Ética Pastoral

Igreja Metodista Livre

Ética Pastoral 

Ética diz respeito as normas e valores morais que regem um determinado grupo social. A moral não pode ser líquida que cabe em qualquer recipiente, sem valores definidos, sem princípios, tipo camaleão. O respeito ao outro sempre foi o alicerce para o funcionamento harmônico de um povo. “Tudo que não puder contar como fez, não faça” (Immanuel Kant). O amor é a referência para a ética. “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12).

Em se tratando de ética pastoral, aquele que afirmou: “eu sou o bom pastor” (Jo 10.11), pelo seu proceder, tornou-se o modelo perfeito a ser seguido por todos os demais pastores. Vejamos:

  1. Caráter íntegro, que não possuía duas caras e que combateu duramente a hipocrisia religiosa. (Mt 7.5; 15.7; 23.14; 24.51)
  2. Caráter amoroso (Jo 13.1 e 15.13);
  3. Caráter de um bom pastor que é capaz de sacrificar-se em favor das ovelhas (Jo 10.11).
  4. Santificava-se a si mesmo em favor do rebanho. (Jo 17.19)
  5. Caráter bondoso e generoso (Mt 9.35-38; Mt 10.8 e Jo 10.11)
  6. Não agiu com preconceito ou discriminação ao lidar com mendigos, ricos, escravos, reis, mulheres, crianças, leprosos, adúlteros, estrangeiros e pecadores. (Mt 9.10-11; 19.14;  Mc 10.21; Lc 5.30-32 e Jo 4);
  7. Caráter manso e humilde (Mt 11.29; Jo 7.16; 13.1-5 e Fp 2.5-8);
  8. Foi zeloso e enérgico quanto a santidade devida as coisas de Deus (Jo 2.15-17);
  9. Não fez uso do poder para tirar vantagem pessoal e nem para evitar a cruz (Fp 2.7-8);
  10. Não agiu como mercenário (Jo 10.8-13);
  11. Caráter de servo. (Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 13.1-5);
  12. Não usou as pessoas, mas as amou de verdade, agindo para o bem estar delas (Jo 13.1).
  13. Agiu com coragem para defender o rebanho dos lobos (Jo 10.12);
  14. Caráter de prontidão e disposição em socorrer (Mt 8.3-17);
  15. Caráter de compaixão (Mt 14.13; Mc 1.41).
  16. Caráter compreensivo (Lc 23.33-34);
  17. Caráter emotivo (Jo 11.35 e Lc 19.41).
  18. Caráter cuidadoso (Jo 14.2-3 e 17.1-26);
  19. Caráter de um bom e leal amigo (Jo .15.15);
  20. Caráter de cidadania (Mt 17.27 e Mc 12.13-17);

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13:15)

 

