: evangelização, apologética, crescimento da Igreja, doutrina bíblica… Então, no dia 06 de janeiro de 1980, ele se dirigiu ao templo da IMeL de Cidade Ademar que ficava na mesma rua de sua casa para assistir a primeira Escola Bíblica Dominical do ano. O pastor Ozias Costa, na qualidade de Superintendente estava cuidando da Igreja por um mês até que o novo pastor ali chegasse. Em fevereiro deste ano, o pastor José Alves do Carmo chega do Rio de Janeiro – de São João do Meriti – para pastorear Cidade Ademar. Trazia junto consigo a família composta de um rapaz (os três mais velhos ficaram no Rio – um casado, outro na faculdade e o terceiro nas forças armadas) e seis garotas (a primeira das sete filhas, já casada, também permanecera no Rio). Dentre estas garotas uma despertou a atenção do Dinho – a bela Ana Cristina. Ele se batizou em 19 de Outubro de 1980 na imel de Cidade Ademar, no ministério do Pr. José Alves. Neste ano começou a namorar a Cristina.

    Após o seu batismo começou a se envolver nos trabalhos da Mocidade e da Escola Bíblica, o que foi ajudando-o a vencer um grande problema da infância e da adolescência: a timidez. Ele foi Diretor Esportivo, Vice Presidente e Presidente da Mocidade de Cidade Ademar/Jardim Rei. Foi professor de juniores na EBD. Na Mocidade foi desenvolvendo o dom da palavra, pregando com convicção a salvação e a santidade em Cristo Jesus. Juntamente com seu amigo Nilson Campos e com sua namorada Cristina, ele começou um trabalhado de evangelização no Colégio Martins Pena no ano de 82. Todos os dias, eles se reuniam no horário do intervalo das aulas para cantar, dar testemunho da fé e pregar a Palavra. Houve conversões. Chegaram a reunir mais de 100 pessoas. 6 pastores saíram daquele grupo evangélico de jovens, entre eles, Pr. Davi Dumas da Igreja Presbiteriana Monte Sião, Pr. Nilson Campos, superintendente do CONLESTE, e Bispo Ildo.

    Em 1983 passou um dos momentos mais difíceis de sua vida cristã quando o seu Pastor – que também era o Superintendente na ocasião – moveu uma perseguição contra todos que não criam como ele com relação à renovação espiritual e os dons espirituais. De maneira arbitrária o Pastor mandou embora da Igreja o talentoso jovem, junto com outros que compartilhavam do mesmo pensamento. Mas, rapidamente Deus interviu, e a denominação afastou aquele pastor, elegendo novo superintendente, e o Rev. C. Wesley King foi pastorear Cidade Ademar/Jardim Rey em 1984, restaurando aqueles jovens ao ministério metodista livre. Casou-se com a Cristina em 11 de Agosto de 1984 e hoje tem três filhos: Samuel, Daniel e Rafael. Em fevereiro de 1985, José Ildo começa o curso de Bacharel em Teologia na Faculdade Metodista Livre. Em outubro aceitou o desafio feito pelo Pr. Manoel Roberto Olívio que pastoreava Jardim Rey/Cidade Ademar e, junto com outros jovens de Cidade Ademar, foi reabrir o trabalho naquele bairro, que havia sido transferido para Jardim Rey. De 12 pessoas em outubro de 85 chegou-se a 60 em 87.

    Em novembro de 85, foi recebido como Candidato ao Ministério do Concílio Anual. Em 1986 pastoreou Cidade Ademar dividindo o trabalho com outro Candidato ao Ministério, Nilson Campos, sendo supervisionados pelo Superintendente distrital (ou regional), o Rev. Expedito Calixto. Em novembro de 1988 formou-se Bacharel em Teologia e foi ordenado pastor. Em 1989 aceitou o convite do Superintende da Igreja do Nazareno para trabalhar como seu auxiliar na Igreja do Nazareno de Santo André e participar do Projeto São Paulo que visava plantar 30 novas igrejas em um ano na cidade, sendo cedido “por empréstimo” pelo Concílio Brasileiro. Produzindo frutos, enfrentando desafios, teve, assim, o seu ministério confirmado pelo Senhor. Retornou à IMeL no ano seguinte, indo pastorear a Igreja de Vila Bonilha, (ver algumas fotos e um vídeo) a qual cresceu muito, reconstruiu seu templo e abriu novos trabalhos em seu ministério ali até 31 de Dezembro 1997.

    Em 1994 iniciou estudos de mestrado na Faculdade Batista de São Paulo. Em 1998 foi designado pastor da IMeL do Aeroporto, a partir de onde foi sendo eleito para posições de liderança no Concílio: em 96, Vice Superintende do ConBras e Vice Presidente da Área Sul da Confraternidade Latino Americana, Superintendente do ConBras em 1997, Presidente da Confraternidade Latino Americana em 2000 e Bispo em 2003 e, desde 2007, serve como presidente do Concílio Mundial de Bispos da Igreja Metodista Livre. O Ildinho dos pais Ildo e Frieda, o Dinho dos irmãos, amigos de infância e colegas de ministério, o Bispo José Ildo da IMeL do Brasil, ainda é professor de teologia, escatologia e evangelismo na Faculdade de Teologia Metodista Livre, pastor da Igreja Metodista Livre de Mirandópolis e Doutor em Ministério Pastoral pela Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina.

    Uma noite que ficará na história de nossas vidas

    O Bispo José Ildo abriu aquele culto com a leitura bíblica do Salmo 126. Seguiram-se momentos edificantes de louvor e adoração com cânticos congregacionais, dança litúrgica e apresentações especiais. Houve a ordenação dos Presbíteros Maria Inês e Valdir Tavares. Também se fez menção honrosa aos missionários americanos e canadenses, pioneiros na obra metodista livre, eram quatro casais. Todos já idosos, mas com uma paixão juvenil por ver almas ganhas em nosso vasto país. A alegria e o exemplo de fé destes homens e mulheres contagia quem chega perto deles. Foi maravilhoso ver ali três gerações de metodistas livres brasileiros celebrando o passado corajoso e desbravador, o presente festivo e vitorioso, e o futuro cheio de desafios e de confiança em Deus! Mas o ponto marcante foi, sem dúvida alguma, a inédita consagração de um bispo metodista livre brasileiro. De forma simples, nada pomposa, mas séria e sublime, o Bispo Roger Haskins presidiu a consagração, que consistiu em leituras bíblicas alusivas ao ofício episcopal, seguidas de ato de compromisso pelo Bispo José Ildo. Aquele menino de Cidade Ademar parecia agora um gigante que lutava para poder suportar o peso de tão grandes compromissos na obra de Deus. Nas palavras do próprio Bispo Ildo, “Senti um peso tão grande sobre mim que teve momentos em que tive que respirar bem fundo para me manter de pé. Sinto que envelheci uns 10 anos!”. Cubramos de oração nosso líder para que ele seja sustentado e capacitado pela graça de Deus ao cumprir seus votos episcopais! Terminada esta parte, o Bispo José Ildo se ajoelhou para receber a imposição de mãos do presbitério e do Bispo Haskins no momento da oração de consagração. O Bispo Haskins disse então que o Bispo Ildo poderia chamar os parentes que ele gostaria que estivessem junto a ele naquele instante. Se esforçando para controlar as emoções, ele chamou seus pais, seu sogro, Pr. José Alves do Carmo, que o batizou e seu tio, Coronel Mello, do Exército de Salvação, responsável pelo encontro que veio a unir os pais do Bispo em matrimônio. Finalmente, no seu momento mais significativo na carreira ministerial, num ato de extrema generosidade, Bispo Ildo chamou também um amigo de infância e colega de ministério para estar junto. Nas palavras desse amigo “[ele]me pegou totalmente desprevenido ao me chamar para estar ali, junto… Fiquei assustado, constrangido, alegre e tocado. Eu não fiz nada para merecer tal atitude. Seu maior momento de benção e – se não for pecado dizer – de glória, e [ele]quis compartilha-lo comigo… Eu não imaginaria outra forma mais forte me demonstrar sua amizade… Foi algo que eu ainda estou tentando assimilar. Certamente nunca esquecerei.”.

    Assim, o Bispo Haskins liderou a oração de consagração com a imposição de mãos dos presentes ali no altar, ao final da qual o Bispo Ildo, já de pé, foi investido da veste episcopal: uma toga (túnica) com estola vermelha estampada com uma cruz dourada na parte inferior das duas pontas. Em seguida, o Bispo Ildo foi apresentado ao povo. Ainda houve a manifestação de carinho da família do recém consagrado Bispo, com a leitura de uma redação do filho do meio, Daniel, e um cântico especial pelo filho mais velho, Samuel. Foi uma noite inesquecível. Deus tem honrado o trabalho de seus filhos metodistas livres em terras brasileiras.

    Assista a breve homenagem que os pastores superintendentes prestaram ao bispo por ocasião de sua consagração. https://www.youtube.com/watch?v=5Aiv5gug-1o

    Reportagem escrita pelo Pr. Nilson Campos Portugal Santos

  • O caráter de um metodista!

    De modo algum, queremos nos distinguir dos cristãos reais, qualquer que seja sua denominação, como também daqueles que, sinceramente, buscam aquilo que reconhecem ainda não possuir. Pois quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está no céu, este é meu irmão, irmão ou mãe. E assim rogo, meus irmãos, pelas misericórdias de Deus, que não sejais divididos entre vós. É o teu coração reto para comigo, assim como o meu o é para contigo? Eu nada mais pergunto. Se assim o for, dá-me tua mão. Não destruamos a obra de Deus por causa de simples termos e opiniões. Tu serves e amas a Deus? Isto é o bastante. Estendo-te a minha mão direita em sinal de comunhão. Se há qualquer consolação em Cristo, se há qualquer conforto no amor, se há comunhão no Espírito, lutemos juntos pela fé evangélica, andando de maneira digna da vocação a que fomos chamados, com toda humildade e mansidão, assim também com longanimidade. Suportemo-nos uns aos outros em amor e esforcemo-nos por manter a unidade do Espírito, no vínculo da paz, lembrando sempre que há um só corpo como também um só Espírito, pois nossa vocação está apenas em uma esperança: um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que está sobre todos, age por meio de todos e está em todos. John Wesley (Fundador do Metodismo)

    O Caráter de um Metodista

    Por John Wesley
    “Não como se eu já tivesse conseguido!”.
    1. Assim que o nome foi conhecido no mundo, muitos estavam perdidos quanto ao que significavaMetodista; quais os princípios e prática daqueles que são comumente chamados por esse nome; e quais as marcas peculiares dessa religião “a qual tem sido, em todos os lugares, falado contra”.
    2. E, sendo, geralmente, acreditado que, eu era capaz de dar um relato esclarecedor dessas coisas, (já que eu tenho sido um dos primeiros a quem esse nome foi dado, e a pessoa, pela qual as demais supõem que ele esteja direcionado), eu tenho sido chamado, de todas as formas, e com a mais extrema seriedade, a assim proceder. Eu me rendo, pelo menos, à importunidade contínua, tanto de amigos quanto de inimigos; e agora faço o mais claro relato que eu posso, na presença do Senhor e Juiz dos céus e da terra, sobre os princípios e prática, por meio dos quais, aqueles que são chamados Metodistas são distinguidos de outros homens.
    3. Eu digo aqueles que são chamados Metodistas; porque, deixe isso ficar, bem observado, esse não é um nome que eles pegaram para si mesmos, mas um fixado sobre eles, através do caminho da reprovação, sem a aprovação ou consentimento deles. Ele foi, primeiro, dado a três ou quatro jovens de Oxford, por um estudante da Igreja de Cristo; em alusão aos Physicians (médicos), assim chamados, que ensinavam que todas as doenças podiam ser curadas através de um método específico de dieta e exercícios, tanto quanto da observação deles de um método mais regular de estudo e comportamento, do que aquele que era usual aos da mesma idade e situação deles.
    4. Eu poderia regozijar-me (tão pouco ambicioso eu sou para ser o mentor de qualquer doutrina ou partido), se esse nome nunca mais fosse mencionado, mas fosse queimado no esquecimento eterno. Mas se isso não pode ser, que, pelo menos aqueles que irão usá-lo, saibam o significado da palavra que eles usam. Não permita que lutemos sempre na escuridão. Venham, e nos deixe olhar, uns aos outros, na face. E, talvez, alguns de vocês que odeiam aquilo do qual eu sou chamado, possam amar aquilo que eu sou, pela graça de Deus; ou melhor, o que “eu sigo, se eu compreender que, através disso, eu também sou compreendido de Cristo Jesus”.

    O Caráter de Um Metodista

    1. As marcas peculiares de um Metodista não são as opiniões dele de qualquer tipo. Sua concordância a esse ou aquele sistema religioso; ele abraçar algum grupo particular de idéias, sua adesão ao julgamento de um homem ou de outro, estão todos, completamente, longe do ponto. Quem quer que, entretanto, imagine que um Metodista seja um homem desse tipo, ou dessa opinião, é, grosseiramente, ignorante de toda a questão; ele se equivoca da verdade, totalmente. Nós acreditamos, realmente, que “toda Escritura é dada pela inspiração de Deus”; e onde nós somos distinguidos dos judeus, turcos, e infiéis. Nós acreditamos que as palavras escritas de Deus sejam regra única e suficiente, tanto de fé como de prática cristã; e onde nós, fundamentalmente, somos distinguidos daqueles da Igreja Católica. Nós acreditamos que Cristo seja o Deus eterno e supremo; e onde nós somos diferenciados dos “Socianians” e Arianos. Mas, com respeito a todas as opiniões, que não colidem com a raiz do Cristianismo, nós pensamos e deixamos pensar. De modo que, o que quer que eles sejam, se certos ou errados, eles não são as marcas distintas de um Metodista.
    2. Nem são as palavras ou frases de qualquer tipo. Nós não colocamos nossa religião, ou qualquer parte dela, sendo atada a qualquer modalidade peculiar de falar, grupo fantástico ou incomum de expressões. Diante de outros, nós preferimos as palavras mais óbvias, fáceis e comuns, tanto nas ocasiões costumeiras, como quando falamos das coisas de Deus. Nós nunca, entretanto, de boa-vontade, ou intencionalmente, desviamos da maneira de falar mais usual; a menos, quando nós expressamos as verdades bíblicas, nas palavras bíblicas, as quais, nós presumimos, nenhum cristão irá condenar. Nem nos afligimos a usar quaisquer expressões particulares das Escrituras, mais freqüentemente, do que outras, a menos que elas sejam usadas, mais amiúde, pelos próprios escritores inspirados. De maneira que é um erro grosseiro colocar as marcas de um Metodista em suas palavras, como, nas opiniões de toda espécie.
    3. Nem nós desejamos ser distinguidos por ações, costumes, ou usos, de uma natureza imparcial. Nossa religião não se coloca fazendo o que Deus não tem se alegrado, ou abstendo-se daquilo que ele não tem proibido. Ela não se coloca na forma de nossos trajes, na postura de nossos corpos, ou na cobertura de nossas cabeças; não ainda, em nos abster do casamento, ou de carnes e bebidas, as quais são boas, se recebidas com ações de graça. Entretanto, nem irá homem algum, que conhece, a respeito do que ele afirma, fixar as marcas do Metodista aqui —, em alguma ação e costume, puramente, indiferente, indeterminado pela palavra de Deus.
    4. Nem, ultimamente, ele é distinguido por colocar toda a tensão da religião em alguma parte singular dela. Se você disser: “Sim, é, porque ele pensa ‘que nós somos salvos pela fé somente’”: Eu respondo: Você não entendeu as condições. Através da salvação ele quer dizer santidade de coração e vida. E isso ele afirma brotar da fé verdadeira apenas. Pode algum cristão comum negar isso? É isso que está colocando uma parte da religião para um todo? “Nós, então, podemos invalidar a lei através da fé? Deus proíbe! Sim, nós firmamos a lei”. Nós não colocamos o todo da religião (como muitos fazem, Deus sabe), em não fazendo mal algum, ou em fazendo o bem, ou em usando as ordenanças de Deus. Não, não em todas elas, juntas; em que nós sabemos, por experiência, que um homem pode trabalhar muitos anos, e, ao fim, não ter religião; não mais do que ele tinha no começo. Muito menos, em qualquer um desses; ou, e pode ser, em um pedaço de algum deles: como ela que se acredita uma mulher virtuosa, apenas porque ela não é uma prostituta; ou ele que sonha que é um homem honesto, meramente, porque ele não rouba ou furta. Possa o Senhor Deus de meus pais, preservar-me de tal religião pobre e faminta como essa! Fossem essas as marcas de um Metodista, eu logo escolheria ser um sincero judeu, turco ou pagão!
    5. “Qual, então, é a marca? Quem é um Metodista, de acordo com o seu próprio relato?” Eu respondo: Um Metodista é aquele que tem “o amor de Deus derramado por todo seu coração, pelo Espírito Santo dado a Ele”; alguém que “ama o Senhor seu Deus com todo seu coração, e com toda sua alma, e com toda sua mente, e com todas as suas forças. Deus é a alegria em seu coração, e o desejo de sua alma; a qual está, constantemente, clamando: Quem eu tenho, nos céus, a não ser a ti? Não há ninguém sobre a terra que eu deseje, além de Ti! Meu Deus e meu tudo! Tu és a força de meu coração, e minha porção para sempre!”.
    6. Ele é, contudo, feliz em Deus, sim, sempre feliz, como tendo nele, “um poço de água, fonte da vida eterna”, e transbordando sua alma com paz e alegria. “Amor perfeito”, tendo agora, “lançado fora o medo”, ele “se regozija sempre mais”. Ele “se regozija, sempre, no Senhor”, sempre “no Deus, seu Salvador”; e, no Pai, “através de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem ele tem agora recebido a redenção”. “Tendo” encontrado a “redenção, através de seu sangue, o perdão de seus pecados” ele não pode deixar de se regozijar, sempre que ele olha para trás, para a cova horrível, de onde ele foi liberto; quando ele vê “todas as suas transgressões e iniqüidades apagadas, como uma nuvem”. Ele não pode deixar de se regozijar, quando ele olha para as condições em que ele está agora; “sendo justificado, livremente, e tendo paz com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo”. Porque “ele que acredita, ter o testemunho” disso “em si mesmo”; sendo agora o filho de Deus, pela fé. “Porque ele é um filho, Deus tem enviado adiante o Espírito de seu Filho, no seu coração, clamando: Abba, Pai!”. E “o próprio Espírito é testemunha com seu espírito de que ele é um filho de Deus”. Ele se regozija também, quando ele olha, para frente, “na esperança da glória que deve ser revelada”; sim, essa sua alegria é completa, e todos os seus ossos clamam: “Abençoado seja Deus, e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, de acordo com sua abundante misericórdia, tem me recriado na esperança viva — da herança incorruptível, inviolável, e que não se desvanece, reservada, nos céus, para mim!”.
    7. E ele que tem sua esperança, assim “cheia da imortalidade, em todas as coisas, agradece”; como sabendo que (o que quer que elas sejam) “é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, concernente a ele”. Dele, no entanto, ele, carinhosamente, recebe tudo, dizendo: “Boa é a vontade do Senhor”; e se o Senhor dá ou tira, igualmente, “glorifica o Seu nome”. Porque ele tem “aprendido, em qualquer condição que esteja, nesse momento, estar contente”. Ele sabe “ambos, como ser humilhado, e como estar em abundância. Em todo o lugar, e em todas as coisas, ele está instruído a estar saciado e a estar faminto; a estar em abundância e a sofrer necessidade”. Se, no bem estar físico, ou na dor; na doença ou na saúde, na vida ou na morte, ele agradece das profundezas de Seu coração a quem ordena isso para o bem; sabendo que como “todo dom agradável vem do alto”, então, nada, a não ser o bem pode vir do Pai das luzes, daquele, em cujas mãos ele tem, completamente, colocado seu corpo e alma, como nas mãos do Criador fiel. Ele tem, então, “cuidado” (ansiosamente, ou despreocupadamente) “de nada” tendo “colocado todas as suas preocupações Nele que cuida por ele”, e “em todas as coisas” descansa Nele, depois “de fazer seu pedido conhecido a Ele com ações de graças”.
    8. Porque, realmente, ele “ora, sem cessar”. É dado a ele “sempre orar, e não fraquejar”. Não que ele esteja sempre na casa de oração; embora ele não negligencie a oportunidade de estar lá. Nem que ele esteja sempre de joelhos, apesar de estar, freqüentemente, ou com seu rosto diante do Senhor seu Deus. Nem ainda ele está sempre clamando alto para Deus, ou o chamando em palavras: Muitas vezes, “o Espírito intercede por ele, com gemidos que não podem ser exprimidos”. Mas todo o tempo, a linguagem do seu coração é esta: “Tu, esplendor da glória eterna, junto a ti está meu coração, embora sem voz, e meu silêncio fala junto a ti”. E essa é a verdadeira oração, e apenas essa. Mas seu coração está sempre erguido para Deus, todo o tempo, e em todos os lugares. Nisso, ele nunca é obstruído, muito menos, interrompido, por qualquer pessoa ou coisa. Sozinho ou acompanhado, nos momentos de folga, no trabalho, ou conversando, seu coração está sempre com o Senhor. Se ele se deita, ou se levanta, Deus está em seus pensamentos; ele caminha com Deus, continuamente, tendo o olho do amor de sua mente, ainda fixado Nele, e em todo o lugar, “buscando a Ele que é invisível”.
    9. E, enquanto isso, ele, desse modo, sempre exercita seu amor a Deus, orando, sem cessar, regozijando-se, sempre mais, e em todas as coisas dando graças; seus mandamentos estão escritos em seu coração: “Que, ele, que ama a Deus, ame ao seu irmão, também”. E ele, concordantemente, ama seu próximo, como a si mesmo; ele ama cada homem, como sua própria alma. Seu coração está cheio de amor para com toda a humanidade, para com todos os filhos do “Pai de todos os espíritos de toda a carne”. Que um homem não lhe seja conhecido, pessoalmente, não é barreira alguma a seu amor; não, nem àquele que ele não aprova que recompense sua boa-vontade com ódio. Porque ele “ama seus inimigos”; sim, e os inimigos de Deus, “o mau e o mal agradecido”. E se não está em seu poder “fazer o bem a quem o odeia”, ainda assim, ele não cessa de orar por eles, embora eles continuem a rejeitar seu amor, e ainda “maliciosamente, o usem e o persigam”.
    10. Porque ele é “puro de coração”. O amor de Deus tem purificado seu coração de toda paixão vingativa, da inveja, malícia e ira, de todo temperamento indelicado ou afeição maligna. Isso o limpou do orgulho e altivez de espírito, de quem, sozinho, emana contenda. E ele agora está “cheio de misericórdia, delicadeza, humildade de mente, brandura, e longanimidade”: De modo que ele “abstém-se e perdoa, se ele tem alguma disputa com alguém; assim como Deus, em Jesus Cristo, o perdoou”. E, realmente, todo possível motivo para contenda, de sua parte, é extremamente, cortado fora, Porque ninguém pode tirá-lo do que ele deseja; vendo que ele “ama não o mundo, nem coisa alguma dele”; sendo agora “crucificado para ele, e o mundo crucificado nele”; sendo morto para tudo o que nele está, para “a cobiça da carne, a cobiça dos olhos, e o orgulho da vida”. Porque “todo seu desejo está em Deus, e na lembrança de Seu nome”.
    11. De acordo com esse seu único desejo, é o único objetivo de sua vida, ou seja, “não fazer a sua própria vontade, mas a vontade Dele que o enviou”. Sua única intenção todo esse tempo e, em todas as coisas não é, agradar a si mesmo, mas a Ele que a sua alma ama. Ele tem um único olho. E, porque “seu olho é único, todo seu corpo é cheio de luz”. De fato, onde o olho de amor de sua alma é, continuamente, fixo em Deus, não pode haver escuridão, afinal, “mas o todo é luz; como quando a luz brilhante da vela ilumina a casa”. Deus, então, reina sozinho. Tudo o que está na alma é santidade para o Senhor. Não há um movimento em seu coração, a não ser o que está de acordo com a Sua vontade. Cada pensamento despertado aponta para Ele, e está em obediência à lei de Cristo.
    12. E a árvore é conhecida por seus frutos. Porque como ele ama a Deus, então ele guarda seus mandamentos; não apenas alguns, ou a maioria deles, mas todos, do menor ao maior. Ele não está satisfeito em “manter a lei toda, e ofender em um ponto”; mas ele tem, em todos os pontos, “a consciência, sem ofensa, para com Deus e para com o homem”. O que quer que Deus tenha proibido, ele evita; no que quer que Deus tenha se alegrado, ele faz; e mesmo que isso seja pequeno ou grande, difícil ou fácil, jubiloso ou doloroso, para a carne. Ele “executa os mandamentos de Deus”, agora que ele tem o coração livre. É sua glória, então, fazer isso; é sua coroa de regozijo, diariamente, “fazer a vontade de Deus sobre a terra, como ela é feita nos céus”; sabendo que é o mais alto privilégio dos “anjos de Deus, daqueles que se sobressaem, em força, para cumprir Seus mandamentos, e escutar atentamente a voz de Sua Palavra”.
    13. Todos os mandamentos de Deus, ele, concordantemente, mantém, e isso, com todo sua força. Porque sua obediência está em proporção ao seu amor, a fonte de onde isso flui. E, por conseguinte, amando Deus com todo seu coração, ele serve a ele com toda sua força. Ele, continuamente, apresenta sua alma e seu corpo, como um sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus; inteiro e sem reservas, devotando a Ele, tudo o que tem, tudo o que é, para sua glória. Todos os talentos que ele tem recebido, ele, constantemente, emprega, conforme a vontade do Mestre; cada poder ou faculdade de sua alma, cada membro de seu corpo. Uma vez, ele “consentiu que eles fossem instrumentos da iniqüidade, para o pecado”, mas, agora “tendo nascido dos mortos, ele consente” que todos eles “sejam instrumentos da retidão para Deus”.
    14. Por conseqüência, o que quer que ele faça, é tudo para a glória de Deus. Em toda sua ocupação, de toda a espécie, ele não apenas concentra seus esforços, (que implica em ter um único olho), mas, atualmente, ele consegue isso. Suas ocupações, ou suas horas de repouso, tanto quanto suas orações, tudo serve a esse grande fim. Se ele está sentado em sua casa, ou caminhando; se ele se deita, ou levanta, ele está promovendo, em tudo que fala ou faz, a única ocupação de sua vida; se ele coloca seus trajes, ou trabalha, ou come e bebe, ou se diverte do trabalho exaustivo, isso tudo tende ao crescimento da glória de Deus, pela paz e boa-vontade entre os homens. Sua única e invariável regra é essa: “O que quer que seja feito, em palavra ou ação, fazer tudo, no nome de Nosso Senhor Jesus, dando graças a Deus e ao Pai por ele”.
    15. Nem os costumes do mundo, afinal, o impedem de “correr a corrida que está colocada diante dele”. Ele sabe que os maus hábitos não perdem sua natureza, embora sempre se tornem tão na moda; e lembra que “todo homem deverá dar um relato de si mesmo a Deus”. Ele não pode, por conseguinte, “seguir” mesmo a “multidão para fazer o mal”. Ele não pode “passar, suntuosamente, bem, todos os dias”, ou “fazer provisão, para a carne se encher de cobiça, depois disso”. Ele não pode “deitar tesouros na terra”, não mais do que ele pode botar fogo em seu próprio peito. Ele não pode “adornar a si mesmo”, por qualquer pretensão, “com ouro ou trajes suntuosos”. Ele não pode tomar parte, ou encorajar alguma diversão que tenha a menor tendência ao vício de qualquer espécie. Ele não pode “falar mal” de seu próximo, nada mais do que ele pode mentir, tanto para Deus quanto para o homem. Ele não pode expressar uma palavra indelicada de alguém; por amor, ele mantém fechados seus lábios. Ele não pode dizer “palavras vãs”; “nenhuma comunicação corrupta” deverá “sair de sua boca, como todas aquelas que não são boas para o uso da edificação”, não “adequadas para ministrar graça aos ouvintes”. Mas “por mais que as coisas sejam puras, por mais que sejam amáveis, por mais que sejam”, justamente, “de boa reputação”, ele pensa, ele fala, ele age, “adornando o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, em todas as coisas”.
    16. Por último. Sempre que pode, ele “faz o bem a todos os homens”; seu próximo, e estranhos; amigos e inimigos: e de toda a forma possível; não apenas aos seus corpos, “alimentando o faminto, vestindo o nu, visitando aqueles que estão doentes ou na prisão”; mas, muito mais, ele trabalha para o bem da alma deles, com a capacitação que Deus lhe deu, para acordar aqueles que dormem na morte; trazer os que estão acordados para o sangue reparador, que, “sendo justificado pela fé, eles podem ter paz com Deus”; e provocar aqueles que têm paz com Deus, para abundar ainda mais em amor e boas obras. E ele, de boa-vontade, “passa e vai passar nisto”, mesmo “para ser oferecido no sacrifício e serviço da fé deles”, de maneira que eles possam “todos chegar na medida e na estatura da plenitude de Cristo”.
    17. Esses são os princípios e práticas de nossa religião; essas são as marcas de um verdadeiroMetodista. Por meio dessas apenas, aqueles que estão, no ridículo, assim chamado, desejam ser distinguidos de outros homens. Se algum homem disser, “Mas esses são apenas os princípios comuns fundamentais do Cristianismo!”. Tu o disseste; então, eu concordo; essa é a própria verdade; eu sei que não existem outras; e eu gostaria, em Deus, que tu e todos os outros homens soubessem que eu, e todos os que seguem meu julgamento, recusam-se, veementemente, a serem distinguidos de outros homens, a não ser pelos princípios comuns do Cristianismo — o claro, e velho Cristianismo que eu ensino, renunciando e abominando todas as outras marcas de distinção. E a quem quer que eu pregue, (deixe-o ser chamado, pelo que ele deseja, porque nomes não mudam a natureza das coisas), ele é um cristão, não apenas no nome, mas, no coração e na vida. Ele está, interiormente e exteriormente, em conformidade com a vontade de Deus, como revelada, nas palavras escritas. Ele pensa, fala, e vive, de acordo com o método estabelecido, na revelação de Jesus Cristo. Sua alma está renovada, na busca da imagem de Deus, na retidão, e em toda santidade verdadeira. E tendo a mente que estava em Cristo, ele, então, caminha como Cristo também caminhou.
    18. Por essas marcas, por esses frutos da fé viva, nós trabalhamos para distinguir a nós mesmos do mundo descrente, de todas aquelas mentes ou vidas que não estão de acordo com o Evangelho de Cristo. Mas dos cristãos reais, quaisquer que sejam as denominações deles, nós, sinceramente, não desejamos ser distinguidos, afinal; não daqueles que, sinceramente, buscam o que eles sabem que eles ainda não têm obtido. Não: “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, o mesmo é meu irmão, e irmã, e mãe”. E eu imploro a vocês, irmãos, pela misericórdia de Deus, que nós não sejamos, de modo algum, divididos, entre nós mesmos. Está teu coração comigo, como o meu está contigo? Eu não farei mais perguntas. Se assim for, dê-me tua mão. Por opiniões ou termos, não nos deixe destruir o trabalho de Deus. Tu amas e serve a Deus? É o suficiente. Eu dou a você a mão direita do companheirismo. Se existe algum consolo em Cristo, se existe algum conforto de amor, se alguma amizade do Espírito; se existe misericórdia; permita que nós nos esforcemos, juntos, pela fé do Evangelho; caminhando dignos da vocação, pela qual, nós fomos chamados; com toda humildade e brandura, com longanimidade, tratando com clemência, um ao outro, no amor, esforçando-nos para manter a unidade do Espírito, nos laços da paz; lembrando que há um corpo, e um Espírito, mesmo quando somos chamados com uma esperança de nosso chamado; “um Senhor, uma fé, um batismo; um Deus e Pai de todos, que está acima de tudo, e através de tudo, e em você todo”.
    Tradução Izilda Bella