Normas para a conduta pastoral

  1. Comprometer-se com Jesus Cristo como Senhor;
  2. Agir com integridade de caráter, através da santidade de coração e de vida;
  3. Manifestar os fruto do Espírito Santo;
  4. Receber e oferecer perdão;
  5. Possuir auto-estima saudável e manter atitude positiva;
  6. Demonstrar fé, criatividade e iniciativa;
  7. Ser modelo de um espírito ensinável;
  8. Amar e cuidar de sua família;
  9. Contar com o apoio de seu cônjuge, se casado(a);
  10. Amoldar sua vida e a de sua família, de acordo com a doutrina de Cristo, e também em ser, tanto você como eles, no que estiver ao seu alcance, exemplos e padrões sadios para o rebanho de Cristo;
  11. Disciplinar sua vida devocional, orar diariamente pelas pessoas sob sua responsabilidade pastoral; estudar a Bíblia em profundidade;
  12. Cuidar de sua saúde, praticar atividades físicas e separar tempo para descanso e lazer;
  13. Ter uma vida equilibrada e uma autodisciplina saudável;
  14. Manter-se livre de vícios;
  15. Auto avaliar-se e refletir sobre seu ministério;
  16. Ocupar-se com um aprendizado contínuo;
  17. Preparar-se minuciosamente para apresentação em público, rituais, pregação, liturgia, etc.;
  18. Responder apropriada e cordialmente ao povo;
  19. Incorporar uma paixão por fazer discípulos;
  20. Garantir um cuidado apropriado ao povo de Deus;
  21. Resolver conflitos eficazmente.
  22. Não expor os problemas pessoais dos membros a outras pessoas, nem mesmo a colegas e familiares, pois uma ovelha precisa de um pastor em quem possa confiar para abrir o seu coração e confessar os seus pecados;
  23. Respeitar as pessoas independente de etnia, gênero ou condição econômica; Evitar qualquer tipo de preconceito, discriminação e favoritismo de famílias e pessoas.
  24. Atuar de forma a evitar influências unilaterais de famílias, grupos ou pessoas que contribuam para quebra da unidade essencial da igreja;
  25. Não pode ser conivente com falhas de membros para não perder mais um dizimista na igreja. Não pode fazer vista grossa às normas do Manual para encher a igreja;
  26. Submeter-se biblicamente à autoridade;
  27. Não desrespeitar e nem se insurgir contra aqueles que exercem autoridade eclesiástica;
  28. Cumprir e fazer cumprir o Manual da Igreja, bem como as decisões conciliares e as solicitações gerais e regionais;
  29. Não pode se esquecer que somos parte de uma Igreja conectiva. Somos tremendamente fortalecidos por nossos relacionamentos baseados na veracidade e na graça;
  30. Praticar princípios sadios na implementação de mudanças;
  31. Promover uma atmosfera positiva de confiança, unidade e amor;
  32. Participa ativamente na missão da denominação;
  33. Não interferir em assuntos ou problemas de igrejas que não estejam sob sua jurisdição, a não ser quando solicitados pelo/a colega, Bispo ou Superintendente Regional;
  34. Prestar contas profissional e pessoalmente;
  35. Comprovar que está em dia com as contribuições do INSS visando o seu próprio bem estar futuro, bem como de sua família;
  36. Os que servem como pastores em tempo parcial, devem comunicar ao superintendente a atividade profissional secular que exercem;
  37. Cumprir o dever de participar dos concílios ou reuniões convocados pelo Bispo ou Superintendentes e ministérios regionais devidamente reconhecidos.
  38. Manter sua igreja informada a respeito das atividades conciliares;
  39. Não mentir nos relatórios estatísticos visando passar uma imagem mais favorável de seu ministério;
  40. Evitar visitas sistemáticas aos membros da igreja anterior, principalmente nos primeiros anos, para que a igreja e o/a novo/a pastor/a tenham tempo e condições para conhecimento mútuo, adaptação e continuação da missão;
  41. Não depreciar os seus colegas, especialmente quem os tenha antecedido;
  42. Afirmar e expor claramente a teologia wesleyana; Não ensinar algo contrário as Escrituras Sagradas e que fira a teologia da Igreja Metodista Livre. Lembrando-se sempre de seu voto de ordenação que diz respeito a agir com fiel diligência para banir todas as doutrinas errôneas e estranhas que sejam contrárias à Palavra de Deus;
  43. Não promover fofoca, divisão e rebelião, pois fez votos de promover a quietude, paz, e amor entre todos os cristãos e especialmente entre aqueles que estão sob seus cuidados.
  44. Não interferir no trabalho desenvolvido em uma igreja anteriormente pastoreada por você.
  45. Não aceitar convites para quaisquer atividades, pregações, palestras e celebrações em outra igreja que não seja feito ou aprovado pelo pastor da mesma;
  46. Ser prudente, caso convidado a pregar ou a realizar outros ofícios em igrejas de outras denominações, evitando referir-se negativamente a doutrinas ou aspectos da organização da igreja visitada, assim como depreciar sua própria igreja;
  47. Não se envolver em manobras ou em esquemas políticos, visando posições ou cargos eclesiásticos;
  48. Zelar para que o púlpito da igreja não seja ocupado por pessoas sem comprovada prática cristã ou por indivíduos cujas doutrinas e ensinamentos possam contribuir para a desagregação da igreja;
  49. Zelar para que as atividades e programas de suas igrejas ou ministérios não se prestem à propaganda eleitoral ou à doutrinação político–partidária.
  50. Contribuir regularmente com dízimos e ofertas para o sustento da igreja e de suas instituições;
  51. Não cobrar honorários para a realização de ofícios pastorais, tais como casamentos, batizados, ofícios fúnebres e outros;
  52. Não emprestar e nem pedir emprestado dinheiro a membro de igreja e não se tornar fiador de membro de igreja;
  53. Não assumir dívidas ou encargos financeiros acima de suas possibilidades e honrar pontualmente seus compromissos.
  54. Cuidados que os(as) pastores(as) devem tomar em relação ao trato com pessoas do sexo oposto: a) Não ficar a sós com alguém do sexo oposto na igreja, escritório, carro, casa, restaurante, cinema, etc. No caso de aconselhamento pastoral, se não puder estar acompanhado do cônjuge, que seja feito em horário de boa circulação de pessoas, em uma sala com porta ou janelas de vidro, com cortina aberta; b) Não elogiar a aparência; c) Não alisar os ombros, braços, etc.; d) Na medida do possível, evitar abraçar; e) Não alimentar fantasias sexuais ou românticas.
  55. Ter um mentor espiritual com quem possa confessar suas tentações e pecados.
  56. Não se esquecer jamais do temor que se deve ao Senhor (2Co 5.11).

 

Manual Metodista Livre

Princípios Não-Negociáveis

§6050 Todas as estruturas, ministérios e obreiros da Igreja devem refletir esses princípios não-negociáveis da Igreja Metodista Livre:

  1. Não podemos viver violando as Escrituras.
  2. Não podemos viver violando os Artigos de Religião, a Constituição, a Aliança de Membro ou a Missão da Igreja Metodista Livre.
  3. Nossos(as) pastores(as) não podem viver violando os seus votos de ordenação.
  4. Nossos(as) líderes não podem conduzir a Igreja de maneira a prejudicar a missão ou desviá-la dela.
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