  • A jornada do cristão neste mundo

    A Jornada Cristã

    O Alvo da Jornada Cristã

    §3000 As Escrituras afirmam que o propósito Deus para a humanidade, desde antes da criação, é que nós sejamos “santos e irrepreensíveis perante Ele em amor” (Efésios 1:4-ARA; 1ª Timóteo 2:4). O propósito de Deus existe desde o vazio. Antes mesmo da Criação, Seu propósito se realizou na pessoa do Filho, Jesus Cristo (Efésios 1:4; 2Timóteo 1:9). A vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo são uma clara declaração de Deus da origem, propósito e alvo que Ele tem para a humanidade. Porque “nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Efésios 1:9-10).

    A jornada cristã é uma parte deste plano, estabelecido em Cristo. A jornada cristã somente é possível por causa do eterno propósito de Deus, a redenção que Ele fez por nós em Cristo e a viva presença de Seu Espírito em nossas vidas.

    Devido ao plano de Deus, a meta da jornada cristã é “sermos um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” (Efésios 4:13). O alvo da jornada cristã nesta vida é que nós devemos crescer em maturidade à semelhança de Cristo. Quando nós entrarmos na vida do porvir, nossa viagem estará completa porque aí o Senhor completará em nós a Sua imagem e semelhança, de um modo mais pleno do que é possível enquanto estamos na vida terrena: “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é” (1ª João 3:2).

    Então, nós, como metodistas livres afirmamos com a Palavra de Deus que a própria meta para nossa vida cristã é esta maturidade à semelhança de Cristo que a Bíblia descreve como santidade e retidão (Mateus 5:6; 1ª Pedro 1:16). Nós reconhecemos que isto só é possível por causa da graça que Ele provê tão ricamente.

    Conteúdo

    §3010 Este capítulo do Livro de Disciplina tem a intenção de descrever alguns aspectos significativos do entendimento metodista livre sobre a jornada cristã. A intenção é promover em nossas Igrejas uma compreensão do caminho da salvação, do caráter cristão e das respostas cristãs aos problemas modernos. Ele também contém alguns recursos para o discipulado cristão. Este capítulo tem as seguintes seções:

    A primeira seção descreve o caminho da salvação, incluindo o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito, torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo.

    A segunda seção é uma descrição do caráter cristão genuíno e das disciplinas espirituais que alimentam e sustentam a vida cristã.

    A terceira seção remete à resposta cristã a certos assuntos urgentes que são parte da vida cristã no mundo moderno e que se relacionam com Deus, conosco mesmos e com outras pessoas.

    A quarta seção contém recursos para as Igrejas locais, para ajudá-las a conduzir as pessoas em um processo de discipulado rumo à maturidade em Cristo.

    O Caminho da Salvação

    §3100 Esta seção, sobre o caminho da salvação, descreve o padrão metodista livre de ensino sobre a doutrina bíblica da salvação. Estes parágrafos são uma elaboração do que é afirmado nos Artigos de Religião – Salvação (veja §114-120).

    Esses parágrafos representam nosso entendimento do claro ensino da Bíblia sobre o processo pelo qual Deus, através da ação do Seu Espírito torna possível aos seres humanos pecadores entrar na jornada cristã e crescer na maturidade em Cristo. O caminho da salvação é o trajeto que Deus nos preparou para iniciarmos a jornada cristã e crescermos na fé.

    O caminho da salvação inclui: a iniciativa graciosa de Deus para a salvação, o despertamento para Deus, o arrependimento, a fé, a certeza da salvação, a consagração e a santificação.

    A Iniciativa Graciosa de Deus para a Salvação

    §3110 Em amor, Deus providenciou graciosamente a salvação para toda a humanidade. Deus é amor. Jesus, o eterno Filho de Deus, foi enviado pelo Pai como uma expressão do amor de Deus para o mundo. A cruz demonstra a extensão do amor de Jesus por todos. O amor de Deus é plenamente expresso ao mundo através do ministério do Espírito Santo. Somente aqueles que respondem em arrependimento e fé podem experimentar a Sua graça como uma realidade salvadora.

    A vida cristã pode ser conscientemente experimentada porque ela é um relacionamento interpessoal – o Deus pessoal e os seres humanos criados à Sua semelhança. Todas as pessoas são confrontadas por esse Deus pessoal, mas a conseqüência desse confronto é afetada pela resposta de cada pessoa.

    Deus trata a todos como pessoas livres e responsáveis. Por isso, Ele não somente torna Sua graça acessível, esperando nossa livre resposta, mas também revela a Si mesmo e torna conhecida a Sua vida a todo que põe nEle a sua confiança. O relacionamento redentor com Jesus Cristo é experimentado como uma ação consciente do Seu amor e comunhão.

    Aqueles que são justificados pela fé experimentam a paz de Deus. Quando o Seu Espírito vem ao coração, há alegria. A presença interior do Espírito Santo é a garantia de nosso relacionamento com Deus como Seus filhos queridos.

    O Despertamento para Deus

    §3120 As Escrituras ensinam que por natureza os humanos são corruptos em todo aspecto de sua natureza e se afastaram para longe da retidão original. Além da depravação comum em tudo por causa da Queda, existem os efeitos escravizadores dos pecados cometidos. Somos incapazes, por nós mesmos, de irmos a Deus, mas Deus em Sua graça alcança a cada pecador.

    Deus toma a iniciativa de tornar os pecadores cientes das suas necessidades, usando Sua Palavra, a revelação em Jesus Cristo, a proclamação do Evangelho pela Igreja, o testemunho das pessoas e as circunstâncias da vida. Por tais meios, o Espírito Santo desperta os pecadores para suas necessidades e para a verdade do Evangelho (Jo 16:8,13). Despertados, os pecadores precisam responder, rejeitando o chamado de Deus ou voltando-se para Ele em arrependimento e fé.

    Arrependimento e Restituição

    §3130 Despertadas pelo Espírito Santo para reconhecer sua condição de perdidas diante de Deus, as pessoas podem se dirigir a Ele. Como “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3:23), todos precisam se arrepender para estabelecer um relacionamento correto com Deus.

    O arrependimento pede uma mudança sincera e completa de pensamento. Arrepender é virar as costas ao pecado com genuína tristeza e voltar-se para Deus em confissão e submissão. A pessoa é envolvida integralmente: mente, sentimento e vontade. O arrependimento é mais do que sentir remorso pelo mal praticado ou tristeza por ter sido flagrado no pecado. É uma tristeza pessoal por ter pecado contra Deus. O arrependimento exige uma transformação e abandono radicais da vida de pecados para uma sincera busca a Deus.

    O arrependimento sincero conduz à renovação moral, freqüentemente evidenciada pela restituição – o esforço para corrigir os danos causados pela conduta pecaminosa, sempre que for possível. Atos de restituição, como no caso de Zaqueu, são certamente frutos dignos de arrependimento (Lucas 3:8). Entretanto, nem o arrependimento, nem a restituição salvam. A salvação é pela fé em Cristo (Romanos 5:1).

    Confiança / Fé

    §3140 Confiança ou fé, é a dependência incondicional de Deus (2ª Coríntios 3:4-5; 1ª Timóteo 4:10). Confiar inclui a plena aceitação das promessas de Deus, a completa dependência do sacrifício de Cristo para a salvação e uma aliança incondicional com a vontade de Deus. A graça e as bênçãos de Deus estão abertas àqueles que se voltam para Ele com plena confiança na Sua integridade, amor e poder.

    Os cristãos experimentam o cuidado amoroso de Deus e a Sua direção ao confiarem nEle e O seguirem (Efésios 3:12). Quando eles pensam que são auto-suficientes, frustram-se ao tentar fazer por si mesmos aquilo que Deus quer fazer por eles. A auto-suficiência é incompatível com a perfeita confiança (1ª Timóteo 6:17).

    Certeza de Salvação

    §3150 Deus dá certeza de salvação e paz no coração a todos que se arrependem e põem sua fé em Cristo (Romanos 5:1). O Espírito Santo testifica aos seus próprios espíritos que seus pecados foram perdoados e que foram adotados na família de Deus (Romanos 8:16).

    Os cristãos têm paz com Deus através de Jesus Cristo porque a sua culpa é retirada e o temor do julgamento removido (Hebreus 6:11; 10:22). Deus continua a dar segurança aos crentes por meio das Escrituras, da presença consciente do Espírito Santo, do amor e da comunhão com outros cristãos (1ª João 3:14).

    Consagração

    §3160 Deus chama o Seu povo para que ele seja separado para a Sua vontade e propósito (Romanos 6:13; 12:1). O que é assim separado, é considerado consagrado, santo.

    Todos os cristãos são chamados para serem santos e irrepreensíveis diante de Deus em amor (Efésios 5:27). Cristo exige que Seus discípulos O sigam com a mente e com o espírito (Romanos 7:24-25). Para os cristãos darem um testemunho eficaz no mundo, eles precisam se distinguir pela justiça, paz, alegria, fé, esperança e amor (João 13:35; 14:15; Gálatas 5:22-24). Deus deseja um povo especial para a Sua obra (Salmo 100:2; Mateus 16:24; João 17:17, Romanos 8:6-9; 14:17). Quando os cristãos seguem sinceramente a Cristo e ouvem ao Espírito Santo conforme Ele fala nas Escrituras, eles devem sentir a necessidade de purificação do pecado interior. Devem desejar sinceramente serem cheios com o amor de Deus e terem um maior relacionamento com Cristo que satisfaça a sua mais profunda necessidade interior e os capacite a servir e a obedecer ao Senhor (Atos 1:8; 1ª Coríntios 13:13; 14:1; Efésios 5:1-2:14).

    Os cristãos precisam consagrar-se a Deus e submeterem suas vontades à vontade do Pai Celeste (Mateus 19:21). Aquele que deseja a santificação interior precisa negar-se a si mesmo, carregar a cruz e seguir a Cristo. A devoção a si mesmo é idolatria. Um cristão que está dividido em sua lealdade não pode servir a Deus vitoriosa e constantemente. A preeminência deve ser dada a Cristo. Ele deve ser o Senhor da vida do cristão.

    Portanto, para abrir-se para a obra santificadora do Espírito Santo, os crentes precisam entregar-se a Deus sem reservas, incondicionalmente. Devem livremente submeter tudo aos propósitos de Deus e devotar todo desejo e ambição ao serviço de Cristo, e não a si próprios (Colossenses 3:8-13). Os cristãos não podem ser libertos do domínio do pecado enquanto permitirem que o ego reine em suas vidas. Não se pode servir a dois senhores (Mateus 6:24).

    Santificação

    §3170 Cristo entregou-Se a Si mesmo “até à morte” para a purificação de Sua Igreja (Efésios 5:25-27; Hebreus 13:12). Os discípulos são chamados para serem santos (2ª Coríntios 7:1; 1ª Pedro 1:15-16). Na redenção, Cristo providenciou que os crentes fossem inteiramente santificados (Hebreus 9:13-14; 10:8-10). Conseqüentemente, Paulo ora “Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso” (1ª Tessalonicenses 5:23-24). A santificação inicia na regeneração. Ela continua durante toda a vida do crente, enquanto o crente coopera com o Espírito. Um relacionamento mais profundo com Cristo é possível quando o crente é completamente purificado no coração (Salmo 51:5-13; 1ª João 1:5-2:1).

    Deus, o Espírito Santo, é o Santificador (1ª Tessalonicenses 4:7-8; 2ª Tessalonicenses 2:13; 1ª Pedro 1:2). Entrando na vida do cristão na conversão, Ele o enche com a Sua presença incomparável quando a consagração do cristão é completa, purificando o coração e capacitando para testemunhar e servir (João 3:5; Atos 1:8; Romanos 8:9; Gálatas 3:3). Ele derrama o incomparável amor de Deus no coração e vida do cristão (Romanos 5:5; 1ª João 4:12-13).

    Ao aceitarem por fé a promessa de Deus, os crentes entram num relacionamento mais profundo com Cristo (Romanos 8:14-17; 2ª Coríntios 7:1; Gálatas 2:20; 4:6-7). Tornam-se capazes de amar a Deus com todo seu coração, alma, força e mente, e ao seu próximo como a si mesmos (Mateus 22:37-40; Gálatas 5:25-6:2). Eles conhecem uma plena entrega interior à vontade de Deus e suas vidas são transformadas de uma vida de conflito interno com o pecado para uma feliz obediência (Romanos 12:1-2; Gálatas 5:16-25).

    A santificação interior purifica os cristãos do pecado e os livra da auto-idolatria (1ª Coríntios 3:16-17; 6:15-20; 1ª Pedro 3:2-3). Quando eles são purificados, não se tornam perfeitos em desempenho, mas em amor (Mateus 5.43-48; Hebreus 6:1; 12:14; 1ª João 4:12-13).

    O Caráter Cristão Genuíno

    §3200 Essa seção descreve como um genuíno caráter cristão pode crescer. Essa afirmação tem suas raízes nas Escrituras e nas descrições clássicas da vida cristã através dos séculos. John Wesley, fundador do Metodismo, escreveu descrições semelhantes em “Uma Clara Avaliação do Cristianismo Genuíno” e “O Caráter de um Metodista”. O caráter cristão começa com a vida no Espírito e é mantido pelas disciplinas espirituais da vida cristã.

    Os cristãos têm um novo relacionamento com Deus e uma nova vida em Cristo pelo poder do Espírito Santo. Nos novos crentes, a alegria dessa nova vida em Cristo pode por um tempo obscurecer a necessidade do crescimento em Cristo. Depois de algum tempo, pessoas cristãs podem se tornar complacentes consigo mesmas. Por isso, todo cristão precisa escolher entre crescimento e declínio.

    Essa seção descreve algumas das disciplinas espirituais que são essenciais aos cristãos. Através do exercício destas e de outras disciplinas espirituais, os cristãos em crescimento se tornarão cada vez mais sensíveis ao bem e ao mal, aprendendo a sempre distinguir entre eles. O Espírito Santo os guiará em harmonia com as Escrituras. Cristãos em crescimento aprendem a estar atentos às instruções do Espírito e assim podem resistir à tentação e responder ao chamado de Deus para uma vida superior.

    Oração

    §3210 A oração é um meio indispensável de crescimento à semelhança de Cristo. Na oração o cristão fala e escuta, confessa e adora, pede e agradece. A oração deve ser como uma conversa, evitando frases e entoações artificiais. A oração sincera muda o suplicante e, freqüentemente, as circunstâncias (Tiago 5:16). A Bíblia ensina que as orações individuais e em grupo são eficazes para aqueles que estão em Cristo. A oração nos leva além de nós mesmos e enfatiza a nossa dependência de Deus. A oração e o estudo da Bíblia devem ser habituais, sem se transformarem em meros rituais (Salmo 10:5, 119:11).

    Estudo da Palavra

    §3220 A Bíblia é a nossa fonte para descobrir como podemos crescer. A Bíblia é o “manual de crescimento” do cristão. Ela deve ser tomada seriamente como a autoridade final para nossas vidas; portanto, deve ser lida e diligentemente estudada para ser entendida. Deus falará aos cristãos em crescimento através das suas páginas se eles estiverem atentos. O valor e o significado da vida são encontrados nesse livro. O piedoso estudo e aplicação da Bíblia são um meio de purificação e de mudança de atitudes e conduta.

    Vida na Igreja

    §3230 Os cristãos em crescimento encontram na comunhão dos crentes o seu ambiente encorajador. Eles não vivem independentes do Corpo de Cristo. A adoração exige uma atitude correta com Deus e envolve a participação ativa do crente. Os crentes devem preparar suas mentes e espíritos para a adoração. Cristãos sinceros dirigem-se a Deus em louvor, ações de graça, dedicação, confissão, fé e serviço. O Batismo e Ceia do Senhor são partes vitais da vida da Igreja, ordenadas por Cristo. Deus promete satisfazer graciosamente a pessoa que fielmente participa desses sacramentos. Como parte do Corpo de Cristo, os crentes devem participar na adoração coletiva, tanto quanto nos outros ministérios da Igreja. A participação em grupos pequenos é um meio de graça e de crescimento. O sustento material, a visão, a inspiração e a disciplina são frutos da comunhão.

    Dons Espirituais e Ministério

    §3240 O crescimento vem com a aceitação da responsabilidade plena do uso dos talentos naturais e dons espirituais no serviço e no ministério. O Espírito Santo supre cada crente com habilidades naturais para o serviço e o ministério. São responsabilidades. Elas devem ser usadas somente de forma que glorifiquem a Deus. Usar bem as habilidades dadas por Deus produz crescimento pessoal. O Espírito Santo também distribui, como Ele quer, dons espirituais de fala e de serviço para o bem comum e a edificação da Igreja (1ª Coríntios 12:7; 1ª Pedro 4:10-11). Dons espirituais são exercidos debaixo do senhorio de Cristo, com Seu amor e compaixão, e não podem ser causa de divisão na Igreja. Portanto, todas as coisas devem ser feitas com decência e ordem. Por exemplo, na adoração pública, falar ou ensinar a falar com sons não inteligíveis não é coerente com tal ordem. A linguagem do culto deve ser a linguagem do povo. Toda comunicação no culto deve ser inteligível (1ª Coríntios 14). O crente deve procurar como evidência da plenitude do Espírito Santo, não os dons em si mesmos, mas o caráter e o poder do Espírito Santo.

    Amor ao Próximo

    §3250 O crescimento em Cristo exige a responsabilidade de amar os outros, pois todos são amados por Deus e criados à Sua imagem. A qualidade dos relacionamentos do cristão com os outros afeta a qualidade de sua própria vida. O crescimento em Cristo exige prontidão para corrigir o relacionamento tanto com Deus como com os outros (Tiago 5:16). Os Dez Mandamentos, resumidos em dois mandamentos por Jesus (Lucas 10:25-28), ensinam a natureza de nossos relacionamentos com Deus e com os outros. Os cristãos expressarão seu amor tanto pelas boas obras como pelas palavras pessoais de testemunho, apontando Cristo como a encarnação do amor de Deus e como o Salvador do mundo.

    Cura Divina

    §3260 Toda cura, seja do corpo, da mente ou do espírito, tem sua fonte fundamental em Deus “que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4:6). Ele pode curar usando intervenção cirúrgica, medicação, mudança de ambiente, aconselhamento, correção de atitudes ou através de processos restauradores da própria natureza. Ele pode curar através de um ou mais [dos meios]acima junto com a oração, ou pode curar por uma intervenção direta em resposta à oração. As Escrituras relatam muitos casos do último tipo de cura centrados na vida e ministério dos apóstolos e da Igreja. De acordo com as Escrituras (Tiago 5:14-15), portanto, exortamos nossos pastores a darem oportunidades ao doente e ao aflito de virem diante de Deus na comunhão da Igreja, com a firme fé de que o Deus e Pai de Jesus Cristo é capaz e está desejoso de curar. Ao mesmo tempo, reconhecemos que apesar dos soberanos propósitos de Deus serem bons e que Ele está trabalhando para uma redenção final que garante a integridade para todos os crentes, Ele pode não conceder cura física para todos nesta vida. Cremos que em tais casos, Ele pode glorificar a Si mesmo através da ressurreição para a vida eterna.

    A Vida Cristã no Mundo Moderno

    §3300 Essa seção nasce da experiência de metodistas livres ao viverem os mandamentos de Cristo sobre santidade no mundo moderno. Portanto, ela descreve uma resposta cristã para as urgentes questões do mundo contemporâneo.

    Não se pretende aqui que isto seja uma descrição completa ou final de uma resposta cristã apropriada para todas as importantes questões que se apresentam no mundo moderno, nem que tal descrição seja nosso escrito final. Antes, a abordagem usada nos parágrafos seguintes aponta os caminhos pelos quais um cristão deve formar uma resposta responsável, bíblica e apropriada às questões contemporâneas.

    Os membros da Igreja Metodista Livre adotam os seguintes parágrafos como um guia autorizado para uma vida cristã autêntica. Esses princípios (indicados pelo texto em itálico) originam-se da direção e claro ensino da Bíblia. As declarações de aplicação que seguem cada princípio representam o entendimento histórico dos metodistas livres. Cremos que uma vida de acordo com as seguintes afirmações será uma vida “de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês” (Efésios 4:1).

    Quanto a Deus (veja §157)

    Falso Culto

    §3310 Jesus Cristo confirmou o mandamento do Antigo Testamento, “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Marcos 12:29-30-ARA; Deuteronômio 6:4-5). A adoração de qualquer outra pessoa, espírito ou coisa é idolatria.

    Nós nos abstemos de todas as práticas que conduzem à idolatria. Práticas de ocultismo, tais como espiritismo, feitiçaria e astrologia, precisam ser evitadas. Além do mais, os cristãos devem guardar-se das idolatrias do coração – a adoração de coisas, de prazeres e de si mesmo (1ª João 2:16).

    O Dia do Senhor

    §3320 Deus deixa claro na Bíblia, por exemplo e mandamento, que um de cada sete dias deve ser consagrado para adoração e descanso (Gênesis 2:2-3; Êxodo 20:8-11). Jesus declarou que o sábado foi feito para as pessoas, e não as pessoas para o sábado (Marcos 2:27). Precisamos de um dia especial para sair de nosso trabalho diário e adorar a Deus e renovar o corpo, a mente e o espírito. O Novo Testamento revela que a Igreja primitiva deixou de guardar o último dia da semana – o sábado judeu, para adorar a Deus, em Cristo, no primeiro dia da semana – o Dia do Senhor, o dia de Sua ressurreição.

    Observando o princípio sabático no dia do Senhor, participamos da adoração coletiva na comunidade cristã como atividade indispensável do domingo (Hebreus 10:25). Nós nos abstemos de trabalhos desnecessários e comércio neste dia, mas reconhecemos que a salvação não vem de nossos próprios esforços, e sim através da graça, enquanto descansamos em Deus (Isaías 58:13-14; Hebreus 4:9). Pastores e outros que precisam estar envolvidos em trabalhos necessários no domingo são encorajados a observarem o princípio sabático em outro dia.

    Sociedades Secretas

    §3330 A suprema lealdade do cristão é com Jesus Cristo, o Senhor (Atos 2:36; Romanos 14:9). Em todas as suas associações, os cristãos devem manter-se livres para seguir a Cristo e obedecer à vontade de Deus (2ª Coríntios 6:14-18). Por isso, nós nos privamos de juramentos solenes de segredo em comunhão com incrédulos que obscureçam nosso testemunho.

    Aquelas associações voluntárias que exigem juramento, voto ou promessa de sigilo, ou uma senha secreta como condição de membresia devem ser consideradas sociedades secretas. Em contradição ao ensino de Cristo e do Novo Testamento, essas sociedades exigem alianças e votos que comprometem as futuras ações daqueles que se associam a elas (Mateus 5:34-37). Como cristãos, então, nos recusamos a jurar lealdade sem reserva a qualquer sociedade secreta, pois vemos tal submissão em conflito direto com a rendição incondicional a Jesus Cristo como Senhor. Devemos nos manter livres para seguir a vontade do Senhor em todas as coisas.

    A maioria das sociedades secretas é religiosa por natureza. São feitas orações, cantados hinos e os membros se engajam em atos de culto diante de um altar. Capelães são escolhidos para dirigir cultos e conduzir funerais. Mas o culto dessas sociedades é unitariano, não cristão; sua religião é moralista, não redentiva; e suas finalidades são humanistas, não evangélicas (Atos 4:12). Nós nos abstemos, portanto, de sermos membros de qualquer sociedade secreta, e quando nos unimos à Igreja, renunciamos à membresia em qualquer loja ou ordem secreta com a qual anteriormente tenhamos nos unido.

    Não exigimos que aqueles que se tornaram membros da Igreja cessem todos os pagamentos necessários para manter os benefícios de um seguro em vigor previamente contraído através da membresia, por exemplo, em uma loja maçônica.

    Quanto a Nós e aos Outros (veja §158)

    O Valor das Pessoas

    §3340 Somos comprometidos com o valor de todos os humanos, sem distinção de gênero, etnia, cor ou qualquer outra distinção (Atos 10:34-35) e os respeitaremos como criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27) e redimidos pela morte e ressurreição de Cristo. A lei do Antigo Testamento ordena tal respeito (Deuteronômio 5:11-21). Jesus resumiu essa lei em amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:36-40). Ele ministrou a todos, sem distinção, e Sua morte na cruz foi por todos (João 3:16; Romanos 5:8).

    Estamos, portanto, empenhados com interesse ativo sempre que seres humanos são humilhados, abusados, despersonalizados ou sujeitados às forças demoníacas do mundo, por indivíduos ou instituições (Gálatas 3:28; Marcos 2:27). Nós nos comprometemos a dar significado e significância a todas as pessoas, com a ajuda de Deus.

    Lembrando da nossa tendência de sermos preconceituosos, como cristãos devemos crescer na conscientização dos direitos e necessidades dos outros.

    Auto Disciplina

    §3350 Um dos sinais da presença interior do Espírito é o domínio próprio (Gálatas 5:23). As Escrituras nos instruem a honrar o corpo como templo do Espírito Santo (1ª Coríntios 6:19-20).

    Como cristãos, desejamos ser caracterizados pelo equilíbrio e pela moderação. Procuramos evitar padrões extremos de conduta. Também procuramos manter-nos livres de vícios e compulsões.

    Os cristãos devem se caracterizar por um estilo de vida disciplinado, e por isso nós nos esforçamos por evitar a indulgência egoísta nos prazeres deste mundo. Nosso desejo é a vida simples, em serviço aos outros, a prática da boa mordomia da saúde, do tempo e de outros recursos dados por Deus.

    Nós nos comprometemos a ajudar todo cristão a atingir tal vida disciplinada. Embora hábitos não saudáveis não sejam fáceis de serem quebrados, os crentes não precisam viver nesta escravidão. Encontramos ajuda através das Escrituras, do Espírito Santo, da oração e do aconselhamento e apoio de outros cristãos.

    Administração dos Bens Materiais

    §3360 Embora como cristãos acumulemos bens, não devemos fazer das propriedades ou da prosperidade o alvo de nossas vidas (Mateus 6:19-20; Lucas 12:16-21). Antes, como mordomos, somos pessoas que doam generosamente para satisfazer as necessidades de outros e para sustentar ministérios (2ª Coríntios 8:1-5; 9:6-13).

    As Escrituras permitem o privilégio da propriedade privada. Apesar de possuirmos títulos de propriedade de acordo com a lei civil, consideramos que tudo que temos é propriedade de Deus confiada a nós como administradores.

    O jogo é contrário à fé no Deus que dirige todas as coisas do Seu mundo, não pelo acaso, mas pelo Seu cuidado providencial. Ao jogo falta tanto a dignidade de um salário merecido quanto a honra de um presente. Ele toma recursos do bolso do próximo sem uma paga justa. Ele provoca a ganância e por isso destrói a iniciativa de um trabalho honesto e freqüentemente resulta em vício. O patrocínio governamental de loterias somente agrava o problema. Por causa dos males que ele promove, nos abstemos do jogo em todas as suas formas por questão de consciência e como um testemunho da fé que temos em Cristo.

    Enquanto os costumes e os padrões da comunidade mudam, há princípios bíblicos imutáveis que nos governam como cristãos em nossas atitudes e conduta. Tudo que compramos, usamos ou vestimos reflete o nosso compromisso com Cristo e nosso testemunho no mundo (1ª Coríntios 10:31-33). Por isso, evitamos a extravagância e aplicamos os princípios de simplicidade de vida quando fazemos escolhas sobre a imagem que projetamos por nossas posses.

    Vida no Local de Trabalho

    §3370 Como cristãos, somos chamados para sermos servos de todos. Essa norma é igualmente aplicável ao empregador e ao empregado (Efésios 6:5-9; Colossenses 3:22-41). Nosso interesse pela justiça é, em primeiro lugar, de sermos justos e, em segundo lugar, de obtermos justiça. Cremos que todas as pessoas têm o direito de serem empregados remunerados, independente de gênero, etnia, cor, origem nacional ou crença (Romanos 10:12).

    Reconhecemos o direito dos empregados se organizarem em seu próprio benefício. Pactos secretos, com votos de sigilo ou atos de violência destinados a violar ou defender seus direitos, não devem ser tolerados. Também reconhecemos o direito dos empregados de não se associarem a tais organizações.

    Como cristãos, não vemos empregador e trabalhador como necessariamente hostis um ao outro. Eles não precisam trazer desconfiança e hostilidade para seu lugar de trabalho ou para a mesa de negociação. Resistimos à exploração das pessoas ou a vê-las meramente como peças da economia. Desencorajamos confrontações rígidas e apoiamos uma aproximação para solução de problemas e discordâncias.

    Nós nos esforçamos para tornar nosso testemunho efetivo onde trabalhamos, lembrando que, como empregados cristãos, somos responsáveis primeiramente a Deus e então ao nosso empregador e à organização. Como empregadores cristãos, temos a responsabilidade de negociar razoável e amavelmente com nossos empregados, preservando o testemunho de um caráter cristão tanto na palavra como na ação (Mateus 7:12; Colossenses 3:17).

    Entretenimento

    §3380 Nós avaliamos todas as formas de entretenimento à luz dos padrões bíblicos para uma vida santa e reconhecemos que precisamos governar a nós mesmos de acordo com esses padrões. As Escrituras dizem: “Portanto, irmãos, nós temos uma obrigação que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana. Porque se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente” (Romanos 8:12-13).

    Numa cultura onde o prazer é intensamente perseguido, precisamos tomar cuidado com nossas formas de diversão. Nós nos deparamos com uma multiplicidade de entretenimentos, como televisão, vídeos, filmes, músicas, Internet, danças, revistas e novelas. Considerando que muitos deles acontecem no lar, nossas escolhas não podem ser legisladas de longe; precisamos fazê-las de dentro de nós, a partir de um coração renovado. No caso de crianças e jovens que moram com os pais, devem prevalecer nossas convicções como pais cristãos.

    Nossas escolhas de entretenimento devem levar em conta que várias das diversões modernas promovem violência, excitação do desejo sexual ou despertam a ganância, e certos ambientes encorajam e promovem a tolerância com o vício e a vulgaridade.

    Nós nos comprometemos a sermos moderados em nossa atividade de entretenimento, cuidadosos quanto ao uso criterioso do tempo e do dinheiro, e na mordomia do corpo para evitar todo tipo de mal e honrar a Cristo em todas as coisas.

    Então, ao fazer escolhas com respeito ao entretenimento, diante do Senhor devemos responder francamente a perguntas como: Esta atividade aumenta ou diminui meu testemunho como cristão? Ela é contrária aos ensinos da Bíblia? A minha consciência está limpa? Participar dela vai me expor desnecessariamente à tentação? Esta atividade é, em qualquer sentido, viciante?

    Abuso de Substâncias

    §3390 Como cristãos acreditamos que a vida é plena, abundante e livre em Jesus Cristo (Jo 8:36; 10:10). Por isso, nos abstemos de tudo o que prejudica, destrói ou corrompe Sua vida em nós.

    Drogas ilícitas são grandes agressoras. Devido ao fato de várias formas de narcóticos causarem prejuízo incalculável à pessoa e aos relacionamentos, e tais drogas restringirem o desenvolvimento pessoal, prejudicarem o corpo e reforçarem uma visão fantasiosa da vida, nós evitamos o uso delas.

    Cristo nos admoesta a amar a Deus com todo nosso ser e ao nosso próximo como a nós mesmos, e por isso advogamos a abstinência do uso de bebidas alcoólicas (Marcos 12:30-31). O abuso do álcool, uma droga legalizada, é prejudicial aos indivíduos, às famílias e à sociedade. Ele é imprevisivelmente viciante e seus efeitos destrutivos não podem ser plenamente medidos. Seu abuso deixa um rastro de casamentos destruídos, violência familiar, crime, perda na indústria, prejuízo na saúde, ferimentos e mortes. Como cristãos responsáveis, advogamos a abstinência para o [bem]da saúde, da família e do próximo. Além do mais, observamos que as conseqüências sociais adversas são tão generalizadas que buscamos, pela defesa da abstinência, dar um testemunho coletivo solidário da liberdade que Cristo oferece.

    Cremos que os cristãos devem tratar seus corpos como bens sagrados confiados a eles e por isso defendemos a abstinência do fumo. Ele é a causa principal de uma variedade de cânceres e outras doenças, além de dispendioso e socialmente ofensivo. Levamos a sério as palavras do apóstolo Paulo: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele” (1ª Coríntios 6:19-20).

    A dependência de drogas de qualquer tipo inibe a plenitude da vida em Cristo e por isso nos guardamos do uso indiscriminado de drogas receitadas e da auto-medicação. Embora o valor terapêutico de tais substâncias possa ser grande, seu poder, proliferação e fácil acesso exigem que, como cristãos, sejamos vigilantes contra seu abuso.

    Cremos que a falta de moderação no consumo de alimentos também é uma forma de abusar do corpo e pode resultar em doenças e obesidade. Nós nos alimentamos de forma saudável para preservar a força de nossos corpos e assim estender nossos anos de utilidade como servos de Cristo.

    Buscamos a ajuda de Deus para compreendermos e ajudarmos àqueles que vêm a Cristo com problemas de compulsão. Cremos no poder de Cristo para libertar (Romanos 6:13; Gálatas 6:2) ao mesmo tempo que reconhecemos a dificuldade de se superar a dependência dos vícios, e desejamos dar toda a ajuda e apoio necessários enquanto os novos cristãos buscam plena liberdade.

    Como evidência adicional de uma consciência despertada, defendemos a abstenção do cultivo, fabricação ou promoção dessas substâncias nocivas à saúde.

    Pornografia

    §3400 As Escrituras advertem que aqueles que participam de imoralidade sexual, impureza e libertinagem “não herdarão o Reino de Deus” (Gálatas 5:19-21). Portanto, como cristãos, evitamos a participação nesses males ou a glorificação desses males que são encontrados em muitas formas de pornografia.

    A pornografia provoca a luxúria sexual, que é a depravação de um dom de Deus. Ela expõe e pode encorajar uma conduta sexual indecente e degenerada, tal como fornicação, incesto, estupro, sodomia, pedofilia e bestialidade. Ela pode causar decadência progressiva dos valores morais, começando com o vício, seguido por insensibilidade da consciência e tendendo para uma atitude desenfreada de conduta sexual pervertida. Isso geralmente vitima inocentes e ingênuos.

    Para a sociedade, a pornografia é uma força degenerativa agressiva. Ela prejudica e destrói. Como cristãos, nós nos opomos à abominação da pornografia por todos os meios legítimos.

    Comportamento Homossexual

    §3410 O comportamento homossexual é considerado imoral pelas Escrituras porque é uma distorção da ordem criada por Deus, uma prática contrária à natureza original . A santidade do casamento e da família deve ser protegida contra todas as formas de conduta imoral (Êxodo 22:16-17; Levítico 20:10-16; Deuteronômio 22:23-28). As Escrituras falam explicitamente contra a prática homossexual (Levítico 18:22; 20:13; Romanos 1:26-27; 1ª Coríntios 6:9-10; 1ª Timóteo 1:8-10).

    Pessoas com inclinações homossexuais são responsáveis diante de Deus por seus comportamentos (Romanos 14:12). Para aqueles que caíram nesta prática, a graça de Deus está disponível e é completamente adequada para perdoar e libertar (Lucas 4:18; 1ª Coríntios 6:9-11; Hebreus 7:25; 1ª João 1:9). Como esta prática é uma distorção da natureza original do ser humano, uma terapia pode ser necessária para que a cura possa acontecer.

    A Igreja tem uma responsabilidade coletiva em ser agente de Deus na cura, ministrando em amor aos homossexuais e dando a eles apoio bem como os ensinando a viver uma vida cristã sadia e pura (1ª Coríntios 2:7-8).

    Nós nos opomos à legislação que legalize o comportamento homossexual como um estilo de vida alternativo aceitável.

    Santidade da Vida

    §3420 Deus é soberano: o mundo e tudo que nele está pertencem a Deus. Embora os propósitos eternos de Deus nunca sejam impedidos pela ação humana, somos livres e responsáveis para fazer escolhas consistentes com Deus em questões de vida e morte. Os cristãos vivem a realidade de que os seres humanos foram criados para um propósito eterno. Estamos atentos ao sofrimento humano e ao mesmo tempo reconhecemos que a habilidade da tecnologia médica para por fim ao sofrimento humano é finita. Portanto, aceitamos nossa responsabilidade de usar essa tecnologia com sabedoria e compaixão, honrando a Deus que é, no final das contas, supremo.

    Nossas convicções sobre o valor inerente da vida humana formam a fundação da nossa abordagem à bioética. Essas complexas questões bioéticas envolvem valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. Assim sendo, os cristãos não podem determinar seus direitos e privilégios apenas pela extensão da permissividade da lei do Estado ou pelas possibilidades de procedimentos médicos seguros.

    Para o cristão a morte não é o fim da vida, mas a transição para a eternidade. Portanto, a morte física não é o último inimigo, mas parte de nossa jornada. O amor de Deus nos sustenta em nosso sofrimento. Ele ministra a nós pessoalmente e através do ambiente terapêutico da comunidade cristã. A sabedoria divina em face ao sofrimento vem a nós através da Bíblia, da oração, do aconselhamento e da operação do Espírito Santo. Assim como somos confortados, somos chamados para estender o conforto de Deus aos que sofrem.

    A. Tecnologia Reprodutiva

    As tecnologias reprodutivas geram um grande número de questões éticas, médicas, legais e teológicas e ao mesmo tempo oferecem esperança. O princípio orientador, de que toda a vida humana deve ser valorizada, respeitada e protegida em todos os seus estágios deve ser cuidadosa e consistentemente aplicado a todo novo desenvolvimento. Uma teologia cristã da família (§3440) deve também informar essas decisões.

    B. Aborto

    O aborto intencional da vida de uma pessoa, da concepção em diante, deve ser julgado como uma violação do mandamento de Deus: “não matarás”, exceto quando circunstâncias extremas exigem a interrupção de uma gravidez para salvar a vida da grávida. O aborto induzido é a destruição intencional de uma pessoa após a concepção e antes do parto, por meio cirúrgico ou qualquer outro. Portanto, o aborto induzido é moralmente injustificável, exceto quando o ato for decidido por pessoas responsáveis e competentes, incluindo um aconselhamento cristão profissional, com o propósito de salvar a vida da grávida. Quando serve para controle populacional ou de natalidade, preferência ou conveniência pessoal e segurança social ou econômica, o aborto deve ser considerado como egoísta e malicioso.

    A decisão para interromper a gravidez envolve valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. A moralidade cristã exige que consideremos tanto o mandamento bíblico como a situação humana em que a lei deva ser aplicada. Como cristãos, cremos que a vida humana, seja embrionária, madura ou senil, é sagrada, pois a vida existe em relação a Deus.

    Alternativas compassivas e cuidado de longo prazo devem ser oferecidos a mulheres que cogitam o aborto. Exortamos médicos e pais que entendam que a o mandamento moral e a lei do amor são transgredidos quando a vida humana é destruída para fins egoístas ou maliciosos.

    C. Eutanásia

    Não existe qualquer justificativa para a eutanásia ou suicídio assistido. Entendemos que se um doente terminal pede que sua vida não seja sustentada através de medidas heróicas, isso não constitui eutanásia ou suicídio assistido. Reconhecemos que é permitido usar analgésicos e outras medicações que implicam no risco de reduzir a vida mesmo quando a intenção é socorrer ou, beneficiar o paciente. Reconhecemos também a responsabilidade dos profissionais médicos de aliviar o sofrimento dentro desses parâmetros. Cristãos devem desencorajar a suposição de que algumas vidas não valem ser vividas. Cremos que não existe vida “inútil”. O valor e a utilidade de nossas vidas repousam acima de tudo no nosso relacionamento com Deus que nos ama.

    D. Outros Dilemas Éticos

    Esses princípios bíblicos, que guiam nossa abordagem à bioética precisarão ser aplicados como bases constantes para outros dilemas éticos que surgirem dos avanços na tecnologia médica. Tais dilemas éticos podem incluir, mas não ser limitados por: alocação de recursos finitos, transplante de órgãos, preocupações com o fim da vida, engenharia e testes genéticos, questões sobre identidade sexual e outros.

    Quanto às Instituições de Deus (veja §159)

    §3430 Há pelo menos três instituições terrenas divinamente estabelecidas. A primeira destas é o casamento e a família. A segunda, a Igreja. A terceira, o governo secular. Só a Igreja, entre estas instituições, durará pela eternidade. Não obstante, as Escrituras claramente destacam a importância de como agimos com respeito a cada uma destas instituições até o retorno de Cristo.

    Esta seção pretende descrever o ponto de vista cristão sobre estas importantes instituições. O foco são os princípios mais importantes: não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto. As declarações de princípios representam o que nós cremos ser o fundamental, o ensino claro da Escritura sobre estas instituições. Acreditamos também, que as declarações de aplicação que acompanham as declarações de princípio são claras conclusões extraídas das Escrituras, e são apresentadas aqui para ajudar nossas Igrejas e membros na aplicação dos princípios bíblicos.

    O Cristão e o Casamento

    §3440 A. Princípios Relativos ao Casamento

    Natureza do Casamento: Na criação Deus instituiu o casamento para o bem estar da humanidade (Gênesis 2:20-24; Marcos 10:6-9). O casamento é a união de um homem e uma mulher dentro de um relacionamento vitalício que as Escrituras chamam de “uma só carne”.

    A relação sexual é um dom de Deus para a humanidade, para a união íntima de um homem e uma mulher dentro de matrimônio. Neste relacionamento, ela é honrosa (Hebreus 13:4). Por esta razão,o casamento é o único contexto apropriado para a intimidade sexual. A Escritura exige pureza antes do casamento e fidelidade durante ele. Da mesma forma, ela condena todo comportamento sexual contrário à natureza, tal como incesto, pedofilia, atividade homossexual e prostituição (1ª Coríntios 6:9; Romanos 12:6-21).

    Portanto cremos que o casamento deve ser protegido e apoiado tanto pela Igreja como pela sociedade e deve ser formalizado com votos públicos. Não basta um casal viver junto numa aliança privada; cremos que eles devem comprometer-se diante de Deus e do Estado.

    B. Cultivando Casamentos Saudáveis

    A Igreja Metodista Livre clama que seu povo entre na aliança do casamento em oração. De acordo com o mandamento apostólico (2ª Coríntios 6:14), esperamos que se casem somente com crentes. Exige-se dos ministros que sejam zelosos quando forem requisitados para celebrar um casamento. Aqueles que unem crentes com não crentes vão contra os explícitos ensinos das Escrituras. Antes de entrar no casamento, nosso povo deve se aconselhar com seus líderes cristãos. Os jovens que planejam o casamento devem procurar aprovação dos pais. Nossos ministros não devem oficiar o casamento de qualquer pessoa menor de idade, a menos que os pais ou responsáveis estejam presentes ou tenham dado o consentimento por escrito, e que estejam presentes pelo menos duas testemunhas que conheçam o casal. Rogamos que nossas Igrejas providenciem instrução para educação sexual e preparação para o casamento. Os pastores devem observar se todos os candidatos ao casamento tenham recebido orientação pré-conjugal, usando materiais compatíveis com o ensino denominacional. Além disso, encorajamos as Igrejas locais a providenciar recursos tais como seminários e retiros para fortalecer casamentos e edificar lares cristãos.

    C. A Cura de Casamentos em Crise

    A Igreja sensível a Deus tem recursos espirituais para os casamentos em crise. Os recursos principais são o poder renovador do Espírito Santo e da Palavra, a oração e os sacramentos, o conselho e o apoio. Através do ministério da Igreja, Deus pode trazer cura e reconciliação.

    Portanto, se nossos membros enfrentam crise em seus casamentos, nós os encorajamos a procurar o conselho do pastor e a submeterem-se à orientação da Igreja. Um conselheiro profissional pode ser necessário.

    Reconhecemos que violência doméstica, emocional e/ou física, acontece também em famílias relacionadas com a Igreja. Geralmente isto põe em perigo a segurança de um cônjuge ou dos filhos e pode ameaçar a própria vida deles. Os membros destas famílias precisam de cura espiritual e emocional (Malaquias 2:13-16).

    Quando uma situação impossível está destruindo o lar, é possível que mesmo cristãos venham a se separar. Em tais casos, o caminho para a reconciliação deve-se manter aberto (1ª Coríntios 7:10-11). Mesmo quando um casamento é violado pela infidelidade sexual, os cônjuges são encorajados a trabalharem para a restauração da união.

    D. Divórcio

    Quando um dos cônjuges é cristão e o outro não, o cristão não pode se divorciar do não-cristão por essa razão (1ª Coríntios 7:12-13), porque o amor cristão pode redimir o não-crente e unir o lar em Cristo (1ª Coríntios 7:16).

    Quando um casamento for violado pela infidelidade sexual, os cônjuges serão encorajados a trabalharem para a restauração da união. Quando a reconciliação for impossível, o divórcio é permitido ao que sofreu a infidelidade (Mateus 5:32; 19:9).

    Deserção é abandonar um casamento sem uma causa justa. Cremos que uma pessoa nega a fé quando ela deliberadamente abandona o cônjuge por um longo período de tempo. Quando a deserção conduz, subseqüentemente, ao divórcio, o cônjuge deserdado não está mais preso pelo casamento (1ª Coríntios 7:15).

    Quando for impossível a reconciliação num casamento em crise, reconhecemos que o divórcio pode ser inevitável (Mateus 5:32; 19:9). Quando os casamentos falham completamente houve, nas palavras de Jesus, a “dureza de coração” em um ou nos dois lados da união (Mateus 19:3-8; Marcos 10:5-9).

    Embora as Escrituras permitam divórcio nos contextos de adultério (Mateus 5:32) e deserção (1ª Coríntios 7:10-16), elas não ordenam o divórcio e recomendamos o aconselhamento com líderes da Igreja para buscar outras alternativas. Uma destas pode ser que ambos vivam celibatariamente.

    E. Recuperação após o Divórcio

    O divórcio sempre produz trauma. É o rompimento de uma aliança, violando assim a intenção divina da fidelidade no casamento (Malaquias 2:13-16). Por essa razão, pessoas divorciadas devem ser ajudadas a compreenderem e consertarem as causas do divórcio. Elas devem buscar aconselhamento pastoral. Um conselheiro profissional também pode vir a ser necessário. Se existem padrões não sadios de relacionamento, os cônjuges devem ser ajudados a substituir tais padrões por novas atitudes e comportamentos que sejam semelhantes aos de Cristo (Colossenses 3:1-15). Arrependimento e perdão são cruciais para a restauração. Os alvos do processo são a cura pessoal e a restauração à participação saudável na Igreja. A Igreja precisa ampliar o seu interesse pela família e pelos outros afetados pelo divórcio.

    F. Novo Casamento Após o Divórcio

    Um membro divorciado ou um que está considerando se casar com uma pessoa divorciada deve se submeter à autoridade, conselho e orientação da Igreja.

    Pessoas que se envolveram em divórcio durante a condição de não crentes não devem, unicamente por esta razão, ser barradas de se tornarem membros, mesmo se elas se casaram novamente. Da mesma forma, os crentes não são proibidos de se casar com uma pessoa que se divorciou quando ainda não crente. Um membro da Igreja, divorciado de um cônjuge adúltero ou abandonado pelo companheiro não-crente, depois de esforços de perdão e reconciliação terem sido rejeitados, pode se casar de novo (Mateus 5:31-32; 19:3-11; 1ª Coríntios 7:15).

    G. A Recusa do Aconselhamento

    Quando um membro da Igreja se divorciar do cônjuge, violando as Escrituras, ou casar-se de novo sem procurar o aconselhamento ou seguir a orientação do pastor ou da Comissão para Questões de Membros, a Comissão deve examinar o caso e recomendar uma ação apropriada à Junta Administrativa Local. A ação corretiva deve incluir remoção da liderança e pode incluir suspensão ou exclusão da membresia.

    H. Casos Extraordinários

    Se surgirem casos para os quais o pastor ou a Comissão para Questões de Membros não encontrem direção explícita nesse Livro de Disciplina, o pastor, em consulta à Comissão, deve falar com o Superintendente.

    Criação e Educação de Filhos

    §3450 A Igreja Metodista Livre vê a educação de suas crianças como responsabilidade paterna (Deuteronômio 6:5-9; Efésios 6:4). Parte desta responsabilidade pode ser delegada, mas não abandonada, a outras instituições de educação, pública ou cristã.

    A Igreja Metodista Livre deseja estar interativamente envolvida com os pais no ensino e educação de todas as crianças nos fundamentos da fé cristã. É o propósito da família, tanto humana quanto família de Deus, oferecer um ambiente em que pais e filhos possam crescer juntos no amor de Deus e no amor um ao outro (Deuteronômio 11:18-19; Joel 1:3).

    Por causa do valor que Jesus demonstrou às crianças (Mateus 19:14), nossas Igrejas fazem dos ministérios com crianças e jovens uma prioridade. Os ministérios não se concentram apenas em conduzir os jovens à fé em Jesus Cristo, mas também em envolvê-los na membresia da Igreja e no ministério.

    A Igreja deseja apoiar as escolas públicas e reconhece o desafio aos professores cristãos, pais e estudantes de serem luz no mundo. Se os pais escolherem utilizar escolas cristãs ou o ensino doméstico, também os apoiamos em sua decisão. Pedimos que nossas crianças sejam dispensadas de tarefas e atividades que estão em conflito com os valores defendidos pela denominação. Quando conflitos surgirem, solicitamos à escola que a posição acadêmica do estudante não seja prejudicada e, quando necessário, outras tarefas sejam dadas.

    A Igreja tem especial interesse que os conceitos das Origens tenham consideração completa e justa em nossas escolas públicas. Estão disponíveis materiais educacionais que permitem um tratamento científico dos vários conceitos das origens, incluindo a criação especial (que todas as formas básicas e processos de vida foram criados por um Criador sobrenatural) – procure “A Origem das Espécies”, de… em… . Portanto, insistimos que o conceito da criação especial seja apresentado em, ou junto com, cursos, livros texto, materiais de biblioteca e recursos de apoio pedagógicos, no assunto das origens.

    O Cristão e a Igreja

    §3460 A Igreja é parte do plano eterno de Deus de fazer para Si um povo que seja “santo e irrepreensível diante dEle”. Ela foi instituída por Cristo durante seu ministério quando Ele a comissionou para ser Sua única representação no mundo. Por isso, as Escrituras falam da Igreja como o Corpo de Cristo. A Igreja tem sido capacitada para o ministério pelo ativo e contínuo trabalho do Espírito Santo desde o Pentecostes. Da mesma forma que as cartas do Novo Testamento foram escritas para Igrejas em lugares específicos, compostas por pessoas específicas, a Igreja também é não apenas universal, mas também visível e local.

    A Igreja é também o povo de Deus no mundo. Este fato é amplamente ilustrado tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Senhor da Igreja dá dons ao Seu povo para servir um ao outro e para ministrar ao mundo. Embora cristãos que vivem à parte da Igreja não necessariamente percam sua fé, eles certamente se privam dos recursos espirituais e das oportunidades que o próprio Deus ordenou. De acordo com as Escrituras, enfatizamos a filiação à Igreja.

    A membresia na Igreja é uma realidade bíblica importante desde os primeiros dias depois de Pentecostes (Atos 2:47). Quando o Espírito Santo concede nova vida em Cristo, ao mesmo tempo Ele efetua nossa entrada espiritual na Igreja (1ª Coríntios 12:13). A Igreja Metodista Livre é uma denominação entre muitas outras Igrejas legítimas e visíveis no mundo. A entrada na membresia de uma de nossas Igrejas é um sinal local e visível da entrada na Igreja universal.

    A. Membresia na Igreja

    Nossa Igreja oferece meios pelos quais pessoas nascidas do Espírito possam fazer uma Aliança de Membro (§154-160) e registrar sua filiação de forma pública. Temos categorias de membresia para os crentes abaixo dos 16 anos de idade e para os adultos. Como ajuda ao desenvolvimento cristão, damos instrução em classe de preparação de novos membros, que pode ser seguida pelo ingresso na membresia. Para maiores informações sobre os requisitos e rituais para membresia, veja §150-164 e §8800-8830.

    B. Liderança na Igreja

    A liderança na Igreja é uma honra acompanhada de responsabilidades e sacrifícios. As Escrituras nos dão descrições das qualidades de líderes em passagens como: Êxodo 18:21; Atos 6:3; 1ª Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9. Os escolhidos para liderar na Igreja, devem fazê-lo em espírito de humildade e debaixo da dependência de Deus. Eles devem ser indivíduos espiritualmente maduros cujo estilo de vida esteja em harmonia com as Escrituras, a doutrina da Igreja Metodista Livre (§100-131), os princípios da Aliança de Membro (§150-160) e com o §6200.E. Eles devem viver vidas pessoais e públicas que claramente mostrem estes princípios.

    O Cristão e o Estado

    §3470 Como cristãos, somos cidadãos do reino de Deus e desse mundo. Recebemos benefícios e arcamos com responsabilidades de ambos os relacionamentos. Nossa submissão é primeiro para com Deus, mas isto não nos isenta de responsabilidades para com nosso próprio país se tal relação não conflitar com os ensinos claros das Escrituras (Romanos 13:1-7). Reconhecemos a autoridade soberana do Governo e nosso dever de obedecer a lei (Mateus 22:21; Romanos 13:1-7). Conseqüentemente, assumimos as responsabilidades da boa cidadania.

    A. Participação Cívica

    Como cristãos, oramos por “todos os que exercem autoridade” (1ª Timóteo 2:2) e “por causa do Senhor” somos sujeitos “a toda autoridade constituída entre os homens” (1ª Pedro 2:13). Participamos ativamente na vida cívica através do envolvimento em esforços para a melhoria das condições sociais, culturais e educacionais (Mateus 5:13-16). Nos opomos às degradantes influências culturais (2ª Pedro 2:4-10). Exercemos a responsabilidade do voto.

    B. A Guerra e o Alistamento Militar

    Cremos que a agressão militar é indefensável como instrumento de diplomacia nacional (Isaías 2:3-4). A destruição da vida e da propriedade, o dolo e a violência necessárias à guerra são contrárias ao espírito e mente de Jesus Cristo (Isaías 9:6-7; Mateus 5:44-45). Portanto, é nosso dever como cristãos promover a paz e a boa vontade, patrocinar o entendimento e confiança mútua entre todos os povos e trabalhar com paciência pela renúncia da guerra como um meio para decidir disputas internacionais (Romanos 12:18: 14:19).

    É nossa firme convicção que ninguém deve ser obrigado a entrar em treinamento militar ou a portar armas, exceto em tempo de perigo nacional e que as consciências de nossos membros sejam respeitadas (Atos 4:19-20; 5:29). Portanto, reivindicamos dispensa de todo serviço militar àqueles que se registram oficialmente como membros da Igreja, por objeção consciente à guerra.

    C. Juramentos

    O juramento vão e precipitado é proibido pelo nosso Senhor (Mateus 5:34; Tiago 5:12). Cremos que a religião cristã não proíbe

    fazer juramento quando exigido por um oficial público. Em

    todos os casos, o cristão deve falar com honestidade e

    verdade (Jr 4:1-2; Ef 4:25).

    Recursos para as Igrejas

    §3500

    A. Entendendo as Questões de Estilo de Vida na Aliança de Membro.

    Como a Aliança é parte da Constituição, as recentes mudanças resultam de uma decisão de referendo tomada por metodistas livres ao redor do mundo. Em essência, a Aliança mudou de uma base legalista (com uma longa lista de comportamentos e atitudes específicos) para uma base de princípios (com uma curta lista de orientações, com princípios abrangentes).

    Por exemplo, quando a Aliança se refere aos assuntos de estilo de vida, ela diz: “Como um povo, nós vivemos vidas saudáveis e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas quanto às espirituais. Nós nos comprometemos a ficar livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo, ou promovem tais coisas…”

    Este princípio mantém a posição da denominação existente há muito tempo de chamar as pessoas a se comprometerem com o viver saudável evitando substâncias que viciam, como álcool e tabaco. Ele também nos lembra, por exemplo, de não comer demais ou trabalhar demais.

    Como a Aliança de Membro é baseada em princípios, então a pergunta que surge é: “quando a pessoa pode ser considerada um membro da comunhão do povo de Deus?”. Nossa primeira visão da membresia era como um diploma de graduação ao fim de um processo de discipulado que preparava as pessoas para viver dentro de exigências específicas. A presente visão da membresia é como a entrada no processo de discipulado. Como membros, continuamente permitindo ao Espírito Santo fazer novas aplicações dos princípios da Aliança em níveis mais profundos, nós nos tornaremos cristãos mais saudáveis.

    Portanto, fixamos nossos olhos em Jesus e, com a capacitação do Espírito Santo, nos comprometemos a viver em alegre obediência, colocando de lado tudo que nos impede de nos tornar mais semelhantes a Cristo.

 

Curso para Novos Membros e Batismo – Tire suas dúvidas